Don't Worry Be Happy!!!

Entre a humildade e a humilhação

Entre a humildade e a humilhação

 

Há uma tênue linha que separa a humildade da humilhação.

Muitos de nós confundem um com o outro, e invertemos os significados.

A humildade é uma virtude humana expressada por poucos.

Pois, depende diretamente da percepção das próprias limitações e aceitação destas.

Necessitamos de discernimento para compreender e expressar tal virtude.

Um tipo de discernimento que envolve o ser na sua totalidade.

Implicando uma árdua tarefa de auto-observação, contemplação de si, e, do outro também.

Num incessante movimento de relativização de nossas verdades criadas pelo EGO.

Talvez necessitamos não de autocrítica, mas sim de compreensão, aceitação de outras possibilidades.

Possibilidades essas criadas não pelo nosso EGO, mas sim pela alteridade.

Levar em consideração a existência do outro, tão verdadeira quanto a nossa.

Reconhecendo nele as mesmas limitações que estão presentes em nós, ou, já estiveram.

Esse movimento da percepção desperta o desejo de compartilhar.

Isso por si só já é uma abertura para uma possível transformação.

Aceitação de que tanto em nós, como no outro, existe algo passível de ser trocado, compartilhado.

Não mais como uma balança em desequilíbrio que pende apenas para um dos lados.

Mas, sim como uma sinfonia que envolve diversos instrumentos tocando em harmonia.

Nesses termos, a humildade soa como utopia, algo a ser atingido, construído em comunhão.

Pois, só há humildade na reciprocidade, na abertura para o diferente, no desconhecido, talvez.

Reconheço em mim um movimento sutil rumo a construção de um ser humilde.

Algo que ainda não possui formas definidas.

Mas, que apresenta nuances que se consolidam cada vez mais.

Fico feliz por contemplar tal movimento da minha mente.

E, assim, percebo que o que muitos exigem de nós não é humildade, mas, sim humilhação.

Algo do tipo negativo que evidencie culpa e pesar pela minha forma de ser, limitada.

Tipo de degeneração que todos vivemos no cotidiano seja por racismo, ou ostracismo.

Na verdade exercício de poder que revela o desejo de dominação, submissão.

Pois, se não percebo minhas próprias limitações, mas, enfatizo as alheias.

No fundo o que faço é submeter o outro ao meu EGO, humilhação.

Daquele tipo mesquinho que o tempo todo exerce a crítica, o poder de persuasão.

Mas, não reconhece em si as mesmas características evidenciadas no outro, as fraquezas.

Soa como um jogo no qual o sujeito joga sozinho, como se estivesse jogando consigo mesmo.

Num certo nível inimigo de si mesmo.

Talvez uma imagem distorcida de si refletida no outro.

Nesse nível, o compartilhar da lugar a imposição, enfatizando o extermínio da alteridade.

Uma sórdida estratégia de consumação do outro em detrimento de si mesmo.

Uma pobreza mental evidenciado no exercício maquiavélico de poder.

Reconhecendo em mim tais atitudes posso fazer delas meus guias.

Rumando para a superação de tais condições limitadas e limitantes.

 

Om Namah Shivaia!

 

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Uma resposta

  1. diogo

    Om namah shivaia!

    maio 1, 2009 às 11:23 pm

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