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Em Busca de um ambiente equilibrado!!!

Em época de muito trabalho, o ócio simboliza tempo livre para pensar

Dom, 24 de Julho de 2011 08:24

ENSAIO

Apologia da preguiça

O sequestro do nosso tempo pelo trabalho

RESUMO
Em tempos de tecnociência, permanece irrealizada a utopia da libertação do homem pelas máquinas: nunca se trabalhou tanto, e o tempo livre jamais esteve tão fora da pauta. Ora estigmatizado na ordem produtiva, ora exaltado na tradição filosófica, o preguiçoso é hoje o símbolo do tempo livre para o pensamento.

ADAUTO NOVAES

O trabalho deve ser maldito, como ensinam as lendas sobre o paraíso, enquanto a preguiça deve ser o objetivo essencial do homem. Mas foi o inverso que aconteceu. É esta inversão que gostaria de passar a limpo.
Malevitch, “A Preguiça como Verdade Definitiva do Homem”

SABE-SE QUE uma única palavra é suficiente para arruinar reputações e, entre todas, preguiça é uma das mais suspeitas e perigosas. Ao longo dos séculos, foi carregada de significações contraditórias e impressionantes variações.
Dela decorre longo cortejo de acusações bizarras, mas também sabe ser tema de obras de arte, poesia, romance, pinturas, reflexões filosóficas: o preguiçoso é indolente, improdutivo, nostálgico, melancólico, indiferente, distraído, voluptuoso, incompetente, ineficaz, lento, sonolento, silencioso. Preguiça e trabalho guardam um misterioso parentesco, quase simétrico e especular.
Para o preguiçoso, “é preciso ser distraído para viver” (Paul Valéry), afastar-se do mundo sem se perder dele; exatamente por isso, é acusado de não contribuir para o progresso.
Além de praticar crime contra a sociedade do trabalho, o preguiçoso comete pecado capital. Pela lógica do mundo do trabalho e da igreja, ele deve sentir-se culpado, pagar pelo que não faz.
Mais: pensadores como Lafargue, Stevenson, Bertrand Russell, Jerome K. Jerome, Marx e Samuel Johnson apostaram no desenvolvimento técnico como possibilidade de liberação do trabalho. Erraram: na era da tecnociência, nunca se trabalhou tanto e nunca se pensou tão pouco. Assim, o espírito tende a se tornar coisa supérflua.

O QUE FAZER Ao pensar sobre o fazer, o ocioso pode prestar um grande serviço e ajudar a responder à velha questão moral: o que devo fazer? Dependendo da resposta, teremos diferentes definições do que seja o homem, a política, as crenças, o saber, nossa relação com o mundo, e, principalmente, nossa relação com o trabalho. A resposta pode nos dizer não apenas o que fazemos mas também o que o trabalho faz em nós.
Hoje, maravilhosas máquinas “economizam” o trabalho mecânico, mas criam novos problemas: primeiro, uma espécie de intoxicação voluntária, isto é, “mais a máquina nos parece útil, mais ela nos torna incompletos” (Valéry).
A máquina governa quem a devia governar; daí decorre o segundo problema, bem mais complexo: tantas potências auxiliares mecânicas tendem a reduzir “nossas forças de atenção e de capacidade de trabalho mental”, o que se relaciona à impaciência, à rapidez e à volatilidade nunca antes vistas.
Assim escreveu Paul Valéry (1871-1945): “Adeus, trabalhos infinitamente lentos, catedrais de 300 anos cuja construção interminável acomodava curiosas variações e enriquecimentos sucessivos… Adeus, perfeições da linguagem, meditações literárias e buscas que tornavam as obras ao mesmo tempo comparáveis a objetos preciosos e a instrumentos de precisão!
[...] Eis-nos no instante, voltados aos efeitos de choque e contraste, quase obrigados a querer apenas o que ilumina uma excitação de acaso. Buscamos e apreciamos apenas o esboço, os rascunhos. A própria noção de acabamento está quase apagada”.

MONTAIGNE Valéry retoma uma tradição. Lemos em Montaigne (1533-92) que “a alma que não tem um fim estabelecido perde-se. Porque, como se diz, estar em toda parte é não estar em lugar algum”. Aqui, entendemos por alma o “trabalho teórico do espírito”, potência de transformação. O que leva a alma (espírito) a se perder é o trabalho desordenado.
Habitar o próprio eu, comenta Bernard Sève, é o projeto de Montaigne: viver em repouso, longe das agitações do mundo, retirar-se da pressa do mundo “para se conquistar, passar do negotium ao otium”, do negócio ao ócio.
É isso que podemos ler na inscrição que Montaigne mandou pintar nas paredes da sua torre: “No ano de Cristo de 1571, aos 38 anos, vésperas das calendas de março, dia de aniversário de seu nascimento, depois de exercer longamente serviços na Corte (Parlamento de Bordeaux) e nos negócios públicos [...] Michel de Montaigne consagrou este domicílio, este tranquilo lugar vindo de seus ancestrais, à sua própria liberdade, à sua tranquilidade, ao seu ‘loisir’ (otium)”.
Eis que Montaigne recolhe-se ao ócio reflexivo, com um espírito criativo leve e vagabundo. Como escreve Sève, um Montaigne distante das pressões políticas e das injunções do trabalho burocrático, com o espírito já amadurecido, “construído pela vida, espírito prestes ao fecundo exercício de uma ociosidade inteligente e feliz”. Mas interpretemos com cuidado esse afastamento do mundo.
Se a vida teórica aparece mais compensadora, é porque Montaigne não encontrou na vida prática -social e política-, no Parlamento de Bordeaux, aquilo que buscava. À diferença dos comuns, Montaigne não procurava satisfação no reconhecimento social e político. No ócio, preferiu a busca da verdade às coisas da política.
Sua “contemplação” teórica é discursiva, isto é, transforma-se em atos de pensamento e, portanto, em atividade prática. Nascem aí os monumentais “Ensaios”.

FOUCAULT A aliança entre capital, igreja e disciplina militar para regular o trabalho tem história. Em um curso de 1973, ainda não publicado, Michel Foucault (1926-84) narra a institucionalização do trabalho através da “fábrica-caserna-convento” no final do século 19. Ele descreve as regras de uma comunidade fechada de até 400 trabalhadores: acordar às 5h, 50 minutos para toalete e café, trabalho nas oficinas das 6h10 às 20h15, com uma hora para as refeições. À noite, jantar, reza e cama às 21h. Só no sul da França, 40 mil operárias trabalhavam nessas condições.
O trabalhador é fixado no aparelho produtivo, no qual “o tempo da vida está submetido ao tempo da produção”. Vemos nessa experiência uma mudança essencial que nos interessa porque se torna mais aguda e determinante no trabalho hoje: “da fixação local a um sequestro temporal”. Ou melhor, da ideia de controle do espaço no trabalho à ideia de controle do tempo.
O trabalho sequestrou o tempo. Se, no século 19, o controle do tempo era apresentado ao operário como um “aprendizado de qualidades morais” que, na realidade, significava a integração da vida operária ao processo de produção, hoje o controle é aceito com naturalidade, e até mesmo desejado.
O homem se integra voluntariamente “a um tempo que não é mais o da existência, de seus prazeres, de seus desejos e de seu corpo, mas a um tempo que é o da continuidade da produção, do lucro”.
A reivindicação de tempo livre tornou-se quase que palavra de ordem subversiva: “Preciso tanto de nada fazer que não me resta tempo para trabalhar”, conclama Pierre Reverdy, citado no prefácio ao livro de Denis Grozdanovitch “A Difícil Arte de Quase Nada Fazer”.

TRABALHO CEGO A mobilização veloz e incessante do trabalho cego não permite ao homem dizer qual é o seu destino e muito menos o que acontece. Ele não dispõe de tempo para pensar e muito menos tem consciência de que seus gestos, no trabalho, produzem muito mais do que os objetos que fabrica.
Há um excedente invisível, entendendo-se por “excedente” tudo o que não é mensurável, que produz catástrofes através do trabalho “normal e produtivo” e se manifesta na poluição, nos desastres ecológicos, no esquecimento e na desconstrução de si.
Como nos lembra Robert Musil em “O Homem sem Qualidades”, foi preciso muita virtude, engenho e trabalho para tornar possíveis as grandes descobertas científicas e técnicas, graças aos sucessos dos “homens de guerra, caçadores e mercadores”. Tudo isso fundado na disciplina, no senso de organização e na eficácia do trabalho, o que talvez pudesse ser resumido assim: o trabalho mecânico da produção de mercadorias pretende tomar o mundo de assalto, produzindo agitação social e frenesi econômico e consumista, dada a multiplicação de objetos “não naturais e não necessários”.
Já o preguiçoso põe-se na escuta de si e do mundo que o cerca.

PENSAMENTO Talvez o mais danoso de todo esse legado para o espírito humano seja a criação de um mundo vazio de pensamento que o ocioso procura preencher. Guardo uma imagem que o poeta e filósofo Michel Deguy me fez ver à janela de seu apartamento, em Paris: um mendigo que dormia 20 horas por dia na escadaria da igreja Saint-Jacques.
Deguy narra essa experiência em um pequeno ensaio com o título “Do Paradoxo”: em imagem semelhante, diz ele, também nas escadarias de uma igreja, “a ‘Derelitta’ de Botticelli está pelo menos sentada, parecendo meditar. Hoje, ninguém medita, como dizia Valéry na figura de M. Teste. Portanto, o mendigo talvez não esteja errado, uma vez que o fato de estar deitado nada muda [...] E quando lembro que Pascal era o pároco da igreja e cuidava dos abandonados, a comparação me perturba: os ‘pobres’ não são mais como eram -mas os pensadores também não. Portanto, o ‘despertar do pensamento’? Nós, você e eu, não queremos dormir. Mas estamos acordados?”
O trabalho técnico, mecânico e acelerado abole o tempo do pensamento, que exige virtudes atribuídas ao preguiçoso: paciência, lentidão, devaneio, acaso -o imprevisto. Em um texto célebre, Valéry nota: “O futuro não é mais como era”. Isto é, não há mais o tempo lento do pensamento, momento em que o tempo não contava. Sabemos que é na vida meditativa e lenta que o homem toma consciência da sua condição.

SERES OCULTOS Ora, como escreveu ainda Valéry, o amanhã é uma potência oculta, e o homem age muitas vezes sem o objeto visível de sua ação, como se outro mundo estivesse presente, “como se ele obedecesse a ações de coisas invisíveis ou de seres ocultos”.
Essa poderia ser uma boa definição do ocioso. Coisas invisíveis e seres ocultos participando do mundo do devaneio e do pensamento. Mundo do trabalho do espírito, em contraposição ao trabalho mecânico.
As ideias e os valores, lembra-nos Maurice Merleau-Ponty (1908-61), não faltam a quem soube, na sua vida meditativa, liberar a fonte espontânea, não deliberadamente, em direção a fins predeterminados por cálculos técnicos e produtivos. Todo trabalho finito e alienado é pura perda.
Através de uma admirável reversão, o meditativo transforma a desrazão do mundo do trabalho alienado em fonte de razão. Isso porque o trabalho meditativo do ocioso é um trabalho sem finalidade, sem “telos”, um trabalho sem fim. O trabalho meditante do ocioso exige muito mais trabalho do que o trabalho mecânico. O trabalho da obra de arte e da obra de pensamento pede um tempo que não pode ser medido pelo relógio.

PREGUIÇOSO Como se pode, então, pensar essa figura que sempre teve péssima reputação? Talvez uma boa definição seja a de um autor inglês, Jerome K. Jerome (1859-1927), em seu livro “Pensamentos Preguiçosos de um Preguiçoso” (1886): “O que melhor caracteriza um verdadeiro preguiçoso é o fato de ele estar sempre intensamente ocupado. De início, é impossível apreciar a preguiça se não há uma massa de trabalho diante de si. Não é nada interessante nada fazer quando não se tem nada a fazer! [...] Perder seu tempo é uma verdadeira ocupação, e uma das mais fatigantes. A preguiça, como um beijo, para ser agradável, deve ser roubada”.
Jerome K. Jerome leva-nos a pensar que a preguiça não é coisa passiva. Perder o tempo mecânico dá trabalho e exige enorme atividade do espírito.
O egípcio Albert Cossery é apresentado pela revista francesa “Magazine Littéraire” como o escritor contemporâneo que celebra a preguiça como uma arma de subversão política e como um modo de resistir à impostura das potências. Para Cossery, o exercício da preguiça tem o valor da arte de viver. Mas ele distingue dois tipos de preguiçosos: os idiotas e os reflexivos.
“Um idiota preguiçoso permanece idiota!”, escreve. “E um preguiçoso inteligente é quem reflete sobre o mundo no qual vive. Mais você é ocioso, mais tempo você tem tempo para refletir… Esses são os valores da preguiça, que supõe, pois, dupla recusa: nosso mundo imediato e a triste realidade.”
Mas o mais radical dos libelos contra o trabalho alienado continua a ser o pequeno ensaio de Paul Lafargue (1842-1911), “O Direito à Preguiça” (1880). “Trabalhem, trabalhem, proletários, para aumentar a fortuna social e suas misérias individuais; trabalhem, trabalhem, para que, tornados mais pobres, tenham mais razões ainda para trabalhar e tornarem-se miseráveis. Essa é a lei inexorável da produção capitalista”.
Para Lafargue, o trabalho é invenção relativamente recente, uma vez que os antigos gregos desprezavam o trabalho e deliciavam-se com os “exercícios corporais” e os “jogos de inteligência”. Ele critica a moral cristã ao proclamar o “ganharás o pão com o suor do rosto” e ao lembrar que Jeová, “depois de seis dias de trabalho, repousou por toda a eternidade”.
Robert Louis Stevenson (1850-94), na “Apologia dos Ociosos” (1877), mostra que o ócio “não consiste em nada fazer, mas em fazer muitas coisas que escapem aos dogmas da classe dominante”.

MELANCOLIA A tradição relaciona a melancolia e o devaneio à preguiça. Nisso, mais uma vez, igreja e capital estão juntos. O trabalho é o grande meio que a igreja encontrou para lutar contra a melancolia e a vertigem do tempo livre. Seu lema sempre foi “Rezai e trabalhai”, ou seja, só abandonar a oração quando as mãos estiverem ocupadas.
Lemos em um ensaio de Jean Starobinski sobre a melancolia -”A Erupção do Diabo-” que o trabalho tem por efeito ocupar inteiramente o tempo que não pode ser dado à oração e aos atos de devoção: “Sua função”, escreve ele, “consiste em fechar as brechas por onde o demônio poderia entrar, por onde também o pensamento preguiçoso poderia escapar”. Assim, o trabalho interrompe o “vertiginoso diálogo da consciência com seu próprio vazio”.
A crítica que Jean-Jacques Rousseau (1712-78) faz ao trabalho não é diferente. Na sétima caminhada dos “Devaneios de um Caminhante Solitário” (1782), ele busca a solidão, mas procura trabalhar tudo o que o cerca, escolhendo o mais agradável. Não escolhe os minerais porque, escondidos no fundo da terra “para não tentar a cupidez”, exigem indústria, trabalho, pena e exploração dos miseráveis nas minas.
As plantas não. A botânica é o estudo de um “ocioso e preguiçoso solitário”: “Ele passeia, erra livremente de um objeto a outro, passa em revista cada flor… Há, nesta ociosa ocupação, um charme que só se sente na plena calma das paixões, o que basta para tornar a vida feliz e tranquila. Mas, quando se mistura aí um motivo de interesse ou vaidade, seja para ocupar espaços, seja para escrever livros, ou quando se quer aprender apenas para se instruir ou pesquisar as plantas apenas para se tornar professor, todo o charme da tranquilidade se desfaz; [...] no lugar de observar os vegetais na natureza, ocupa-se apenas com sistemas e métodos”.
O que importa hoje, talvez, é propor a luta do progresso contra o progresso; isto é, a valorização do progresso do espírito, a valorização dos valores contra o progresso técnico, esta “ilusão que nos cega”. Eleger a quietude, o silêncio e a paciência para conhecer e aprofundar indefinidamente as coisas dadas.
Eis o ócio que Karl Kraus (1874-1936) nos propõe: “Se o lugar aonde quero chegar só puder ser alcançado subindo uma escada, eu me recusarei a fazê-lo. Porque lá aonde eu quero realmente ir, na realidade já devo estar nele. Aquilo que devo alcançar servindo-me de uma escada não me interessa”.

“O que importa hoje, talvez, é propor a luta do progresso contra o progresso; isto é, a valorização do progresso do espírito, a valorização dos valores”

“Além de praticar crime contra a sociedade do trabalho, o preguiçoso comete pecado capital. Pela lógica do mundo do trabalho e da igreja, deve sentir-se culpado”

“O trabalho meditativo do ocioso é sem finalidade, sem “telos”, um trabalho sem fim; exige muito mais trabalho do que o trabalho mecânico”

“O trabalhador é fixado no aparelho produtivo, no qual “o tempo da vida está submetido ao tempo da produção”. O trabalho sequestrou o tempo”

Retirado de:  Folha de S. Paulo – http://click.uol.com.br/?rf=home-jornais&u=http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrissima/il2407201105.htm

Para aprofundar está reflexão consulte – http://pt.scribd.com/doc/33126105/Pesquisas-em-fenomenologia-compreendem-o-lazer-o-ocio-e-o-trabalho?in_collection=2714181


Hipocrisia de alguns cientistas norte americanos – A verdade da mudança climática ainda é inconveniente

  • É assustador perceber que não faremos nada a respeito da mudança climática até que a catástrofe já esteja sobre nós“É assustador perceber que não faremos nada a respeito da mudança climática até que a catástrofe já esteja sobre nós”

A piada começa assim: um economista, um advogado e um professor de marketing entram em uma sala. Qual é o desfecho da piada? Eles eram três dos cinco “especialistas” convocados pelos republicanos para testemunharem em uma audiência sobre ciência climática no Congresso, na semana passada.

Mas os republicanos é que no final viraram objeto de ridículo, quando um dos dois cientistas de fato que convidaram para testemunhar saiu do roteiro.

O professor Richard Muller, um físico de Berkeley que entrou no jogo dos céticos climáticos, tem liderado o projeto Temperatura da Superfície da Terra de Berkeley, um esforço parcialmente financiando pela fundação Koch. E os negadores da mudança climática –que alegam que os pesquisadores da Nasa e de outros grupos que analisam as tendências climáticas estão distorcendo os dados– esperavam que o projeto de Berkeley concluiria que o aquecimento global é um mito.

Em vez disso, Muller relatou que os resultados preliminares do grupo apontam que a tendência de aquecimento global está “muito semelhante à relatada por outros grupos”.

A resposta dos negadores foi tanto previsível quanto reveladora; mais sobre isso em breve. Mas primeiro, vamos falar um pouco mais sobre a lista de testemunhas, que levantaram a mesma pergunta que eu e outros temos feito sobre várias audiências realizadas desde que o Partido Republicano retomou o controle da Câmara: onde eles encontram essas pessoas?

Minha favorita ainda é a primeira audiência de Ron Paul sobre política monetária, na qual a principal testemunha era alguém mais conhecido por escrever um livro condenando Abraham Lincoln como sendo um “tirano horrível” –e por defender um novo movimento de secessão, como resposta apropriada ao “novo Estado ‘fascista’ americano”.

Os não-cientistas da audiência da semana passada não eram do mesmo calibre, mas o depoimento preparado por eles ainda assim continha alguns momentos memoráveis. Uma foi a declaração do advogado de que a Agência de Proteção Ambiental não pode declarar as emissões de gases do efeito estufa como sendo uma ameaça à saúde, porque essas emissões estão em ascensão por um século, mas a saúde pública melhorou no mesmo período. Eu não estou inventando isso.

Ah, e o professor de marketing, ao fornecer uma lista de casos anteriores de “comparações ao alarme em torno do perigoso aquecimento global causado pelo homem” –presumivelmente visando mostrar por que devemos ignorar aqueles que se preocupam– incluía problemas como a chuva ácida e o buraco na camada de ozônio, que foram contidos precisamente graças à regulamentação ambiental.

Mas de volta a Miller. Suas credenciais de cético climático são fortes: ele condenou tanto Al Gore quanto meu colega Tom Friedman como “exageradores” e participou de vários ataques contra a pesquisa climática, incluindo à caça às bruxas em torno dos e-mails inócuos de pesquisadores climáticos britânicos. Sem causar surpresa, os negadores da mudança climática nutriam grandes esperanças de que seu novo projeto apoiaria seu argumento.

É possível imaginar o que aconteceu quando essas esperanças foram arruinadas.

Há poucas semanas, Anthony Watts, que dirige um site proeminente de negadores de mudança climática, elogiou o projeto de Berkeley e se declarou piamente “preparado para aceitar qualquer resultado que vier a produzir, mesmo que prove que minha premissa está errada”. Mas assim que soube que Muller apresentaria esses resultados preliminares, Watts desdenhou a audiência como “teatro político científico normal”. E um dos colaboradores frequentes de seu site desdenhou Miller como sendo “um homem movido por uma agenda muito séria”.

É claro, são os negadores da mudança climática que têm uma agenda, e ninguém que tem acompanhado esta discussão acreditou por um só momento que eles aceitariam um resultado confirmando o aquecimento global. Mas vale a pena recuar por um momento e pensar não apenas a respeito da ciência aqui, mas da moralidade.

Por anos, um grande número de cientistas proeminentes está alertando, com urgência cada vez maior, que se mantivermos os negócios como de costume, os resultados serão muito ruins, talvez catastróficos. Eles podem estar errados. Mas para afirmar que estão de fato errados, você teria a responsabilidade moral de abordar o assunto com extrema seriedade e mente aberta. Afinal, se os cientistas estiverem certos, você provocará um dano imenso.

Mas em vez de extrema seriedade, nós tivemos uma farsa: uma audiência supostamente crucial repleta de pessoas que não tinham nenhum sentido de estarem lá, e o ostracismo instantâneo para o cético da mudança climática que estava realmente disposto a mudar de ideia diante da evidência. Como eu disse, nenhuma surpresa: como Upton Sinclair apontou há muito tempo, é difícil fazer um homem entender algo quando seu salário depende de não entender.

Mas é assustador perceber que esse tipo de carreirismo cínico –pois é o que é– provavelmente tenha assegurado que não faremos nada a respeito da mudança climática até que a catástrofe já esteja sobre nós.

Pensando bem, eu estava errado quando disse que o Partido Republicano era o objeto de ridículo. Na verdade, o objeto de ridículo é a raça humana.

Tradução: George El Khouri Andolfato

Paul Krugman

Paul Krugman

Professor de Princeton e colunista do New York Times desde 1999, Krugman venceu o prêmio Nobel de economia em 2008

Retirado de

Paul Krugman

http://noticias.uol.com.br/blogs-colunas/colunas-do-new-york-times/paul-krugman/2011/04/05/a-verdade-da-mudanca-climatica-ainda-e-inconveniente.jhtm


Estudo aponta agrotóxico em leite materno

O leite materno de mulheres de Lucas do Rio Verde, cidade de 45 mil habitantes na região central de Mato Grosso, está contaminado por agrotóxicos, segundo uma pesquisa da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), informa a reportagem de Natália Cancian e Marília Rocha publicada na Folha desta quarta-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Foram coletadas amostras de leite de 62 mulheres, 3 delas da zona rural, entre fevereiro e junho de 2010. O município é um dos principais produtores de grãos do MT.

A presença de agrotóxicos foi detectada em todas. Em algumas delas havia até seis tipos diferentes do produto.

Essas substâncias podem pôr em risco a saúde das crianças, diz o toxicologista Félix Reyes, da Unicamp. “Bebês em período de lactação são mais suscetíveis, pois sua defesa não está completamente desenvolvida.”

Ele ressalta, porém, que os efeitos dependem dos níveis ingeridos. A ingestão diária de leite não foi avaliada, então não é possível saber se a quantidade encontrada está acima do permitido por lei.

OUTRO LADO

A Associação Nacional de Defesa Vegetal, representante dos produtores de agrotóxicos, diz desconhecer detalhes da pesquisa, mas ressalta que a avaliação de estudos toxicológicos é complexa.

Retirado de http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/892662-estudo-aponta-agrotoxico-em-leite-materno.shtml


Competição exarcebada!!

Giles (1975, p. 16), explorando as idéias de Max Scheler, diz que o pensamento burguês é caracterizado principalmente por uma certa disposição em se medir e comparar os valores (morais e econômicos) e qualidades manifestadas pelos sujeitos.

 O burguês é obcecado pelos outros, ou melhor, é através deles que ele se descobre e se percebe a si mesmo. No homem vulgar a estrutura ‘relação do valor próprio com o valor do outro’ torna-se a condição seletiva de sua apreensão dos valores em geral. [...] Assim ele não vê nos bens e nos valores objetos capazes de satisfazer o desejo e, sim, a ocasião de uma luta para conseguir prestígio.

            Guerrieri (2002, p. 52), ao fazer uma discussão sobre a sociedade capitalista, diz que

o eixo central da racionalidade burguesa, que é o princípio determinante das relações entre os seres humanos e entre estes e a natureza, é a troca. [...] O tipo de troca que caracteriza essa racionalidade não é a troca solidária e complementaria, mas sim a troca interesseira e individualista que visa a obtenção de vantagens apenas para um dos lados (troca competitiva).

A racionalidade burguesa tem suas raízes teóricas ancoradas no liberalismo representado por John Locke, Adam Smith e Augusto Comte, entre outros. O pensamento liberal determina que o indivíduo é responsável por sua autonomia. Cada sujeito deve lutar (competir com o outro) com suas próprias forças (meios) pela conquista de um espaço na sociedade. Esse pensamento deu origem ao “individualismo”, que é outro conceito inerente à estrutura da burguesia.

Hoje, vivemos sob a égide do neoliberalismo, uma espécie de racionalidade, excessivamente competitiva e excludente, segundo a qual o mercado seria responsável pelo controle de todas as trocas realizadas entre os indivíduos na sociedade.

A troca competitiva, que, inicialmente, estava inserida apenas nas relações econômicas (mercantilismo), passou a ser incorporada em todas as instâncias da vida. Portanto, essa lógica competitiva tornou-se uma espécie de lei que rege todas as atividades humanas e engendra todo tipo de discurso, tornando-se um referencial inabalável na atual sociedade capitalista. Inclusive as relações afetivas tornaram-se competitivas, pois emergem a partir dessa lógica excludente.

A idéia de obter vantagem sobre o outro está inserida na troca competitiva. Para alcançar a vitória (lucro), os indivíduos utilizam diversas táticas, mesmo sabendo que, para isso, terão que subjugar outras pessoas. A lógica da competição é, portanto excludente, pois privilegia os que possuem os melhores rendimentos, as mais altas taxas de produtividade, os que detém o poder, em detrimento dos que não conseguem atingir tais metas, ou objetivos, ou mesmo aqueles que não estão dispostos a levar a competição ao extremo.

A competição também é vista como forma de obter prestígio e status, pois a imagem de vencedor é valorizada na nossa sociedade. Podemos citar os atletas que constroem essa imagem a partir das conquistas realizadas no âmbito esportivo.

A competição está presente nos esportes tradicionais (futebol, voleibol, basquetebol, ginástica, entre outros) e nas corridas de aventura, porém, ultrapassando os aspectos competitivos, as corridas de aventura apresentam determinadas características que possibilitam um processo de interação entre os indivíduos que compartilham determinados espaços para a prática dessas atividades.

Retirado de http://www.scribd.com/doc/49776751/CORRIDAS-DE-AVENTURA-CRIANDO-NOVOS-ESPACOS-PARA-A-SOCIABILIZACAO-E-A-INTERACAO-ENTRE-OS-INDIVIDUOS


Está feliz com a zona de conforto estabelecida!?


Pra você que adora um bifinho na chapa… Frigoríficos na contramão da pecuária ilegal

Frigoríficos na contramão da pecuária ilegal PDF Imprimir E-mail

Karina Miotto

  
21 Jul 2010, 15:21

Os frigoríficos JBS/Bertin, Marfrig e Minerva, considerados os maiores
do país, anunciaram há pouco dias números que sinalizam uma importante
mudança de comportamento e das regras que regem o jogo da pecuária
extensiva na Amazônia, atividade que é responsável, sozinha, por cerca
de 80% de todas as áreas desmatadas na floresta. O setor também
concentra o maior número de casos de trabalhadores encontrados em estado
análogo ao da escravidão.

Os frigoríficos afirmam que deixaram de comprar gado de 221 fazendas
localizadas dentro de terras indígenas, unidades de conservação ou
próximas a áreas recém-desmatadas. De acordo com as empresas, outras
1787 propriedades estão sendo averiguadas e mais de 12 500 já teriam
passado pelo processo de georreferenciamento – este número representaria
toda a cadeia de fornecedores diretos da região.

Com esta atitude, demonstram cumprir uma parte do acordo assumido pelo
desmatamento zero na Amazônia. "Isso sinaliza que a situação está
mudando de fato. Estes frigoríficos entenderam o recado: ou respeitam
seus compradores, ou vão perder contratos. Hoje, manter uma postura
ambiental correta faz parte do negócio", afirma Marcio Astrini, da
Campanha da Amazônia do Greenpeace.

Astrini ressalta a importância do papel desempenhado pelos supermercados
na cadeia de produção e consumo de carne. "Pequenos frigoríficos que
não aderem ao desmatamento zero podem continuar vendendo para as grandes
redes. Se elas não tiverem uma postura mais enérgica, vão virar
receptadoras de produtos oriundos do desmatamento da Amazônia", explica.
E isso, como já afirmou Astrini, já não passa despercebido pelo mercado
consumidor.

Para tornar o processo mais eficiente, é preciso que todas as
propriedades da Amazônia tenham o Cadastro Ambiental Rural (CAR), pois
esta ferramenta possibilita, entre outras coisas, o monitoramento por
satélite e a descoberta de novos desmatamentos. Os dados de fazendas
registradas são públicos e isso garante muito mais transparência, mas
ainda há muito a ser feito neste sentido: no Mato Grosso, detentor do
maior rebanho do País, menos de 5% das fazendas estão cadastradas. No
Pará, este número chega a meros 9%.

 Carne Legal 

http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649

Em junho deste ano, o Ministério Público Federal lançou a campanha Carne
Legal, pelo consumo consciente de carne bovina. Um dos objetivos é
fazer com que os consumidores passem a cobrar dos locais de compra a
origem da carne vendida.

De extrema relevância para a sociedade, a campanha tem sido criticada
por Kátia Abreu, presidente da Confederação Nacional da Agricultura
(CNA). Ela afirma que seria impossível para a população certificar-se da
origem da carne que consome.

Em uma nota pública, a Associação Nacional dos Procuradores da República
(ANPR) afirma que "a ação popular ajuizada contra a campanha é um grave
retrocesso nos grandes avanços já obtidos (em busca de) uma saída para
conter o desmatamento, o trabalho escravo e outros crimes graves
associados à pecuária ilegal. Este tipo de intimidação não desviará os
Procuradores da República do cumprimento de seu dever constitucional de
tutela dos interesses da sociedade". Quem assina a carta é Antonio
Carlos Alpino Bigonha, procurador regional da república e presidente da
ANPR.

Para conhecer a campanha Carne Legal, clique aqui. 

Para saber mais
Os dados anunciados semana passada pelos frigoríficos vieram um
ano após a publicação do relatório A Farra do Boi, do Greenpeace.
Leia reportagem Governo aliado da destruição na Amazônia

No final de 2008, ((o)) eco publicou a reportagem A Amazônia está
virando bife, que explica como estava a situação da produção de carne na
Amazônia antes do relatório da organização. Para ler a reportagem, clique aqui.

Infográfico

Você pode conhecer um pouco sobre o que explica este documento através do infográfico “A pecuária globalizada da Amazônia” 


Autorização para matança indiscriminada de baleias – consumindo o planeta terra – Reunião para pôr fim à caça de baleias termina sem acordo; só pressão da opinião pública pode resolver impasse

Crônica de um fracasso ambiental

Reunião para pôr fim à caça de baleias termina sem acordo; só pressão da opinião pública pode resolver impasse

28 de julho de 2010 | 0h 00
Karina Ninni – O Estado de S.Paulo

 

Em 1960, russos abateram 4.046 baleias-jubarte. Foto: Instituto Baleia Jubarte/Divulgação

Sete meses depois da Conferência do Clima de Copenhague, outra
reunião global para tratar de questões ambientais terminou em fracasso.
No fim do mês passado, 74 dos 88 países membros da Comissão
Internacional da Baleia (CIB) reuniram-se em Agadir, no Marrocos, para
tentar pôr um fim à caça dos mamíferos. Apesar da ampla maioria, foram
derrotados por um grupo encabeçado por Japão, Noruega e Islândia. Agora,
embora o fracasso de Agadir tenha tido pouca repercussão, dez entre dez
especialistas acreditam que só a opinião pública mundial pode forçar
uma solução para o impasse: a hora é de pressão política e econômica
internacional.  

Veja também:  

Raio-x da baleia-jubarte

Calcula-se que todo ano sejam caçadas no planeta cerca de 1.900
baleias, de várias espécies. Os grandes responsáveis por isso são
baleeiros japoneses, noruegueses e islandeses. O curioso é que a prática
está banida por uma moratória instituída pela CIB em 1986. Os países
que a mantêm se valem de um artifício: a caça para fins científicos é
permitida pela Convenção Internacional para Regulação da Atividade
Baleeira, de 1946.

Vários países já denunciaram o programa de "caça científica" do Japão
como mera fachada para a atividade baleeira comercial. Apesar disso, os
japoneses continuam a praticá-la, até mesmo no Santuário Baleeiro do
Oceano Austral. Por conta disso, a Austrália acionou o país na Corte
Internacional de Haia.

"Os países conservacionistas têm de fazer pressão política sobre o
Japão. O país será sede da Convenção de Diversidade Biológica em outubro
e se comprometeu com a biodiversidade global. O mundo tem de fazer o
Japão perceber que não pode apoiar a biodiversidade de um lado e caçar
baleias de outro", afirma Susan Lieberman, dirigente do Programação de
Conservação de Baleias da fundação americana Pew Charitable Trusts. "Os
japoneses podem estar legalmente aptos a fazer a caça científica, mas
isso não significa que seja correto, ou realmente científico. Eles
deveriam parar com todo tipo de caça, principalmente no Santuário
Austral."

Além de manter seu programa "científico", o Japão é o principal
destino dos produtos derivados das baleias caçadas pela Islândia. Em
2009, a Islândia exportou 372 toneladas de carne de baleia da espécie
fin ? um aumento substancial em relação às 80 toneladas de 2008 ?, o que
rendeu ao país US$ 6,4 milhões.

A parceria entre islandeses e japoneses, no entanto, corre risco. A
Islândia está sendo pressionada pelo Parlamento Europeu a escolher entre
a vaga que pleiteia na União Europeia e a manutenção da caça às
baleias.

"A resolução do Parlamento deixou claro que a Islândia não poderá
negociar o acesso à Comunidade Europeia apenas com base no compromisso
de reduzir o número de baleias caçadas", diz Arni Finnsson, presidente
da Associação para a Preservação da Natureza na Islândia. "Está claro
que a caça às baleias e a entrada para a União Europeia não são temas
conciliáveis."

Retrocesso. Como a CIB está longe do status do Parlamento Europeu e
não tem poder de sanção, os países caçadores saíram de Agadir com o
arpão e o queijo na mão. "Se a CIB pudesse punir, essas nações não
fariam parte dela", diz Ana Paula Prates, gerente de Biodiversidade
Aquática e Recursos Pesqueiros do Ministério do Meio Ambiente e
integrante da delegação brasileira na CIB.

Ana afirma que, apesar do fracasso do encontro no Marrocos, o
resultado poderia ter sido ainda pior. "Acabou sendo menos ruim não
aceitar a proposta que estava na mesa. A ideia no início era manter a
moratória, mas regularizar a caça nos três países que ainda insistem
nela, estipulando cotas de acordo com as bases do Comitê Científico da
CIB", explica Ana Paula. "Em contrapartida, queríamos que o Japão
deixasse de caçar no Santuário e pretendíamos controlar suas cotas. Como
eles não abriram mão, desistimos."

A estratégia da CIB diante do impasse foi adiar as discussões sobre a
caça. Mas a comissão já começa a pagar um preço pela tolerância com a
atividade. Países que sempre respeitaram a moratória, como a Coreia,
manifestaram oficialmente em Agadir interesse na caça comercial.

Coincidência ou não, a Coreia registra altos índices de "caça
acidental" ? alega que os seus pesqueiros acabam capturando baleias com
redes usadas para pegar peixes. Aliás, o número de restaurantes que
servem carne de baleia na Coreia já chega a cem, igual ao da Islândia

"O risco era esse: não conseguir um acordo e deixar para os outros
países o recado de que tudo pode acontecer"", afirma Susan, citando
China e Rússia como potenciais problemas. Os russos, por exemplo, já
foram grandes caçadores. Abateram 4.046 jubartes num único ano, 1960,
nas Ilhas Geórgias do Sul.

A reunião ocorreu em meio a denúncias de que delegados japoneses
compraram votos de países-ilha no Pacífico e de nações africanas ? que
já tinham sido feitas no documentário The Cove, vencedor do Oscar deste
ano. Apesar de comentados nos bastidores, os rumores não foram
discutidos no plenário.

"O Japão já admitiu que paga a outras nações para que participem de
conferências", diz Susan. "Não há nada errado nisso, contanto que não
seja uma forma de barganha. Mas alguns países acusados de receber
dinheiro em troca de votos abriram processo de investigação interna."

Retirado de http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100728/not_imp586949,0.php


Índia se livra das sementes trangênicas da Monsanto

Main Image
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Brinjals are displayed at
a wholesale vegetable market in Mumbai February 2, 2010.

Credit:
Reuters/Punit Paranjpe


By Rina
Chandran

MUMBAI |
Tue Feb 16, 2010 1:28am EST

MUMBAI (Reuters) – The purple eggplant
that Indian shopper Tanuja Krishnan picks out at a Mumbai market stall
every week is an unlikely protagonist in a raging debate about whether
genetically modified foods should be introduced into India.

A genetically modified version
of eggplant, a staple in fiery curries, was slated to be the first GM
food introduced into India in a bid to stabilize food prices and
mitigate some of the effects of climate change on Indian food crop
yields.

Yet, Environment Minister
Jairam Ramesh blocked the release of the vegetable until further notice
following an outcry by environmentalists and some farmers. The
opposition to GM foods was so heated that some protesters burned
effigies.

Ramesh said there was not
enough public trust to support the introduction of such crops into
India’s food supply until more research was done to remove all doubts
that GM foods were safe for consumption.

But
while those from the camp that opposed GM foods are celebrating, there
are concerns that rising food prices will be a major problem for Indian
policymakers in the future unless the country starts embracing
genetically-modified food crops.

"This
is bad for the country’s agricultural and biotechnology future. Our
scientists have lost their credibility, companies will be unwilling to
invest more money, and it will take us a long time to pick up the pieces
again," said C. Kameshwar Rao, an official at the Foundation for
Biotechnology Awareness & Education, a GM advocacy institute.

"Scientists can’t win a shouting match with
politicians."

India’s farm sector
has changed very little since the advent of the Green Revolution with
crop yields failing to keep up with soaring population growth and rising
incomes.

At the same time, damage
to crops from pests and disease have worsened due to rising temperatures
from climate change.

HYBRIDS

Known as Bt brinjal, the Indian word for
aubergine, the GM vegetable is able to resist some pests responsible for
devastating crops across India thanks to a gene from soil bacteria
called ‘bacillus thuringniensis’ (Bt).

The
thought of eating a genetic hybrid has made consumers such as Krishnan
wary. "I would try it to see if it tastes any different, if it has fewer
pests, but I think I would prefer organic brinjal just to be safe," she
said.

The moratorium against the
release of the GM eggplant followed harsh criticism by environmentalists
and farmers who demanded rigorous testing and labeling standards before
Bt brinjal was cultivated.

"Stringent
monitoring measures should be immediately put in place to ensure that
no releases of GM crops happens," said Rajesh Krishnan, a manager for
sustainable agriculture at Greenpeace India.

India’s
Genetic Engineering Approval Committee (GEAC) opened the way for the
commercial cultivation of Bt brinjal last October, seven years after
approving Bt cotton, which is now grown on more than 80 percent of total
cotton area.

Thanks to
genetically modified cotton, India has become the world’s second largest
cotton producer and exporter after China, with about 5 million farmers
growing Bt cotton.

"Our experience
with Bt cotton has showed the technology has benefited the farmer, the
consumer and the states’ economies," said Bhagirath Choudhary, head of
the International Service for the Acquisition of Agri-biotech
Applications (ISAAA) in Delhi.

"We
have a solid case in Bt cotton, with higher yields, double the output
and less use of insecticide. But the technology is so sophisticated, the
general public is ignorant about it." India is among the top biotech
crop growing countries, trailing only Argentina, Brazil and the United
States.

NO OTHER OPTION

India is the world’s second largest producer
of eggplant after China and the vegetable is also used in traditional
medicine to treat diabetes and hypertension.

About
1.4 million farmers grow eggplant, which is very susceptible to pest
attacks. Farmers tend to spray the crop with pesticides 30-50 times
during a crop cycle.

"The brinjal
we eat now is more harmful because of the pesticide residue," said Raju
Shetty, a farmer leader in western Maharashtra state and a member of
parliament.

He supported Bt brinjal
because he said "it will cut the cost of pesticide and boost yields.
That’s what farmers are seeking."

Even
though the GM seeds for the vegetable would likely cost three times the
price and farmers would need to purchase seeds for every sowing rather
than reusing crop seeds, proponents say the extra expenses would be
compensated by lower pesticide costs and less devastating crop loses.

Expanding India’s food supply is crucial in
a country of one billion people, with predictions the population might
reach 1.4 billion by 2025.

The
United Nations’ Food and Agricultural Organization has said food
production will need to double by mid-century to meet demand from a
growing world population, prompting calls for a second Green Revolution.

But Greenpeace maintains GM crops are a
costly distraction from tackling hunger through fighting poverty and
helping small holders in developing countries sell their products.

A combination of changing diets, a growing
population, demand for farmland for industrialization and high energy
prices have stoked food prices globally, including in India, where the
food price index rose 17.56 percent in the 12 months to January 23.

India is also battling with lower crop
yields and more pests and plant disease because of higher temperatures,
raising concerns that India’s farm output could lag demand and the
world’s second most populous country will become a large food importer
unless crop yields jump.

Some
economists and scientists in India favor a raft of policy initiatives,
including genetic engineering, to improve yields and increase resistance
to pests, disease and drought.

"You
have a large population that’s growing in affluence, but our resources
– land, water, cheap labor — are all shrinking, so we have to increase
output quickly and efficiently," said Gyanendra Shukla, director of
Monsanto India Ltd.

"I don’t see
any other option but GM crops."

Since
Monsanto launched the world’s first GM crop in 1996, more than 25
countries have taken to biotech crops including soybean, corn, tomato,
squash, papaya and sugarbeet.

Bt
brinjal was developed by Maharashtra Hybrid Seeds Co (Mahyco) under
license from Monsanto, and estimates show economic benefits from higher
yields could top $400 million a year.

GEAC
has also approved studies of GM okra, tomato and rice, but opponents
say GM should be a last resort.

"You
can’t simply abandon all other solutions, including organic farming, to
focus just on biotechnology when the testing, labeling and enforcement
standards are so inadequate," said Kushal Yadav, an official at the
Center for Science and Environment.

NO
PANACEA

Aside from health and
safety concerns, critics worry that the widespread use of GM crops will
put India’s food supply largely in the hands of a few giant corporations
that make the seeds.

There is also
the possibility of genetic contamination if the Bt genes cross
pollinate with other varieties.

A
recent report by U.S. health and environment protection groups said that
rather than reduce the use of pesticides, genetically engineered crops
had actually prompted increased use of these chemicals, caused an
epidemic of herbicide-resistant weeds and resulted in more chemical
residues in foods.

A backlash
against the technology also appears to be growing globally, with
consumer resistance to what British tabloids have dubbed "Frankenfood"
taking root.

Even advocates in
India admit genetically modified crops are no magic bullet.

"Bt can’t be the panacea for all the
problems in Indian agriculture. But if we miss this, we miss the chance
to usher in a new technology, see how it can help us," Choudhary said.

(Additional reporting by Rajendra Jadhav
and Sujoy
Dhar
; Editing by Megan Goldin)

Retirado de http://www.reuters.com/article/idUSTRE61F0RS20100216


MPF lança campanha para alertar sobre consumo de carne e desmatamento

MPF lança campanha para alertar
sobre consumo de carne e desmatamento

Da Redação

“Qual a origem da carne que eu consumo? Desmata a Amazônia?" Essas
são algumas indagações da campanha "Carne Legal", que o Ministério
Público Federal (MPF) lançou nesta terça-feira (1º) para estimular o
consumo consciente de produtos bovinos.

O trabalho tem o apoio do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do
Consumidor) e da ONG Repórter Brasil, organização que trabalha para a
erradicação do trabalho escravo.

Veiculada em todo Brasil, a campanha é um alerta sobre as
ilegalidades presentes na cadeia da pecuária e também sobre a
necessidade de os consumidores cobrarem informações a respeito da origem
da carne que compram nos supermercados.

O objetivo é provocar a reflexão e impulsionar supermercados,
frigoríficos e pecuaristas, assim como instituições do governo, para que
a informação sobre a origem da carne esteja disponível para todos no
momento da venda. Até agora, apesar dos avanços obtidos, essa informação
é encontrada apenas em alguns pontos de comercialização.

Além das peças gráficas, foram produzidos três filmetes de 30
segundos para veiculação na televisão e três spots para rádio, nos quais
é evidenciada a relação entre carne, fazendas ilegais, desmatamento,
trabalho escravo e lavagem de dinheiro. As peças estão disponíveis para
download no site www.carnelegal.mpf.gov.br. A campanha
também estará no twitter (www.twitter.com/carnelegal), no YouTube e
no
UOL Mais.

Retirado de http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2010/06/01/mpf-lanca-campanha-para-alertar-sobre-consumo-de-carne-e-desmatamento.jhtm


Em nome da ciência vale tudo… Japão diz que não abrirá mão de caça científica de baleia

Japão diz que não abrirá mão de caça científica de baleia

CLAUDIO ANGELO

Editor de Ciência

O governo japonês afirmou que não pretende encerrar seu programa de caça
científica de baleias, mesmo que um acordo internacional para
regulamentar a captura desses animais seja fechado no mês que vem.

A declaração foi dada pela embaixada japonesa, em resposta a perguntas
da Folha.

O país que mais caça baleias no mundo afirmou, no entanto, que está
considerando uma proposta para incluir observadores a bordo de sua frota
baleeira e realizar exames de DNA nos animais capturados.

O objetivo das medidas é garantir que não haja caça além da quota e que
não sejam capturadas espécies ameaçadas, como a baleia-azul (o maior
animal que já habitou a Terra), ou cujos estoques não sejam conhecidos
em alguns lugares, como a jubarte (espécie que dá "braçadas" no ar
quando salta).

A adoção do esquema de vigilância é um dos grandes pontos de um acordo
que está sendo negociado e que pode levar à liberação da caça, com
limites.

A proposta é do chileno Cristián Maquieira, presidente da CIB (Comissão
Internacional da Baleia). Será debatida no fim de junho, na reunião da
CIB, em Marrocos, e é foco de negociações diplomáticas intensas.

Ela prevê que a captura de baleias seja liberada por dez anos e
estabelece uma quota de captura global de algumas centenas de exemplares
por ano.

Um ponto polêmico é dar ao Japão uma quota de 400 baleias minke ao ano
na Antártida, que se reduziria a 200 após cinco anos. Hoje, o oceano
Austral é oficialmente um santuário de baleias, mas o Japão se permite
caçar 900 animais ao ano ali, sob a desculpa de "pesquisa científica"
relatada à CIB.

Trata-se de uma forma que o país encontrou de driblar a moratória
imposta pela CIB à caça comercial em 1986, denunciada ano após ano por
vários países – o Brasil, inclusive – como caça comercial disfarçada. A
carne de baleia do programa "científico" abastece restaurantes e
mercados no país.

O acordo proposto por Manquieira prevê a eliminação, pelos seus dez anos
de vigência, de "caça à baleia determinada unilateralmente sob
permissão especial, objeções e reservas".

A formulação tem três endereços certos: "permissão especial" é o caso da
caça japonesa; "objeções", da caça islandesa; e "reservas", da Noruega,
segundo maior caçador _que mata metade do número de baleias que o Japão
mata.

"O Japão não tem tal ideia", afirmou a embaixada, questionada sobre se o
país consideraria pôr fim à pesquisa letal.

Segundo o governo japonês, a caça no oceano Austral e no Pacífico Norte
acontece para "atender a objetivos científicos, como remover incertezas
em torno dos dados científicos em relação aos recursos baleeiros, mas
não para atender à demanda por carne".

Pressão total

Japão tem motivos para considerar a proposta de Maquieira: poucas vezes o
país esteve sob pressão internacional tão forte para largar seu hábito
de comer cetáceos.

A frota baleeira japonesa tem sido perseguida em águas antárticas pela
ONG Sea Shepherd, que neste verão conseguiu impedir que ela cumprisse
sua quota de captura. O embate levou à prisão de um ativista, que será
julgado no Japão.

O governo da Austrália ameaçou neste ano adotar medidas legais contra o
Japão caso o país não acabe com seu programa de caça científica.

Por fim, até Hollywood se engajou: neste ano, o Oscar de melhor
documentário foi para o filme "A Enseada", de 2009, que denuncia o
massacre de golfinhos no país. Para a embaixada, "o governo japonês não
está em posição de dizer se ele teve ou não impacto negativo sobre a
sociedade japonesa".

retirado de http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u739087.shtml


Em respeito e defesa da vida animal – Projeto de Lei 215/2007, de autoria do Deputado Tripoli

Em respeito e
defesa da vida animal
Projeto de Lei
215/2007, de autoria do Deputado Tripoli



O
Projeto de Lei n. 215/2007
, que institui o Código Federal
de Bem-Estar Animal, de autoria do Deputado Federal Ricardo Tripoli
(PSDB-SP), é um forte instrumento legal de defesa animal. Acompanha as
exigências da União Européia, vedando práticas e regulamentando
atividades na área de produção animal, experimentação e controle
populacional de animais em meio urbano. Aprovar um projeto deste porte
no Congresso Nacional é bastante complexo, pois a maioria dos
parlamentares não se importa com a vida animal. Por isso, precisamos
demonstrar a força das pessoas que amam e defendem os animais com este
abaixo-assinado, pedindo urgência na aprovação do Código de Bem-Estar
Animal.


Retirado de http://www.leideprotecaoanimal.com.br/


Estudo diz que: Cannabis beneficia pacientes que sofrem de esclerose multipla

Cannabis Beneficial for Multiple Sclerosis Patients, Study Finds

Saturday, February 06, 2010 by: Aaron Turpen, citizen journalist
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(NaturalNews) A systematic review conducted by The Global Neuroscience
Initiative Foundation found that five of six controlled trials reported
a reduction in spasticity and an improvement in mobility amongst
multiple sclerosis patients using cannabis extracts.

The two
researchers, Shaheen Lakhan and Marie Rowland from the Los
Angeles-based foundation, searched for trials evaluating cannabis
extracts. Specifically, they were looking for extracts known as
delta9-tetrahydrocannabinol (THC) and cannabidiol (CBD). Their study
was published in the December 2009 issue of BMC Neurology.1

What
they were trying to correlate was the benefits of these two extracts
for treating one of multiple sclerosis’ most hard to treat symptoms:
spasticity. Spasticity is the involuntary tension or contraction of
muscles and is one of the most common and tell-tale symptoms of MS.
Most of the current therapies and medications for this symptom are hard
to obtain, have a poor track record, or come with intolerable side
effects.

Of course, the introduction of THC and CBD into patient
groups came with some side effects, most notably intoxication. The
level depended on the treatment dose and, interestingly, was also
reported in the placebo groups of the studies as well.

The
studies considered included those only with THC and CBD combinations
used for the therapies and only for the specific treatment of
spasticity in MS patients. Each study had varying outcomes, but the
overall trend between them showed a reduced spasticity in treated
patients and an improvement in general symptom reduction. The adverse
events reported with these studies were generally considered
well-tolerated by the patient and relatively mild.

The medical
benefits of cannabis have been long known to various people around the
world, but only recently have been accepted by modern science. The
American College of Physicians only just endorsed medical marijuana in
20082 and the use of hemp, a member of the cannabis family, for health has been a staple of the natural health movement.3

This
latest study from the Global Neuroscience Initiative Foundation shows
that the benefits of using cannabis in multiple sclerosis therapies far
outweigh the light side effects they have. In many areas, sufferers
from MS have often turned to marijuana to relieve their symptoms,
usually without a doctor’s knowledge or consent.

On some fronts,
most notably the acceptance of medical marijuana and cannabis extract
treatments, the main stream medical establishment seems to be finally
coming around.

Resources:
1 – Whole plant cannabis extracts in the treatment of spasticity in multiple sclerosis: a systematic review, Shaheen El Lakhan and Marie Rowland, BMC Neurology, December 2009

2 – American College of Physicians Endorses Medical Marijuana, by Adam Miller, NaturalNews.com

3 – Hemp FAQ, by Mike Adams, NaturalNews.com

retirado de http://www.naturalnews.com/028106_Cannabis_Multiple_Sclerosis.html


Mulheres chefiam mais de um terço das famílias brasileiras, mostra pesquisa

Mulheres chefiam mais de um terço das famílias brasileiras, mostra pesquisa

Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em São Paulo

O aumento da presença feminina no mercado de trabalho impulsionou as
mulheres à chefia de mais de um terço das famílias brasileiras até
2008, indicou um estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9). De acordo com a
Síntese de Indicadores Sociais (SIS), esse número subiu de 25,9% há 11
anos para 34,9% no ano passado.

Mesmo
quando há um homem presente, 9,1% das mulheres são consideradas a
pessoa de referência da casa, contra 2,4% delas em 2008, apontou o
levantamento feito com base em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Os dados levam em consideração apenas a opinião dos próprios membros da família.

"Esses
dados podem estar revelando aspectos importantes para a análise das
transformações que vêm ocorrendo de forma substancial no contexto das
relações familiares e de gênero, na maioria das sociedades atuais", diz
o texto divulgado pelo IBGE.

"Entretanto, é necessário
investigar os motivos pelos quais a escolha da pessoa de referência é
feita, para se obter subsídios e compreender melhor o significado dos
papéis exercidos pelos membros que compõem as famílias no Brasil." A
situação financeira, indica a pesquisa, é determinante compreender
isso, aponta o instituto.

Ainda donas de casa
A
participação das mulheres no mercado de trabalho brasileiro saltou de
42 para 47,2% entre 1998 e 2008 – que não significa, entretanto, que
elas tenham se livrado das tarefas domésticas.

Entre as que
têm emprego, 87,9% cuidam dos afazeres do lar, enquanto entre os homens
esse número chega a 46,1%. O número médio de horas semanais dedicado a
tarefas domésticas pelas mulheres é de 20,9. Para os homens, 9,2 horas.

As mulheres também levam vantagem na escolaridade média – o que
influencia na entrada mais tardia delas no mercado de trabalho e, por
consequência, tem peso sobre o número feminino na condição de chefe de
família.

Em 2008, em áreas urbanas, a média das mulheres foi de
9,2 anos de estudos, contra 8,2 anos para os homens. No campo, elas
somam 5,2 anos de escola na média, contra 4,4 anos deles.

retirado de http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/10/09/ult5772u5627.jhtm


Escalando Jequitibás gigantes – Cariniana Legalis

Escalando Jequitibás gigantes
Cariniana legalis
 
 
Publicado em 21/09/2009 – 14h34 – Bruno Dias
 
http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf
   

O Projeto “ESCALANDO JEQUITIBÁS GIGANTES” nasceu da iniciativa de dois montanhistas: Bruno Dias e Luiz Fabiano Seabra.

O Jequitibá é uma árvore-símbolo dos estados de São Paulo e Espírito
Santo. Em tupi-guarani significa gigante da floresta, o que é
compreensível.

São árvores nativas da Mata Atlântica brasileira, existentes apenas na
região sudeste e em alguns estados vizinhos.

Registros atuais anotam jequitibás com 60 metros de altura. Para se ter
idéia do que significa 60 metros, basta lembrar que esta é a altura de
um prédio equivalente a 20 andares.

Em meados de 2001, após me envolver com projetos relacionados ao acesso
por cordas em Dossel Florestal, percebi a importância e a necessidade
de aprimorar e adquirir conhecimentos técnicos para tal finalidade.
Busquei cada vez mais o êxito em escaladas em árvores de grande porte e
daí o fascino pelos Jequitibás, e claro, por outras espécies gigantes
da flora brasileira.

Percebi então, a necessidade de criar um nome, uma marca, no qual, as
pessoas teriam referência do meu trabalho. Criei então, “DOSSEL
BRASIL”. Um segmento voltado para profissionalizar os acessos por
cordas em Dosséis Florestais no Brasil.

 
 
A difícel mas, gratificante atividade de escalar as maiores árvores do brasil.
Fotos: Divulgação
 
  <font color="#FFFFFF" size="1">BASE</font>
 
Publicidade
 

Quando
se fala em escalar árvores, sempre vem em mente um ar de lazer,
recreação e diversão. Mas vai muito, além disso, envolve
profissionalismo, determinação, conhecimento, responsabilidade, analise
de riscos, logística, e claro, objetivo.

Escalar Jequitibás Gigantes é o meu objetivo atual, ou seja, convidei
um colega chamado Fabiano Seabra, formado em Educação Física, com
diversos trabalhos publicados e grande companheiro de montanha.
Desenvolvemos juntos, uma serie de padrões e normas para
profissionalizar nossos ideais. Depois de organizado a parte
burocrática, partimos então, em busca dos maiores Jequitibás do Brasil.

Nosso trabalho consiste na Escalada das Árvores, utilizando técnicas e
equipamentos vindos da escalada em rocha, alpinismo, espeleologia,
canionismo, e outros mais. Desenvolvemos um procedimento técnico, no
qual, não agredimos o tronco das árvores, a ascensão é feita utilizando
fitas tubulares e cordas, estática e dinâmica. Quando chegamos lá em
cima, no “Dossel” topo das árvores, realizamos diversos trabalhos,
entre eles a identificação da altura, diâmetro dos galhos, registro
fotográfico de fauna, flora e paisagem. Além de abrir portas para
infinitas pesquisas no segmento florestal.  
Iniciamos os trabalhos na centenária Fazenda Traituba, no município de
Cruzília – MG. Encontramos por lá um Jequitibá gigantesco, com os
calculados 45 metros de altura, 4,10m de diâmetro e 15,20m de
circunferência. O local também pode ser chamado de “Morada dos
Jequitibás”, existem por lá, diversos outros Jequitibás Gigantes,
realmente um lugar único.

Mas, os trabalhos continuam e pelo levantamento que fizemos, são
dezenas os Jequitibás Gigantes espalhados pela região sudeste do
Brasil. Em Baependi, minha cidade natal, localizada no Circuito das
Águas, no Sul do estado de Minas, também existem Jequitibás Gigantes e
diversas outras espécies como: Canela Parda, Jatobá, Ingá, Cedro,
Araucárias, entre outros.

Estamos em busca de apoios e parcerias, pois nosso projeto é muito
amplo, envolve deslocamento, equipamentos diversos, mão de obra e até
mesmo, autorizações junto aos órgãos responsáveis pela Flora
Brasileira.

As universidades da região sudeste, têm mostrado bastante interesse no
assunto e até mesmo alguns cursos técnicos já tivemos a oportunidade de
ministrar. Um deles, na Universidade Rural do Rio de Janeiro, UFRRJ.  

Em breve estaremos relatando outras descobertas e nosso objetivo agora
é escalar o Jequitibá Rosa do Parque Estadual de Vassununga, em Santa
Rita do Passa Quatro – SP. Considerado o maior exemplar vivo da espécie
na região sudeste. Vamos lá conferir a veracidade dos dados.

Em breve no site: www.dosselbrasil.com.br haverá diversas novidades e informações a respeito de escaladas em árvores pelo Brasil. 

retirado de http://www.extremos.com.br/artigos/brunoDias/090921.asp


Ações de educação ambiental marcam o Dia da Árvore

Ações de educação ambiental marcam o Dia da Árvore

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

Nesta segunda-feira, 21, diversas atividades de educação ambiental serão realizadas em comemoração ao Dia da Árvore.

Em
Ipaba (MG), alunos da Escola Emília Cabral Motta participam de uma
palestra e fazem uma visita à Reserva Particular do Patrimônio Natural
(RPPN) Fazenda Macedônia.

No Rio de Janeiro, o governo do
estado realiza um pacto com as entidades ligadas ao Comitê de
Candidatura da cidade às Olimpíadas de 2016, com objetivo de plantar em
todo o estado 46 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica. O
lançamento da campanha “Carbono Zero” acontece às 10 horas no Jardim
Botânico e deve contar com a presença do Ministro do Meio Ambiente,
Carlos Minc.

Amanhã, 22, em Toledo, no Paraná, a Promotoria de
Justiça do Meio Ambiente de Toledo, em parceria com o Florir Toledo, da
Secretaria Municipal de Assistência Social, lança o projeto Wangari
Maathai. Entre as atividades previstas está o plantio de espécies de
árvores nativas às margens de rios e áreas de preservação.

As
árvores serão plantadas para recuperar as árvores cortadas para a
fabricação do papel utilizado em órgãos públicos da cidade. Segundo
dados do Ministério Público de Toledo, em 2008 foram utilizadas 12.097
resmas de papel nas repartições, o que equivale a 5.328.500 folhas de
papel.

retirado de http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=48399


Para você que adora comer um bifinho! Em RO, os frigoríficos trocam propina por ‘proteção’


Em RO, os frigoríficos trocam propina por ‘proteção’

Esquema foi desbaratado em ação da Procuradoria e da PF

18 servidores e  empresários  foram denunciados à Justiça

 

O Ministério Público e a Polícia Federal desbarataram em Rondônia uma “quadrilha” que operava na repartição que representa a pasta da Agricultura no Estado.

 

O órgão se chama SFA (Superintendência Federal de Agricultura). Há uma em cada Estado. Dedica-se à fiscalização de frigoríficos e laticínios.

 

Na SFA de Rondônia, servidores receberam propinas para fechar os olhos. Omitiram-se na fiscalização, deram sumiço em documentos, fizeram vistorias de fancaria.

 

Em denúncia protocolada na Justiça Federal na última nesta sexta-feira (26), o Ministério Público pediu a abertura de ação penal contra 18 acusados.

 

Entre os denunciados há pessoas que operavam dos dois lados do balcão: servidores do Estado e gente das empresas.

 

A desfaçatez era tanta que os envolvidos não teve nem mesmo o cuidado de disfarçar a trilha da propina.

 

Parte dos pagamentos foi feita por meio de cheques, depósitos em dinheiro e ordens de crédito bancário.

 

Um dos servidores da Agricultura recebeu, entre 2007 e 2008, um “cala boca” de R$ 368 mil. Outro, usava a linha de celular de um frigorífico.

 

Eis alguns dos fatos narrados na denúncia da Procuradoria da República:

 

1. Em vez de fiscalizar, servidores cooptados pela quadrilha entregavam aos frigoríficos guias de abate e de transporte assinadas em branco.

 

2. O frigorífico Quatro Marcos, de Ariquemes, obteve da SFA, ilicitamente, autorização para construir suas instalações e operar;

 

3. O frigorífico Amazon Meat, também de Ariquemes, atuava fora dos padrões legais. Servidores relataram que seus superiores proibiram a expedição de multas.

 

Criaram obstáculos também para a expedição de autuações que levariam ao fechamento do frigorífico.

 

4. O frigorífico Margen, de novo de Ariquemes, não tinha, segundo a Procuradoria, condições de exportar carne. A despeito disso, recebeu autorizações da SFA;

 

5. No frigorífico JBS Friboi, de Porto Velho, os fiscais fingiram não ver uma mutreta que produzia o aumentava artificial do peso da carne por meio da injeção de água.

 

6. No laticínio Três Marias, da cidade de Ouro Preto D’Oeste, os queijos que seriam analisados pelos fiscais da Agricultura eram separados previamente.

 

A amostra levada à fiscalização, devidamente higienizada, era sempre aprovada. E os fiscais se eximiam de examinar outros lotes de queijo;

 

7. O curtume Nossa Senhora Aparecida, do matogrossense Grupo Bihl, obteve da SFA autoriazação para instalar uma unidade em Ouro Preto D’Oeste, em Rondônia.

 

Para o Ministério Público, a instalação não seguiu os trâmites legais. A denúncia anota:

 

“Vários crimes foram cometidos” para manter o curtuma “funcionando regularmente e até para eliminar possíveis empresas concorrentes”.

 

8. O Frigopeixe, de Ariquemes, teve carregamentos de pescados apreendidos por órgãos de proteção ambiental. Foram todos liberados, graças à intervenção da SFA;

 

A peça do Ministério Público tem 80 páginas. É assinada cinco procuradores: Reginaldo da Trindade, Ercias de Sousa, Heitor Soares, Lucyana de Luca e Nádia Souza.

 

Ouvidos na fase do inquérito policial, os denunciados negaram os malfeitos. Munidos de provas, os procuradores levaram a denúncia adiante.

 

Caberá agora à Justiça decidir se manda as acusações ao arquivo ou determina a abertura de ação penal. De resto, fica no ar uma pergunta: será que o esquema está restrito a Rondônia?

 

Abaixo, em letras miúdas, os nomes dos acusados:

 

1Orimar Martins da Silva, Superintendente da SFA; 2João Carlos Barbosa, superintendente substituto; servidores públicos: 3Francisco Teixeira Lúcio, 4.Orlando Moreira da Costa, 5João Januário de Fagundes Filho, 6Alexandre Rodrigues de Menezes, 7Ademir Alves Ribeiro, 8Francisco Geniberg de Oliveira e 9Flávio Martins Gonçalves; Empresários: 10Wilson Guerino Bertoli (Frigopeixe), 11José Sessin Filho (Laticínio Três Marias), 12José Almiro Bihl,13Márcio Maurílio Bihl, 14Paulo Roberto Bihl (Curtume Nossa Senhora Aparecida); e funcionários das empresas: 15Maria Juliana Zirondi Beirigo (gerente do Frigopeixe), 16Kléber Nantes Cácerez (administrador do frigorífico Margen), 17Celso Carlos Da Silva e 18Paulo César Silva (contratados do Curtume Nossa Senhora Aparecida).

Retirado de http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2009-06-21_2009-06-27.html#2009_06-27_21_53_13-10045644-0


Devorando a Amazônia!!! Consumo de carne está ligado à destruição da Amazônia, diz Greenpeace.

Consumo de carne está ligado à destruição da Amazônia, diz Greenpeace

Financial Times
Fiona Harvey e Jenny Wiggins
Em Londres
Jonathan Wheatley
Em São Paulo
 
A destruição da floresta Amazônica para abrir caminho às fazendas de gado foi pela primeira vez associada aos padrões de consumo de carne e couro no mundo desenvolvido, de acordo com ativistas ambientais.

A criação de gado é a causa mais importante do desmatamento da floresta tropical no Brasil. O lucrativo negócio produz carne para atender aos novos gostos dos consumidores mais ricos de economia emergentes como a China e a Índia, assim como para mercados há muito tempo estabelecidos, como a Europa e os EUA.

As exportações do setor geram mais de US$ 7 bilhões por ano para o Brasil, um número que o governo quer dobrar.

Um relatório publicado hoje pelo grupo ambientalista Greenpeace estabelece uma ligação entre o avanço das fazendas de gado na Amazônia e os produtos – principalmente carne e cosméticos – vendidos por supermercados e marcas de luxo.

Algumas companhias citadas pelo relatório como possíveis receptoras de produtos de áreas desmatadas disseram ao "Financial Times" que iriam rever suas políticas em relação aos fornecedores.

As preocupações levantadas pelo relatório também refletem um desejo cada vez maior dos consumidores de saber a procedência dos produtos que compram, o que aumentou por conta dos temores recentes em relação aos alimentos.

A Unilever disse que lançaria um "auditoria de procedência" para garantir que nenhum de seus produtos venham de áreas desmatadas, apesar de já ter um código de conduta para seus fornecedores.

A rede de supermercados Waitrose disse que examinaria as provas do Greenpeace e "conduziria uma investigação minuciosa" se necessário.

A Tesco disse que seus produtos de carne vêm de áreas localizadas a 3.000 quilômetros da Amazônia.

A Kraft Foods disse que só comprou carne do Brasil para produtos vendidos localmente na Itália, e suas compras mundiais representam menos de 0,2% da produção total de carne do Brasil.

A marca de bens de luxo Prada negou comprar couro brasileiro. Segundo ela, "o couro brasileiro é de muito baixa qualidade para nós. Nossos especialistas são capazes de perceber a diferença."

O Greenpeace está pedindo que as companhias que têm ligações com o Brasil estabeleçam políticas para assegurar que nenhum dos produtos que vendem venham de áreas desmatadas.

A rede varejista Marks and Spencer disse que tem procedimentos para assegurar que sua carne venha apenas de fazendas específicas, com animais marcados e carcaças com selos em todos os estágios.

Outros supermercados contatados pelo FT disseram que seus fornecedores assinaram contratos garantindo que sua carne não vem da Amazônia.

Todavia, o Greenpeace sustenta que muitos desses contratos não passam de "exercícios de preencher formulários" e os distribuidores não têm procedimentos adequados para garantir que as condições do contrato são cumpridas.

A maior parte do setor de exportação de carne do Brasil é administrada por um pequeno número de companhias. Três delas, contatadas pelo FT, não responderam à reportagem. Uma quarta, a Bertin, processadora de carne e couro, disse: "Estamos caminhando na direção de métodos mais sustentáveis e esta é a tendência de todo o setor".

A International Finance Corporation, que forneceu financiamento para a Bertin, disse: "Tem havido progressos, mas ainda existem desafios".

Pessoas que conhecem bem a situação dizem que os problemas sérios persistem. Um executivo do setor, que pediu para não ser identificado, disse: "O maior problema é controlar o comportamento dos fazendeiros. Vários produtores não têm nem mesmo propriedade legal sobre suas terras".

O texano John Carter, que é fazendeiro no Mato Grosso, no sul da Amazônia, disse: "Simplesmente não há dúvida de que a produção de carne migrou para a Amazônia".

 

Oração da Montanha!

             
Oração da montanha

Por Santiago

Que eu saiba ser vento quando a voz de um vento maior
falar nas alturas através de palavras invisíveis
afluindo em meu olhar a todo o momento.
Que eu saiba discernir minha voz verdadeira
do turbilhão de vozes confusas que permeiam a existência.
E que eu aprenda, não a imitar silêncios,
pois a cada ser compete seu próprio e indivisível silêncio,
mas a adentrar com calma meu próprio e vasto silêncio
e nele caminhar sem pressa contemplando sua profundidade sem medo,
como uma montanha contemplando abismos.
Que a paz milenar de uma montanha 
seja em mim a paz comigo mesmo e sendo assim, em paz comigo mesmo,
que eu saiba praticá-la em qualquer lugar em que esteja e com tudo o que me rodeia.
Que a minha solidão, por vezes tão dolorosa,
seja, não um esconderijo de lágrimas, uma obstrução do crescimento,
mas um recolhimento benfazejo do espírito
afim de renovar-se constantemente, olhando com paciência
os atos e palavras do dia-a-dia comum,
porque há corações que são mais inacessíveis que as mais altas montanhas…
E de nada adianta subir montanhas e todo esforço é em vão
se não se sabe a que se destina o gesto.
Que meu coração possa ser múltiplo como as estrelas e suave como a chuva serena
e que , como chuva, seja esperança derramando-se
sobre sementes humanas que sonham com a beleza da vida.
Porque há sorrisos que apenas precisam de um outro sorriso para despertarem.
Há flores belas e raríssimas que nascem somente em pântanos…
Há flores que apenas precisam do olhar de um pássaro para se abrirem.
Que eu nunca deixe de saber-me livre
Como o vôo de pássaros confiantes e entregues apenas a liberdade que os criou.
Porque não há liberdade maior do que criar a si mesmo 
continuamente, utilizando as asas com que a vida nos moldou.
Mesmo com toda dúvida, com todo cansaço, com toda dor,
que eu saiba andar por entre tudo isso,
pelas ruas ruidosas e agitadas de gente cotidiana,
como nuvens silenciosas movendo-se sobre o mar de morros e cidades.
Que eu saiba abastecer-me em minha solidão, Intencionada ou involuntária,
Das paisagens reconfortantes da alma 
que só a coragem de confrontar-se pode alcançar
seja no cume de uma montanha, seja a toda a hora e em todo o lugar.
Que eu aprenda a retirar-me no momento certo
para averiguar em mim a extensão de meus medos,
de minhas angústias, de meus desalentos,
para que eu possa intensificar em mim a superação dos meus erros.
Que eu consiga conciliar em mim sem sobressaltos
a sensação de eternidade que me preenche
com a finitude natural de meu ser que me exprime.
e que meu caminhar sobre esta terra possa ser grande por ser calmo
não só externa, mas ainda mais, internamente.
Que eu saiba deixar-me quando for o tempo de deixar-me,
 -aonde for que ele me surpreenda,
que não depende de mim unicamente, matéria habitada por um breve movimento –
sem prender-me a nenhum momento
porque não se cria obstáculos ao tempo…
Que eu tenha no olhar a capacidade de ouvir
o que dizem outros olhos em silêncio.
Que eu tenha no ouvir a habilidade de ver
o que falam outras vozes além da minha.
E que eu tenha no agir muito mais 
do que minhas palavras possam exprimir.

Se a moda pega aqui no Brasil – Comunidade alemã decide ter uma vida sem automóveis e vira referência

Comunidade alemã decide ter uma vida sem automóveis e vira referência

 

The New York Times
Elisabeth Rosenthal
Em Vauban (Alemanha)
Os moradores desta comunidade afluente são pioneiros suburbanos. Eles superaram a maioria das mães que levam os filhos para jogar futebol ou executivos que fazem todos os dias o trajeto dos subúrbios até o centro da cidade: essas pessoas abriram mão dos seus carros.

Estacionamentos de rua, driveways (pequena estrada que vai geralmente da entrada da garagem até a rua) e garagens são, em geral, proibidas neste novo distrito experimental na periferia de Freiburg, perto da fronteira com a Suíça.

  • Martin Specht/The New York Times

    Mulher caminha com sua criança por rua exlcusiva para trânsito de pessoas e bicicletas em Vauban

  • Martin Specht/The New York Times

    Outra mãe caminha com seu filho em bicicleta pelas tranquilas ruas de um bairro de Vauban

Nas ruas de Vauban os carros estão totalmente ausentes – com exceção da rua principal, por onde passa o bonde para o centro de Freiburg, e de umas poucas ruas na zona limítrofe da comunidade. A propriedade de automóveis é permitida, mas só há dois locais para estacionamento – grandes garagens localizadas no limite da comunidade, onde os proprietários compram uma vaga, por US$ 40 mil, juntamente com uma casa.

Como resultado, 70% das famílias de Vauban não têm automóveis, e 57% venderam o carro para se mudarem para cá.

"Quando eu tinha carro, estava sempre tensa. Desta forma sou muito mais feliz", afirma Heidrun Walter, profissional de mídia e mãe de dois filhos, enquanto caminha pelas ruas cercadas de verde, onde o ruído das bicicletas e a conversa das crianças que passeiam abafam o barulho ocasional de um motor distante.

Vauban, que foi concluída em 2006, é um exemplo de uma tendência crescente na Europa, nos Estados Unidos e em outros locais. Trata-se da separação entre a vida suburbana e a utilização de automóveis, como parte integrante de um movimento chamado de "planejamento inteligente".

Os automóveis são um fator de coesão dos subúrbios, onde as famílias de classe média de Chicago a Xangai costumam construir as suas residências. E, isso, segundo os especialistas, consiste em um grande obstáculo para os atuais esforços no sentido de reduzir drasticamente as emissões de gases causadores do efeito estufa que saem pelos canos de descarga, com o objetivo de reduzir o aquecimento global. Os carros de passageiros são responsáveis por 12% das emissões de gases causadores do efeito estufa na Europa – uma proporção que só está aumentando, segundo a Agência Ambiental Europeia -, e por até 50% em algumas áreas dos Estados Unidos.

Embora nas duas últimas décadas tenha havido tentativas de tornar as cidades mais densas e mais propícias para as caminhadas, os planejadores urbanos estão levando agora esse conceito para os subúrbios e concentrando-se especificamente em benefícios ambientais como a redução de emissões. Vauban, que tem 5,500 habitantes e uma área aproximada de 2,6 quilômetros quadrados, pode ser a experiência mais avançada em vida suburbana com baixa utilização de automóveis. Mas os seus preceitos básicos estão sendo adotados em todo o mundo em tentativas de tornar os subúrbios mais compactos e mais acessíveis ao transporte público, com menos espaço para estacionamento. Segundo essa nova abordagem, os estabelecimentos comerciais situam-se ao longo de calçadões, ou em uma rua principal, e não em shopping centers à beira de uma auto-estrada distante.

"Todo o nosso desenvolvimento desde a Segunda Guerra Mundial esteve concentrado no automóvel, e isso terá que mudar", afirma David Goldberg, funcionário da Transportation for America, uma coalizão de centenas de grupos nos Estados Unidos – incluindo instituições ambientais, prefeituras e a Associação Americana de Aposentados – que estão promovendo novas comunidades que sejam menos dependentes dos carros. Goldberg acrescenta: "A quantidade de tempo que se passa ao volante de um carro é tão importante quanto possuir um automóvel híbrido".

Levittown e Scarsdale, subúrbios de Nova York com casas de áreas enormes e garagens privadas, eram os bairros dos sonhos na década de 1950, e ainda atraem muita gente. Mas alguns novos subúrbios podem muito bem lembrar mais Vauban, não só nos países desenvolvidos, mas também no mundo subdesenvolvido, onde as emissões da frota cada vez maior de carros particulares da crescente classe média estão sufocando as cidades.

Nos Estados Unidos, a Agência de Proteção Ambiental está promovendo as "comunidades com número reduzido de carros", e os legisladores estão começando a agir, apesar de que com cautela. Muitos especialistas acreditam que o transporte público que atende aos subúrbios desempenhará um papel bem maior em uma nova lei federal de transporte aprovada neste ano, afirma Goldberg. Nas legislações anteriores, 80% das apropriações destinavam-se, por lei, a auto-estradas, e apenas 20% a outras formas de transporte.

Na Califórnia, a Associação de Planejamento da Área de Hayward está desenvolvendo uma comunidade semelhante a Vauban chamada Quarry Village, nos arredores de Oakland. Os seus moradores podem ter acesso sem carro ao sistema de trânsito rápido da Área da Baía e ao campus da Universidade Estadual da Califórnia em Hayward.

  • Martin Specht/The New York Times

    Placas como esta foram instaladas pelas ruas do distrito de Vabuan, nos arredores de Freiburg

Sherman Lewis, professor emérito da universidade e líder da associação, diz que "mal pode esperar para mudar-se" para a comunidade, e espera que Quarry Village possibilite que ele venda um dos dois automóveis da família e, quem sabe, até mesmo os dois. Mas o atual sistema ainda conspira contra o projeto, diz ele, observando que os bancos imobiliários temem uma queda do valor de revenda de casas de meio milhão de dólar que não têm lugar para carros. Além disso, a maior parte das leis de zoneamento urbano dos Estados Unidos ainda exige duas vagas para automóveis por unidade residencial. Quarry Village obteve uma isenção dessa exigência junto às autoridades de Hayward.

Além disso, geralmente não é fácil convencer as pessoas a não terem carros.

"Nos Estados Unidos as pessoas são incrivelmente desconfiadas em relação a qualquer ideia de não possuir carros, ou mesmo de ter menos veículos", diz David Ceaser, co-fundador da CarFree City USA, que afirma que nenhum projeto suburbano do tamanho de Vauban banindo os automóveis teve sucesso nos Estados Unidos.

Na Europa, alguns governos estão pensando em escala nacional. Em 2000, o Reino Unido deu início a uma iniciativa ampla no sentido de reformar o planejamento urbano, desencorajando o uso de carros ao exigir que os novos projetos habitacionais fossem acessíveis por transporte público.

"Os módulos urbanos relativos a empregos, compras, lazer e serviços não devem ser projetados e localizados sob a premissa de que o automóvel representará a única forma realista de acesso para a grande maioria das pessoas", afirma o PPG 13, o documento revolucionário de planejamento, lançado pelo governo britânico em 2001. Dezenas de shopping centers, restaurantes de fast-food e complexos residenciais tiveram a licença recusada com base na nova regulamentação britânica.

Na Alemanha, um país que é a pátria da Mercedes-Benz e da Autobahn, a vida em um local onde a presença do automóvel é reduzida, como Vauban, tem o seu próprio clima diferente. A área é longa e relativamente estreita, de forma que o bonde que segue para Freiburg fica a uma distância relativamente curta a pé a partir de todas as casas. Ao contrário do que ocorre em um subúrbio típico, aqui as lojas, restaurantes, bancos e escolas estão mais espalhadas entre as casas. A maioria dos moradores, como Walter, possui carrinhos que são rebocados pelas bicicletas para fazer compras ou levar as crianças para brincar com os amigos.

Para deslocamentos a lojas como a Ikea ou às colinas de esquiação, as famílias compram carros juntas ou usam automóveis arrendados comunitariamente pelo clube de compartilhamento de automóveis de Vauban.

Walter já morou – com carro privado – em Freiburg e nos Estados Unidos.

"Se você tiver um carro, a tendência é usá-lo", diz ela. "Algumas pessoas mudam-se para cá, mas vão embora logo – elas sentem saudade do carro estacionado em frente à porta".

Vauban, local em que se situava uma base do exército nazista, ficou ocupada pelo exército francês do final da Segunda Guerra Mundial até a reunificação da Alemanha, duas décadas atrás. Como foi projetada para ser uma base militar, a sua planta nunca previu o uso de carros privados: as "ruas" eram passagens estreitas entre as instalações militares.

Os prédios originais foram demolidos há muito tempo. As elegantes casas enfileiradas que os substituíram são construções de quatro ou cinco andares, projetados de forma a reduzir a perda de calor e maximizar a eficiência energética. Elas possuem madeiras exóticas e varandas elaboradas; casas isoladas das outras são proibidas.

Por temperamento, as pessoas que compram casas em Vauban tendem as ser "porquinhos da índia verdes" – de fato, mais da metade dos moradores vota no Partido Verde alemão. Mesmo assim, muitos afirmam que o que os faz morar aqui é a qualidade de vida.

Henk Schulz, um cientista que em uma tarde do mês passado observava os três filhos pequenos caminhando por Vauban, lembra-se com entusiasmo da primeira vez que comprou um carro. Agora, ele diz que está feliz por criar os filhos longe dos automóveis; ele não tem que se preocupar muito com a segurança deles nas ruas.

Nos últimos anos, Vauban tonou-se um nicho comunitário bem conhecido, apesar de não ter gerado muitas imitações na Alemanha. Mas não se sabe se este conceito funcionará na Califórnia.

Mais de cem candidatos se inscreveram para comprar uma casa na Quarry Village, e Lewis ainda está procurando um investimento de US$ 2 milhões para dar início ao projeto.

Mas, caso a ideia não dê certo, a sua proposta alternativa é construir no mesmo local um condomínio no qual o uso do automóvel seja totalmente liberado. Ele se chamaria Village d’Italia.

retirado de http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2009/05/12/ult574u9344.jhtm


As vacas poluem tanto quanto os carros?

As vacas poluem tanto quanto os carros?
 
por Jacob Silverman – traduzido por HowStuffWorks Brasil

Introdução

A agricultura é responsável por aproximados 14% dos gases estufa do mundo. Uma porção significativa dessas emissões vem do metano, que em termos de sua contribuição para o aquecimento global, é 23 vezes mais poderoso do que o dióxido de carbono. A Organização da Agricultura e Alimentos dos EUA informa que a produção de metano na agricultura pode aumentar em 60% por volta de 2030 [Fonte: Times Online (site em inglês)]. Cerca de 1,5 bilhão de vacas e bilhões de outros animais de pastagens existentes no mundo emitem dúzias de gases poluentes, incluindo uma grande quantidade de metano. Dois terços de toda a amônia vem das vacas.

cows
Fotógrafo: Joe Gough | Agência: Dreamstime.com
As grandes quantidades de metano produzido pelas vacas são agora
causa de preocupação e assunto para muitas pesquisas científicas

As vacas emitem uma grande quantidade de metano através do arroto, e uma menor quantidade através da flatulência, ou seja, do seu pum. As estatísticas variam sobre quanto metano a vaca leiteira média expele. Alguns especialistas dizem que de 100 a 200 litros por dia, enquanto outros dizem que pode chegar a 500 litros por dia. De qualquer forma, é muito metano, uma quantidade comparável à poluição produzida por um carro em um único dia.

Para entender por que as vacas produzem metano, é importante conhecer um pouco mais sobre como funcionam. Vacas, cabras, ovelhas e muitos outros animais pertencem a uma classe de animais chamada de ruminantes. Os ruminantes têm quatro estômagos e digerem seu alimento em seus estômagos ao invés de seus intestinos, como fazem os humanos. Os ruminantes comem o alimento, regurgitam-no como bolo alimentar e tornam a comê-lo. Os estômagos são cheios de bactérias (em inglês) que facilitam a digestão, mas também produzem metano.

Com milhões de ruminantes na Inglaterra, incluindo 10 milhões de vacas, uma grande iniciativa está sendo promovida para frear as emissões de metano por lá. As vacas contribuem com 3% de todas as emissões de gás estufa na Inglaterra e 25 a 30% de seu metano. Na Nova Zelância, onde a criação de gado e ovelhas tem importância vital, 34% dos gases estufa vêm dos animais criados na fazenda. Um estudo de três anos, que começou em abril de 2007 por cientistas galeses, está examinando se adicionar alho (em inglês) ao alimento da vaca pode reduzir sua produção de metano. O estudo está em andamento, mas os primeiros resultados indicam que o alho corta a flatulência da vaca pela metade, atacando os micróbios que produzem o metano e que vivem nos estômagos das vacas [Fonte: BBC News (site em inglês)]. Os pesquisadores também estão tentando verificar se a adição de alho afeta a qualidade da carne ou do leite produzidos e até mesmo se os animais ficam com mau hálito.

Um outro estudo da Universidade de Gales, Aberystwyth, está rastreando quantidades de metano e nitrogênio produzidos pelas ovelhas, que fornecem um bom modelo de comparação com as vacas porque possuem sistemas digestivos semelhantes. As ovelhas desse estudo estão vivendo em túneis de plástico onde a sua produção de metano é monitorada através de uma variedade de dietas.

Muitos outros esforços estão a caminho para reduzir a produção de metano do ruminante, tais como tentar criar vacas que vivam mais tempo e que tenham melhores sistemas digestivos. Na Universidade de Hohenheim, na Alemanha, cientistas criaram uma pílula para segurar os gases na pança da vaca – a primeira cavidade do estômago dos ruminantes – e converter o metano em glicose. No entanto, a pílula exige uma dieta rigorosa e horários estruturados de alimentação, coisas que podem não combinar muito bem com a pastagem.

Em 2003, o governo da Nova Zelândia propôs uma taxa sobre a flatulência, que não foi adotada devido a um protesto generalizado.

Outros esforços visualizam os campos de pastagem sendo usados pelos produtores de gado, os quais serão discutidos na próxima seção.

Então, sabemos que os ruminantes estão produzindo quantidades enormes de metano, mas por quê? Os humanos produzem gases diariamente, mas nada comparável ao que esses animais produzem. Na próxima página, aprenderemos mais sobre a fonte do problema do metano e sobre a controvérsia que existe por trás disso.

Por que as vacas e outros ruminantes produzem metano?

methane flame
Fotógrafo: Igor Terekhov |
Agência: Dreamstime.com

Gás metano causa mais danos
do que o dióxido de carbono.

Com o desenvolvimento da agricultura em larga escala, em meados do século 20, a lavoura tornou-se um grande negócio para muitas empresas. As terras ficaram consolidadas em grandes empreendimentos com muitos milhares de animais espalhados em uma grande quantidade de acres.

Inicialmente, as áreas de pasto foram preenchidas com uma variedade de grama e flores que cresciam naturalmente, oferecendo uma dieta diversificada para vacas e outros ruminantes. No entanto, para aperfeiçoar a eficiência da alimentação do gado, muitas dessas pastagens foram replantadas com azevém perene (em inglês). Com a ajuda de fertilizantes artificiais, o azevém perene cresce rapidamente e em enormes quantidades. Sua desvantagem é que ele não oferece o teor nutritivo de outras gramas e evita que outras plantas nutritivas possam se desenvolver. Um comentarista a apelidou de "fast food"  das gramas [Fonte: Guardian%20Unlimited" (site em inglês) >Guardian Unlimited].

Essa simples dieta permite que muitas vacas sejam alimentadas, mas isso inibe a digestão. Uma dieta com azevém perene resulta também em uma quantidade significativa de vacas fracas e inférteis que têm de ser abatidas precocemente. É aqui que entra o metano. A grama difícil de ser digerida fermenta nos estômagos das vacas onde interage com micróbios e produz gás. Os detalhes exatos do processo ainda estão sendo estudados e mais informações podem fazer com que os cientistas consigam reduzir a produção de metano das vacas.

Um estudo da Universidade de Bristol comparou três tipos de pastos cultivados naturalmente com pastos de azevém cultivado com fertilizantes químicos. Carneiros foram alimentados com cada tipo de pastagem. A carne dos carneiros alimentados com pasto natural tinha menos gordura saturada (em inglês), mais ácidos graxos omega-3 (em inglês), mais vitamina E (em inglês) e níveis mais altos de ácido linoleico conjugado (CLA), uma "gordura benigna" que acredita-se que combata o câncer. A carne desses carneiros foi considerada de qualidade bastante alta e com boa pontuação nos testes de degustação.

Devido à preocupação com as dietas dos ruminantes, muitos pesquisadores estão investigando modos de alterar o que esses animais comem e misturar o melhor dos velhos pastos de gado – gramas e plantas diversificadas, de crescimento natural e ricas em nutrientes – com o melhor das novas – espécies de crescimento rápido e resistentes a pragas hostis. Uma possibilidade é aumentar a capacidade de plantas e flores benéficas, ricas em nutrientes, de crescerem juntamente com gramas de crescimento rápido geralmente usadas nos pastos. Uma outra linha de pesquisa se concentra em plantas que possuam um alto teor de tanino, o qual acredita-se que possa diminuir os níveis de metano em ruminantes e elevar a produção de leite, embora níveis excessivos de taninos possam ser danosos para o crescimento do ruminante.

Um estudo realizado por pesquisadores da Nova Zelândia recomenda o uso de plantas como o cornichão, que têm alto teor de ácido alfa linoleico, o que eleva os níveis de CLA. Plantar legumes e plantas geneticamente preparadas para captar o nitrogênio do ar também intensificará os níveis de nitrogênio do solo, o que é importante para um solo mais rico e plantas mais saudáveis.

dairy farmer processing
Imagem cedida por Alden Pellett/Associated Press
Alguns produtores de laticínios usam sistemas de processamento para colher metano do estrume da vaca.
A energia é usada para movimentar a fazenda enquanto que o excesso é freqüentemente vendido para a rede elétrica local.

Os que acreditam em pastos com espécies misturadas e de crescimento natural, dizem que sua utilização reduzirá os gases estufa, aperfeiçoará a saúde do animal e a qualidade da carne, e reduzirá o uso de fertilizantes artificiais. Tentativas como pílulas para reduzir o metano ou a adição de alho podem ser apenas medidas temporárias que não conseguem resolver alguns dos principais problemas do gado, especialmente a poluição do ar e do solo, desmatamento das florestas, a produção de animais frágeis que deverão ser separados mais tarde e o uso de esteróides e fertilizantes artificiais.

Uma outra possibilidade é capturar o gás metano e usá-lo como energia ou vendê-lo para a rede elétrica. Alguns produtores também extraem metano de resíduos do gado, mas isso não resolve o maior problema do metano que é expelido. Utilizar esse metano significaria capturá-lo no ar, talvez confinando o gado em ambiente fechado ou provendo os animais com focinheiras especiais para que possam inibir a alimentação.

Para obter mais informações sobre ruminantes, metano, aquecimento global e temas relacionados, consulte os links na próxima página.

retirado de http://ambiente.hsw.uol.com.br/gas-metano-vacas1.htm


Homens da caverna e governo! Como nossos políticos tratam nossos patrimônios naturais!

MATHEUS PICHONELLI
THIAGO REIS
da Agência Folha (11.11.08)

Cerca de 70% das cavernas do Brasil correm o risco de destruição. Hoje, as 7.300 já identificadas são protegidas por um decreto assinado em 1990. Nos próximos dias, o governo federal deve alterar a norma, após dois anos de pressão de empresas, sobretudo mineradoras e hidrelétricas, que vêem nas grutas um empecilho à expansão de seus empreendimentos.

A minuta, enviada na semana passada para a Casa Civil, autoriza, na prática, que cavernas que não sejam de "máxima prioridade" sofram "impactos negativos irreversíveis" .

Isso significa que cavernas que estejam em outros três novos critérios poderão ser alteradas. Grutas com "alta relevância", por exemplo, poderão ser destruídas desde que o empreendedor se comprometa a preservar duas similares.

Para formações com "média relevância", o projeto prevê a destruição desde que o responsável pela obra financie ações que contribuam para a "conservação e o uso adequado do patrimônio espeleológico brasileiro" –sem especificar quais.

Já cavernas com "baixo grau de relevância" poderão ser impactadas sem contrapartidas. O Ministério do Meio Ambiente terá 60 dias para elaborar os critérios de relevância a partir da aprovação.

O Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração) diz que o novo decreto trará avanços. "Essa indefinição, que dura anos, afastou investimentos estrangeiros do país", afirma o presidente do instituto, Paulo Camillo.

"Há cavernas belíssimas que, claro, precisam ser preservadas. Mas é preciso criar um sistema para valorar o grau de importância dessas cavernas, porque muitas são inúteis", diz Rinaldo Mancin, diretor de assuntos ambientais do Ibram.

Segundo o Cecav (Centro Nacional de Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas), do Instituto Chico Mendes, a maior parte das cavernas mapeadas no Brasil foi descoberta na última década. O Cecav e a SBE (Sociedade Brasileira de Espeleologia) estimam que 70% das cavernas possam ser destruídas com a nova lei.

Somente na região de Carajás, no Pará, onde atua a Vale, pesquisadores patrocinados pela própria companhia descobriram mais de mil cavernas que, segundo a empresa, impedem a exploração mineral.

A instalação de uma hidrelétrica pelo grupo Votorantim no vale do Tijuco Alto, em São Paulo, também enfrenta restrições devido a duas grutas localizadas na área a ser alagada, 450 dolinas (depressões em terrenos calcários) e outras 52 grutas e abismos na área de influência direta do projeto.

Para o secretário-executivo da SBE, Marcelo Rasteiro, o projeto, como foi apresentado, é "nefasto". Ele diz que a importância das cavernas não pode ser medida facilmente.

Livro para o passado

"Essas cavernas guardam registros do passado, trazem informações nos campos paleontológico, arqueológico, biológico e geológico. Cada uma é como um livro. A partir de alguns estudos, por exemplo, foi possível descobrir se chovia mais ou menos na região em determinado período. Isso é uma chave para entender questões como o aquecimento global."

Rasteiro diz ainda que a análise sobre a importância de cavernas deverá ser feita por consultores ambientais pagos pelas empresas, o que pode gerar pressão para laudos favoráveis ao interesse econômico. "Não há nenhum indício de que as cavernas estejam atrapalhando qualquer setor da economia brasileira. O setor mineral tem aumentado sua produção a cada ano."

Segundo Rita de Cássia Surrage, do Cecav, o órgão participou dos estudos com os ministérios do Meio Ambiente e Minas e Energia nos últimos dois anos, mas suas sugestões foram ignoradas no projeto final.

"Eles querem algo fácil de fazer. Dizem que nossas sugestões eram complexas. Mas não dá para entrar em uma caverna, sair e avaliar na hora. Estudos são necessários. Vai acabar na mão dos Estados a decisão de definir quais vão poder ser impactadas, sem critério algum."

Licenciamento

A Votorantim diz que na construção da hidrelétrica no interior de SP as grutas que serão submersas são "pequenas e pouco expressivas" .

Já a Vale afirma que não revela seu estudo sobre cavernas em razão de "questões estratégicas" e nem comenta a possibilidade de destruição.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o que importa é que as cavernas realmente importantes sejam "conservadas e valorizadas" . "Tudo está sendo discutido. Essa nova norma não significa que tudo será destruído", diz a secretária de Biodiversidades e Florestas, Maria Cecília Wey de Brito.

Das mais de cem grutas turísticas do país, apenas dez têm plano de manejo

AFRA BALAZINA
Enviada especial da Folha de S.Paulo ao Vale do Ribeira

Um levantamento feito pela Folha junto ao Cecav (Centro de Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas), órgão do Ministério do Meio Ambiente, revela que apenas dez cavernas em todo o país possuem plano de manejo aprovado.

Três dessas grutas ficam em Bonito (MS): Lagoa Azul, Abismo Anhumas e São Miguel. No Paraná, as cavernas Bacaetava e Lancinha já concluíram os estudos. No Amazonas, há outras duas: Maroaga e Batismo.

Goiás, Santa Catarina e Bahia têm uma gruta cada um com plano de manejo –respectivamente, a caverna dos Ecos, a Botuverá e a Poço Encantado. No país, o Cecav avalia que existam entre 100 e 120 cavernas exploradas turisticamente.

Alexandre Fortuna, chefe-substituto do Cecav, diz que o plano de manejo é um instrumento para ordenar a visitação, proteger o turista e evitar grande impacto ao ambiente.

Segundo ele, várias cavernas são exploradas turisticamente desde os anos 1960, porém nunca houve uma regulamentação ambiental. "Desde a fundação do Cecav, há 11 anos, tentamos mudar essa situação. Cobramos desde 2002 estudos dos três parques de São Paulo."

De acordo com Fortuna, as cavernas têm um ecossistema muito peculiar e, se ocorrem acidentes, é difícil prestar socorro. "É preciso analisar, por exemplo, as aranhas, escorpiões e fungos patológicos que podem existir nesses locais."

No núcleo Santana do Petar, por exemplo, não há sequer telefone –é preciso percorrer cinco quilômetros, até o Bairro da Serra, para usar o aparelho. Funcionários do parque, entretanto, têm radiocomunicador.

Medidas de correção

Além de exigir o plano de manejo, o Ibama fez solicitações específicas, emergenciais, para algumas grutas. No caso da caverna do Diabo, no parque Jacupiranga, quer a desativação imediata da iluminação no local, feita com lâmpadas incandescentes, que aquecem demais e provocam alterações no ambiente.

Já em relação à caverna de Santana, a mais visitada do Petar (foram 25 mil visitantes no ano passado), o instituto exige que seja elaborado um mapa de riscos para o visitante, que avise sobre abismos, teto baixo, piso escorregadio etc.
 
 

retirado de www.uol.com.br


Faça algo pelo ambiente! Saiba o que fazer com o lixo doméstico.

Saiba o que fazer com o lixo doméstico

O Brasil produz, atualmente, cerca de 228,4 mil toneladas de lixo por dia, segundo a última pesquisa de saneamento básico consolidada pelo IBGE, em 2000. O chamado lixo domiciliar equivale a pouco mais da metade desse volume, ou 125 mil toneladas diárias.

Do total de resíduos descartados em residências e indústrias, apenas 4.300 toneladas, ou aproximadamente 2% do total, são destinadas à coleta seletiva. Quase 50 mil toneladas de resíduos são despejados todos os dias em lixões a céu aberto, o que representa um risco à saúde e ao ambiente.

Mudar esse cenário envolve a redução de padrões sociais de consumo, a reutilização dos materiais e a reciclagem, conforme a "Regra dos Três Erres" preconizada pelos ambientalistas.

A idéia é diminuir o volume de lixo de difícil decomposição, como vidro e plástico, evitar a poluição do ar e da água, otimizar recursos e aumentar a vida útil dos aterros.

Tempo de decomposição dos resíduos

Tempo de decomposição dos resíduos

Coleta Seletiva

Veja abaixo quais os tipos de lixo que podem ser reciclados:

DESTINO
PAPEL
PLÁSTICO
VIDROS
METAIS
COLETA SELETIVA
papéis de escritório, papelão, caixas em geral, jornais, revistas, livros, listas telefônicas, cadernos, papel cartão, cartolinas, embalagens longa vida, listas telefônicas, livros

sacos, CDs, disquetes, embalagens de produtos de limpeza, PET (como garrafas de refrigerante), canos e tubos, plásticos em geral (retire antes o excesso de sujeira)

garrafas de bebida, frascos em geral, potes de produtos alimentícios, copos (retire antes o excesso de sujeira)

latas de alumínio (refrigerante, cerveja, suco), latas de produtos alimentícios (óleo, leite em pó, conservas), tampas de garrafa, embalagens metálicas de congelados, folhas-de-flandres

LIXO COMUM
papel carbono, celofane, papel vegetal, termofax, papéis encerados ou palstificados, papel higiênico, lenços de papel, guardanapos, fotografias, fitas ou etiquetas adesivas

plásticos termofixos (usados na indústria eletroeletrônica e na produção de alguns computadores, telefones e eletrodomésticos), embalagens plásticas metalizadas (como as de salgadinhos)

espelhos, cristais, vidros de janelas, vidros de automóveis, lâmpadas, ampolas de medicamentos, cerâmicas, porcelanas, tubos de TV e de computadores

clipes, grampos, esponjas de aço, tachinhas, pregos e canos

Fonte: Instituto Akatu

Caso não haja coleta seletiva em seu bairro ou condomínio, procure as cooperativas de catadores e os Postos de Entrega Voluntária (PEVs).

O Grupo Pão de Açúcar também possui pontos de coleta nos supermercados em todo o país. A iniciativa está sendo ampliada para outras bandeiras do grupo, como a rede Extra.


Ativistas são sequestrados por marinheiros trabalhadores em barcos de pesca de baleias no Japão

Japanese Whaling Ship Crew Assaults, Kidnaps Anti-Whaling Activists

Saturday, August 02, 2008 by: David Gutierrez | Key concepts: whaling, Japan and Australia

whaling

(NaturalNews) Two anti-whaling activists attempting to deliver a letter requesting that a Japanese whaler desist its illegal activities were seized and held captive for two days, after first being tied out in the cold for 20 minutes.

Earlier this year, Benjamin Potts of Australia and Giles Lane of the United Kingdom steered a rubber raft from the Steve Irwin, flagship of the Sea Shepherd Conservation Society, to the Japanese whaling ship Yushin Maru II. Their task was to deliver a letter informing the whaling captain that he was violating international law and should leave Antarctic waters at once.

Expecting to deliver the letter and leave, the two activists jumped up on board the whaling ship.

"As soon as we boarded, we were rushed by the Japanese crew," Potts said. "They seized us. Two guys picked me up by the shoulders, and the gunner, the guy that shoots the whales, picked up my legs and they attempted to tip me over. They were unsuccessful because I held on to a guard rail."

The two men were then tied to a guard rail and later to a mast, for a total of about 20 minutes.

"The ship turned sharply to port, and we were soaked," Potts said.

They were then taken into a cabin and held for the next two days and three nights. The men say that they were provided with clean sheets, meals of rice and green tea, and allowed to shower, but that they were not allowed to communicate with their ship or told what would happen to them.

For two days, the governments of Australia, the United Kingdom and Japan argued over what would happen with the men. Eventually, an Australian ship was sent to pick them up and return them to the Steve Irwin.

Sea Shepherd accuses Japan of violating an international ban on commercial whaling under the guise of scientific research, and Potts and Lane said they would keep working to stop the hunt.

"The treatment that we received was trivial in comparison to the suffering that the whales experience," Lane said. 

retirado de http://www.naturalnews.com/023756.html


Desmatamento na Amazônia

Half the Amazon Rainforest to be Lost by 2030

Tuesday, July 22, 2008 by: David Gutierrez | Key concepts: rainforest, Amazon rainforest and deforestation

 
(NaturalNews) Due to the effects of global warming and deforestation, more than half of the Amazon rainforest may be destroyed or severely damaged by the year 2030, according to a report released by the World Wildlife Fund (WWF).

The report, "Amazon’s Vicious Cycles: Drought and Fire," concludes that 55 percent of the world’s largest rainforest stands to be severely damaged from agriculture, drought, fire, logging and livestock ranching in the next 22 years. Another 4 percent may be damaged by reduced rainfall caused by global warming. This is anticipated to destroy up to 80 percent of wildlife habitat in the region.

… (continues) …

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- Ronnie Cummins, founder, Organic Consumers Association (www.OrganicConsumers.org)

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- Dr. Jack Singh, founder, the Organic Food Bar Company

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- Michael T. Murray, author of The Encyclopedia of Healing Foods and The Encyclopedia of Natural Medicine

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- Suzy Cohen, R.Ph., Author of The 24-Hour Pharmacist (www.DearPharmacist.com)

By 2100, the report adds, global warming may cause rainfall in the Amazon to drop by 20 percent and temperatures to increase by 2 degrees Celsius (3.6 degrees Fahrenheit). This combination will increase the occurrence of forest fires, further accelerating the pace of deforestation.

The Amazon contains more than half of the planet’s surviving rainforest and is a key stabilizer of global climate. The report notes that losing 60 percent of it would accelerate the pace of global warming, affecting rainfall as far away as India.

WWF warned that the "point of no return" for the Amazon rainforest, from which ecological recovery will be impossible, is only 15-25 years in the future, much sooner than has previously been supposed.

"The Amazon is on a knife-edge," said WWF-UK forests head Beatrix Richards, "due to the dual threats of deforestation and climate change."

She called for the countries discussing global climate change at an international conference in Bali to take the importance of forests into account.

"At the international negotiations currently underway in Bali, governments must agree a process which results in ambitious global emission reduction targets beyond the current phase of Kyoto," she said. "Crucially, this must include a strategy to reduce emissions from forests and help break the cycle of deforestation."

 

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