Todo o poder da ioga.
A técnica ganha o respeito da medicina e é usada para ajudar no tratamento de câncer, obesidade, dor crônica e doenças cardíacas, respiratórias e psiquiátricas
Cilene Pereira e Mônica Tarantino
Assista ao vídeo e saiba o que pensam dois especialistas em terapias complementares :

Nesta semana, o mundo acompanha, como de costume, as novidades divulgadas durante o congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, conhecido como Asco, o maior e mais importante encontro mundial sobre câncer. Neste ano, entre os destaques mostrados no centro de convenções, em Chicago, um, especialmente, chama a atenção não só pela importância de seus resultados como também pelo simbolismo que carrega. Pesquisadores do MD Anderson Cancer Center – uma das principais instituições do planeta para o tratamento da doença – apresentarão um trabalho no qual relatam como a ioga ajuda a tratar o câncer.
No estudo, realizado com portadoras de tumor de mama submetidas a sessões de radioterapia, ficou comprovado que o método, além de reduzir os níveis de cortisol (hormônio liberado em situações de estresse), melhora o funcionamento do corpo em geral. Entre outros ganhos, as participantes demonstraram maior capacidade de execução de tarefas cotidianas, mas difíceis de ser efetuadas por causa da doença, como subir escadas ou dar uma volta no quarteirão. Também sentiram menos cansaço, dormiam melhor e ainda encontraram uma forma menos doída de lidar com seu drama particular. “Elas dão mais foco à espiritualidade, na conexão consigo mesmas e com as outras pessoas”, disse à ISTOÉ Lorenzo Cohen, diretor do Programa de Medicina Integrativa do MD Anderson e responsável pela pesquisa. “Dessa maneira, fica mais fácil perceber o que realmente precisam e como alcançar essa meta.”

HOSPITAL
Na Clínica Mayo (EUA), há aulas para pacientes
com insuficiência cardíaca e doenças respiratórias
A apresentação de uma pesquisa sobre ioga em um evento mundial no qual a tônica, historicamente, sempre foi a divulgação de novidades que giram em torno da medicina tradicional – novos remédios ou aparelhos, por exemplo – é emblemática. O fato é a evidência mais concreta de que a medicina ocidental está incluindo a ioga na sua lista de recursos contra as doenças. Criada há cerca de cinco mil anos no lugar onde hoje é a Índia, a ioga é uma filosofia de vida (leia mais no quadro à pág. 107). Seu princípio fundamental é o de facilitar a conexão do corpo com a mente, entendidos como uma coisa única, indissociável. Não é por outra razão que, em sânscrito, a língua usada em rituais do hinduísmo, a palavra ioga remete ao significado de atrelar. Para que isso seja possível, ela se apoia em recursos como a meditação, a respiração profunda e a execução dos ásanas, posturas corporais inspiradas em animais ou em outras referências da natureza.
Depois de desembarcar no Ocidente como mais uma excentricidade do Oriente, a prática hoje ganhou o respeito da ciência e recebeu o direito de entrar pela porta da frente em alguns dos mais renomados serviços de saúde do planeta. O método figura entre as terapias complementares disponíveis no MD Anderson, no Massachusetts General Hospital, em Boston, e no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York, por exemplo.

PRÁTICA
Adepto, o cientista Krystal estuda
como o método ajuda a emagrecer
Na Clínica Mayo, outro respeitado serviço de saúde, localizado também nos EUA, ela é ofertada a portadores de doenças diversas. O pneumologista Roberto Benzo, por exemplo, a aplica no tratamento de insuficiência cardíaca (o coração perde a capacidade de bombear o sangue para o corpo) e de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), mal caracterizado pela destruição progressiva dos alvéolos pulmonares. “Os principais benefícios são a redução da dificuldade respiratória e a melhora do condicionamento físico”, explicou Benzo à ISTOÉ.
No Brasil, o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, um dos mais importantes da rede privada do País, prepara-se para oferecer a prática como mais uma opção de seu departamento de terapias complementares. No Hospital A. C. Camargo, também na capital paulista e especializado no atendimento a pacientes com câncer, aulas de ioga começaram a ser adotadas recentemente. “Elas ocorrem uma vez por semana”, informa a professora Aline Chrispan. “As participantes controlam melhor a ansiedade que aparece durante o tratamento.”
O mesmo movimento de incorporação da ioga pela medicina vem sendo registrado nos consultórios. “Indico para alguns pacientes, como os portadores de artrose”, diz o médico Mário Sérgio Rossi, coordenador do comitê de terapias complementares do Hospital Albert Einstein. “A prática ajuda na lubrificação das articulações, sem causar traumatismo”, diz. Doença inflamatória crônica, a artrose se caracteriza pela ocorrência de dor e deformações nas articulações. Por isso, além dos remédios específicos, é importante que os pacientes mantenham a funcionalidade das articulações por meio de exercícios corretos, que não agridam ainda mais essas estruturas. Por isso a ioga, com seus movimentos suaves e alongados, é uma boa opção.

APOIO
O médico Rossi (à esq.) indica para tratar artrose.
À dir. aulas no Hospital A. C. Camargo (SP)
Na clínica do dentista Fausto Ito, especialista em apneia do sono e ronco, do Rio de Janeiro, os pacientes são orientados a praticá-la, de preferência, em ambientes com pouca ou nenhuma iluminação. “A ausência da luz ajuda na produção da melatonina, um indutor natural do sono”, explica. “Os efeitos da ioga são potencializados e o resultado é a melhora na qualidade do sono.”
Uma pesquisa que acaba de ser publicada no Archives of Internal Medicine dá uma ideia da importância que a terapia vem ganhando. De acordo com o trabalho, 30% dos americanos fazem uso do método, assim como de outros do gênero, como acupuntura e meditação. E um em cada 30 pacientes recebeu a recomendação da prática de seus próprios médicos. “Há boas evidências da eficácia dessas técnicas, mas não esperávamos que o índice de aceitação pelos médicos fosse tão alto”, afirmou Aditi Nerurkar, da Harvard Medical School (EUA), autor do levantamento.
Ao mesmo tempo que sua indicação se consolida, proliferam pelos centros de pesquisas estudos para investigar o alcance de seus benefícios. Aqui no Brasil, pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) atestaram o efeito do método contra a hipertensão após a realização de um trabalho que acompanhou executivos com o perfil clássico desses profissionais: estressados, ansiosos e com pressão fora de controle. “Após oito meses, houve mudanças no estilo de vida e resgate da saúde”, contou o médico Fernando Bignardi. “E deixaram de ser hipertensos.”
Nos EUA, na Boston University School of Medicine, verificou-se que a ioga apresenta resultados mais eficazes no controle de distúrbios de humor, depressão e ansiedade em comparação a outros exercícios, como a caminhada. “Em exames posteriores à realização dos exercícios, os participantes exibiam taxas mais elevadas do Gaba, uma substância cerebral cujo nível, se estiver baixo, está associado a desequilíbrios de ordem emocional”, disse à ISTOÉ Chris Streeter, professora de psiquiatria e coordenadora do trabalho.
Essa característica – a de ajudar a lidar com os sentimentos – também está fazendo da ioga uma aliada contra a obesidade. É verdade que a própria execução dos exercícios já auxilia na queima de calorias. No entanto, a ciência está constatando que o impacto é mais profundo. Um claro indicativo foi registrado em uma pesquisa da Fred Hutchinson Cancer Research Center (EUA). Os cientistas acompanharam as respostas de mulheres que estavam magras ou com sobrepeso. “Em dez anos, as praticantes ganharam menos peso do que aquelas que não faziam ioga”, explicou à ISTOÉ Alan Krystal, responsável pela pesquisa. “E isso ocorreu independentemente do nível de atividade física e dos padrões de alimentação de cada uma”, disse. Na avaliação do cientista, o que está por trás do resultado é a consciência, despertada pela ioga, do tamanho real do apetite. O método ajuda o indivíduo a perceber por que está comendo e a parar quando satisfeito.
De fato, quando usada em doenças permeadas por forte conteúdo emocional – caso da obesidade –, a ioga manifesta uma particular eficácia. Pacientes com fibromialgia, por exemplo, estão entre os mais beneficiados. A enfermidade manifesta-se pela ocorrência de dor crônica e generalizada pelo corpo. Com o passar do tempo, torna-se um inferno na vida do portador. Debilitado pela dor constante, aos poucos ele se isola, deprime-se.
Uma iniciativa da Oregon Health & Science University (EUA) revelou como o método pode ajudar. Foram recrutadas 53 mulheres com fibromialgia. As voluntárias foram avaliadas depois de ser submetidas a um programa de ioga desenhado para suas necessidades – contemplando mais fortemente aspectos como dor, fadiga, problemas com o sono e dificuldades emocionais acarretadas pela doença. Todos os pontos apresentaram melhora. Um deles chamou a atenção. “Elas ficaram mais dispostas para a vida, apesar do sofrimento”, disse James Carson, coordenador do trabalho. “E aprenderam a não dar tanto espaço a tendências ruins, como a de supervalorizar a dor.”
Na opinião de Marcos Rojo, professor e pesquisador da técnica na Universidade de São Paulo, uma das explicações para modificações como essa é justamente o estabelecimento da conexão mente-corpo perseguida pela ioga. “Ela trabalha mecanismos que têm alguma relação um com o outro. Por exemplo, se você passa por um período de muita ansiedade, pode ter alterações no sistema digestivo ou cardiorrespiratório”, diz. “Um dos objetivos da ioga é fazer o caminho inverso: trabalhar o corpo para interferir nas emoções”, afirma.
É sabido que a atuação também se dá no nível físico propriamente dito. Um exemplo é o que proporciona no caso da dor. “Quando a pessoa sente o sintoma, se contrai. Com a ioga, aprende a relaxar profundamente”, explica Luciana Brandão, do Estúdio Ioga na Cidade, de São Paulo, e pós-graduanda na Unifesp em terapias complementares. “O sangue circula mais, ajudando a reduzir a sensação”, complementa.
No caso das doenças respiratórias, o efeito produzido pelos exercícios de respiração aumenta a eficiência dos músculos que integram o sistema responsável pela oxigenação do organismo. Em uma análise realizada por médicos da Chicago Medical School (EUA), o benefício foi constatado após acompanhamento de 22 pacientes que fizeram aulas de uma hora, três vezes por semana, durante um mês e meio.
Há dois pontos ainda não completamente esclarecidos no que se refere ao uso terapêutico da ioga. O primeiro diz respeito ao formato das aulas. O segundo, à frequência com que devem ser feitas. Em relação ao tipo de aula, a tendência é criá-las para ser mais específicas. Na Escola Narayana, uma das mais tradicionais de São Paulo, os responsáveis recebem alunos interessados no auxílio que a ioga pode trazer para males distintos. “Desenvolvemos aulas de acordo com a questão de saúde de cada um”, afirma Luzia Rodrigues, coordenadora da escola. Quanto à frequência ideal, restam dúvidas. “Ninguém ainda sabe dizer ao certo”, disse à ISTOÉ Brent Bauer, da Clínica Mayo. O médico orienta seus pacientes a praticar pelo menos 30 minutos todos os dias.

Pressão sob controle
Foi um caso grave de aneurisma da aorta, há cinco anos, que fez o compositor e guitarrista Yvo Ursini, 33 anos, repensar sua vida e encontrar a ioga. Embora o problema de saúde lhe imponha algumas limitações – como não realizar exercícios que alterem o fluxo sanguíneo para a cabeça –, ele comemora os avanços. “Melhorei muito minha consciência corporal e minha pressão arterial está mais controlada.”

Postura contra a dor
Durante uma aula de ioga, é preciso capacidade de alongamento e força nos músculos de todo o corpo. Um dos resultados dessa combinação de esforços é o alívio da dor. “Tenho uma alteração na coluna lombar e a ioga me ajuda a aliviar a tensão que causa dor”, conta a administradora na área médica Carla Hellner, 42 anos.

Alívio depoisdo câncer
Após a retirada dos seios devido a um câncer, a auxiliar administrativa Adriana Ferreira Lima, 34 anos, encontrou na ioga uma forma de acelerar sua reabilitação. “Faço posturas mais lentas para recuperar a mobilidade do braço e da mão, prejudicados pela cirurgia”, fala. “Comecei há seis meses, mas já sinto que meus movimentos e minha respiração melhoraram.”

De aluno a professor
Primeiro ele se interessou como aluno. “Procurei a ioga em busca de mais sintonia entre corpo e mente”, conta o professor de educação física Isaías Lemos, 31 anos. Alguns anos depois, contente com os resultados, ele resolveu fazer um curso de especialização. “Acabei trocando a ginástica artística, modalidade da qual era treinador, pela ioga.” Hoje ele dá aula e é referência para os outros professores da modalidade, na academia Bio Ritmo, em São Paulo.
A história da filosofia

INÍCIO
O deus Shiva teria passado os ensinamentos aos hindus
Uma aura de mistério envolve as origens da ioga. Acredita-se que a filosofia tenha surgido há cerca de cinco mil anos, no território onde atualmente se localiza a Índia. Para os hindus, os ensinamentos foram dados por Shiva – deus da transformação. Durante muitos séculos não houve registro escrito da técnica: os mestres passavam os conhecimentos aos seus discípulos por meio da tradição oral. O primeiro registro data de pouco mais de dois mil anos, com o livro que ficou conhecido como “Yoga Sutra”.
A produção científica em torno do tema é ainda mais recente. Começou na década de 1920, com a criação de um instituto governamental na Índia para pesquisar os efeitos da ioga sobre o corpo. “À época essa iniciativa não foi vista com muita felicidade pelos indianos, pois a eles a tradição bastava, não era necessária a preocupação científica”, diz Marcos Rojo, professor e pesquisador de ioga na Universidade de São Paulo.
Foi, todavia, a busca pelo cientificismo que impulsionou a vinda da prática para o Ocidente. Deste lado do mundo, a ioga ganhou também outros ares, com foco maior na parte física. “A visão original da ioga entende o corpo como um meio para se experimentar sensações importantes para a evolução espiritual”, fala Rojo. A filosofia inclui princípios, como o respeito à natureza, a não violência, o controle dos impulsos e dos sentidos e o desapego de pessoas e objetos. A preocupação com o alinhamento e o tônus muscular – questões relacionadas com a parte física – foram acrescentadas após a ocidentalização da prática.


Colaborou Rachel Costa
Retirado de: http://www.istoe.com.br/reportagens/140391_TODO+O+PODER+DA+IOGA
Os médicos estão descobrindo que Meditação é o remédio!
“Meditar é a mesma coisa que ir a um spa e ficar relaxando”. Se você pensa assim, não está distante do senso comum, mas pode estar perdendo a oportunidade de experimentar os benefícios da meditação. Técnica tradicional no Oriente, a meditação é objeto de estudo entre especialistas ocidentais há décadas. Aos poucos, vem ganhando adeptos no Brasil e seus benefícios já são detectados até mesmo em experiências clínicas.
Ricardo Zanardi Ramalho é médico da família e clínico geral em São Paulo. Há seis meses, vem aplicando, em Unidades Básicas de Saúde da cidade, técnicas de meditação para grupos da terceira idade, dependentes químicos e pessoas com transtorno de ansiedade, depressão e estresse. Alongamentos, exercícios leves, e de concentração e respiração completam o tratamento. Os resultados ainda não são rigorosamente científicos, mas Ramalho conta que, ao fim da prática, os pacientes apresentavam melhorias: muitos tinham a pressão arterial reduzida, alguns portadores de distúrbios do sono relataram grande melhora e deixaram de usar medicações controladas. “A meditação exige esforço, empenho, é um processo ativo”, diz Ramalho. “Ela envolve desenvolvimento cerebral e provoca mudanças estruturais no cérebro”.
Essas mudanças observadas pelo médico vêm sendo detectadas em estudos científicos há várias décadas. Desde meados dos anos 1970, o médico Herbert Benson publica livros e artigos científicos sobre o tema. Hoje, além de professor da Faculdade de Medicina de Harvard, é diretor do Instituto Benson-Henri (BHI), do Hospital Geral de Massachusetts, que investiga a interação mente/corpo por meio de preceitos da medicina, ou o que ele chama de relaxation response (resposta de relaxamento). Benson, sua equipe e inúmeros cientistas mundo afora já conseguiram provar que meditar diminui o metabolismo, os batimentos cardíacos e o ritmo da respiração, provoca relaxamento muscular e sensação de bem-estar, reduz a pressão sanguínea e aumenta a temperatura corporal periférica. Este último reflexo, dizem os especialistas, seria a razão de os monges budistas não sentirem frio mesmo em baixas temperaturas.
| Você pensa que meditar é fácil? |
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| Na população em geral, principalmente no Ocidente, onde desde cedo as pessoas têm seus cérebros treinados a serem hiperativos e muito mais focados nos aspectos externos do que internos, este treinamento pode gerar um certo desconforto, ansiedade e fazê-la desistir antes mesmo que possa alcançar os benefícios iniciais (que são muitos) e conhecer de fato o processo. É como um macaco que pula de galho em galho e fica extremamente irritado quando necessita fixar-se a um mesmo galho por um longo período de tempo.O aviso é do médico Ricardo Zanardi Ramalho. No começo, ficar na mesma posição durante muito tempo causa dores. Além disso, a concentração profunda exige muito esforço e dedicação. Alguém já tentou se concentrar em sua própria respiração e no funcionamento do seu organismo, sem pensar em mais nada? Esta repórter tentou várias vezes durante a apuração da reportagem e, das duas, uma: ou relaxava tanto que adormecia ou se pegava pensando em milhões de coisas ao mesmo tempo, sem nem perceber em como os pensamentos tinham ido da concentração aos problemas que perturbam diariamente… |
A ciência provou até que quem medita por um longo período pode sentir menos dor do que aqueles que não meditam. Um grupo da Universidade de Montreal publicou um trabalho, há quatro meses, mostrando por meio de imagens de ressonância magnética, como o cérebro de quem medita reage a estímulos de dor. Embora o praticante conheça a dor, ela não é processada na parte do cérebro responsável por avaliar, raciocinar e memorizar informações. “Achamos que [quem medita] sente as sensações, mas encurta o processo, impedindo a interpretação dos estímulos dolorosos”, diz o principal autor do trabalho, Pierre Rainville. É como se quem medita desligasse certas áreas do cérebro receptivas da dor, mesmo experimentando-a.
Para os budistas, há uma fórmula subjetiva para essa explicação científica da dor. Em recente visita ao Brasil, na qual palestrou sobre meditação para especialistas e leigos na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, uma das mais respeitados do país, o monge Bhante Yogavacara Rahula, do monastério Bhavana Forest, nos Estados Unidos, explicou que sofrimento = dor x resistência. A fórmula significa que quanto mais resistência você oferece à dor, mais você se apega a ela, causando mais sofrimento. Em caso de resistência zero, o sofrimento decorrente da dor é nulo. Uma mente bem treinada faz com que você não dê tanto peso às intempéries, e isso o afasta daquilo que é ruim. “O segredo é não lutar contra as realidades da vida, contra a impermanência”, afirma Rahula. “Dor é dada, sofrimento é opcional”, diz.
Rafael Ortiz, ortopedista do Hospital das Clínicas, explica. “Toda experiência cognitiva surge por um tempo e desaparece. Só que as nossas lembranças fazem com que o Sistema Nervoso Central continue reverberando aquela sensação já experimentada por meio de estímulos nervosos”, afirma. Por exemplo: se você estiver de olhos fechados e sentir algo tocando sua bochecha, pode concluir várias coisas. Se acontecer no meio de uma floresta, e sentir medo, pode achar que é uma aranha. Se estiver com o namorado, que se trata da mão dele. “A experiência adquirida muda como você interpreta as sensações”, diz. A intenção da meditação é fazer com que as pessoas se desapeguem dessas memórias e, com isso, consigam se livrar da dor rapidamente.
Ortiz começou a meditar há nove anos mais por uma busca existencial do que por problemas de saúde. Hoje diz que os benefícios da meditação Vipassana – a que ele pratica e uma das várias técnicas existentes – são inúmeros. Antes, o médico tinha muita dificuldade para respirar com o nariz por conta de uma má formação do palato e por crises de rinite – agora não mais. Ele também sofria de asma e tomava muitos remédios, abandonados atualmente. Quando criança, era avaliado como se tivesse transtorno de déficit de atenção. “Eu me tornei uma pessoa mais calma nos últimos anos. E, sem dúvida, tem a ver com a meditação”, afirma. Segundo Ortiz, as pessoas confundem felicidade com excitação. Depois da meditação, ele descobriu que a felicidade está ligada à paz e à tranquilidade.
A hoje empresária chocolatier Cintia Sanches Lima era executiva de marketing de uma multinacional antes de descobrir o que diz serem os benefícios da meditação. Por estresse e desconforto físico, teve duas infecções respiratórias fortes, que a obrigavam a dormir apenas três horas por noite. Resolveu pedir demissão. “A meditação foi uma surpresa pra mim”, diz, sobre seu primeiro contato com esta técnica milenar: uma reportagem de TV. Ela viajou para o Nepal e passou 45 dias em um monastério para aprender técnicas de meditação. Hoje pratica todos os dias e há mais de um ano não tem mais crises respiratórias. “Minha saúde melhorou muito. Se começa um resfriado, eu sinto bem no começo, muito antes de se manifestar, e passo a me cuidar melhor”, afirma. Além da saúde, Cintia percebeu uma mudança em seu comportamento. “Eu comecei a pensar melhor, a mente fica clara e aberta. Também ajuda na criatividade”, afirma. Segundo ela, foi assim que conseguiu empreender, com sucesso, seu próprio negócio. Mas ela avisa: a meditação não é um remédio que começa a fazer efeito rapidamente. “Você continua com os problemas, mas sabe lidar melhor com eles. São ferramentas que ajudam no seu controle mental”, diz.
No budismo, a sensação de paz interior tem a ver com a clareza mental que a técnica permite aos praticantes. Segundo os ensinamentos de Buda, o sofrimento humano é decorrência de um tripé: cobiça (desejar além do necessário para satisfazer prazeres e vícios), raiva (o apego estimula a raiva, a vingança e a violência) e ignorância (não conhecer a interação corpo/mente). Desapegado desses sentimentos, prossegue a teoria, o homem consegue manter um afastamento sadio das situações para tomar atitudes mais bem pensadas, justas. A meditação, por meio de transformações fisiológicas, teria a função de fazer com que o praticante alcance uma capacidade cognitiva acima da média e experimente a vida com menos agressividade, com menor resposta ao estresse.
| A meditação pode ser usada no combate a: |
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| • hipertensão; • doenças ligadas ao estresse; • depressão, ansiedade e raiva excessiva; • insônia; • infertilidade; • artrite; • irregularidades nos batimentos cardíacos; • no tratamento da dor em doenças crônicas, • e para melhorar o sistema imunológico.Em casos em que não a doença não pode ser curada, a meditação pode ser usada como recurso terapêutico a quem não responde bem a tratamentos convencionais, ou em conjunto com eles. |
A calma produzida pela meditação foi explicada cientificamente em 2009, por pesquisadores ligados ao Hospital Geral de Massachusetts. Eles analisaram a densidade da massa cinzenta em uma área do cérebro chamada amígdala (que nada tem a ver com a amígdala da garganta), reguladora da resposta ao estresse, como liberação de hormônios, aumento da pressão sanguínea e expressão facial de medo. Os participantes relataram altos níveis de estresse no mês anterior ao experimento. Depois de oito semanas de práticas como meditação, yoga e vivências em grupo, todos os participantes relataram uma significante redução do estresse. E, quanto maior a diminuição do estresse experimentada, maior a diminuição da densidade da amígdala direita. Isso significa, também, que essa parte do cérebro modela o comportamento inicial de percepção automática do estresse (como xingar o motorista do carro da frente que te deu uma fechada). Se a densidade da amígdala diminui, esse tipo de resposta ao estresse será menos frequente.
Foi por isso que Natália Parizotto, pesquisadora e estudante de Serviço Social, começou a meditar há três anos. “Para parar de chorar e brigar, melhorar o relacionamento com as outras pessoas. Eu reagia de uma forma que não era devida”, diz. Hoje ela consegue ter controle sobre suas reações, pensa melhor antes de agir – ou seja, não tem mais um comportamento automático frente aos estímulos de estresse. “Eu consigo fazer atividades mais chatas e dou menos peso (a elas). Eu diferencio o que é a coisa em si do meu estado de espírito”, diz. Mas essa tranquilidade em tomar decisões diminui quando ela fica muito tempo sem meditar –Natália relata que perde a paciência mais facilmente e volta a ter um pouco do comportamento explosivo anterior.
Esse processo também é explicado pela ciência. Em janeiro deste ano, pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison publicaram um artigo dizendo que a resposta automática ao estresse até então conhecida – aquela que aumenta os níveis de adrenalina, faz você correr ou gritar em situações de perigo, o chamado “instinto de sobrevivência” – confunde o cérebro. Essa resposta pode romper com a habilidade de pensar claramente e tomar decisões complexas. Já o praticante de meditação fica menos alerta diante de um estímulo de estresse, mas com maior capacidade de tomar decisões estratégicas.
Obviamente essas mudanças nas tomadas de decisões surtem efeitos sobre o estado psicológico do indivíduo. Segundo um trabalho do Centro de Dependência e Saúde Mental (CAMH), no Canadá, publicado no Archives of General Psychiatry em dezembro de 2010, a meditação oferece a mesma proteção que antidepressivos contra recaídas. Durante 18 meses após uma crise e posterior melhora, pacientes que foram tratados com remédios tiveram o mesmo índice de recaída que aqueles tratados apenas com meditação. Há, nessa descoberta, duas boas notícias: 1) os pacientes costumam parar de tomar remédios por conta dos efeitos colaterais, mas ninguém para de meditar, e, 2) meditar não gera despesa financeira.
Foi com meditação que a terapeuta Andreza Gonçalves de Oliveira conseguiu sair de um quadro de depressão que envolvia síndrome do pânico. Ela trabalhava em uma multinacional e adoeceu, tamanha era a pressão cotidiana. Largou a área administrativa há um ano e meio, e, em 2010, passou a se dedicar à meditação e ao estudo de terapias holísticas. Foi nessa época que desistiu de buscar ajuda médica e psicológica para os sintomas do pânico. “Você simplesmente não aceita sua condição quando entra em depressão. Com a meditação, a sua mente vai se aquietando e passa a observar melhor a realidade”, afirma. Foi então que ela percebeu que estava doente e que tinha que se cuidar. Os 10 dias em um retiro “me libertaram dos sentimentos que eu tinha de apego pelas coisas, de medo, de raiva, sentimentos guardados durante muitos e muitos anos”, afirma. Foi o fim do problema psiquiátrico e das visitas assíduas a médicos, e um novo recomeço.
| Algumas descobertas científicas sobre a meditação |
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• 2002: um grupo de cientistas ligado à Faculdade de Medicina de Harvard provaram que a resposta de relaxamento (RR) melhora a memória de idosos saudáveis, de forma mais efetiva quando eles realizam tarefas simples de atenção. Já os estados de ansiedade diminuem de forma marginal.• 2003: pela primeira vez, cientistas relataram aumento do número de anticorposem pessoas que meditaram durante oito semanas após serem vacinados contra a gripe, em relação ao grupo controle. A descoberta foi feita por um grupo liderado por Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin.
A espessura da ínsula (verde) e o córtex pré-frontral cerebral em quem medita é mais grossa
• 2005: em dezembro, Sara Lazar, do Hospital Geral de Massachusetts, conseguiu mostrar, através de imagens de ressonância magnética, que a meditação aumenta a espessura do córtex pré-frontral cerebral – região associada ao planejamento de comportamentos cognitivos complexos. A espessura da ínsula direita – ligada às sensações corporais e às emoções – também se mostrou mais grossa em praticantes de RR em relação ao grupo de controle. Foi a primeira evidência de que a meditação está associada a as alterações na estrutura do cérebro. • 2008: estudo publicado em julho pelo BHI mostrou, pela primeira vez, que a RR produz uma mudança no padrão de ativação dos genes – e maior ela é quanto mais tempo a meditação é praticada. O mesmo trabalho mostrou que os praticantes tiveram menos danos fisiológicos celulares ligados ao estresse do que o grupo de controle. • 2009: a amígdala direita é responsável pela resposta automática ao estresse: produz hormônios, aumenta os batimentos cardíacos… cientistas ligados ao Hospital Geral de Massachusetts descobriram que, depois de oito semanas de prática de meditação, houve redução da densidade da massa cinzenta da amígdala dos participantes. Quanto menos relatavam estresse, maior a redução. • 2009: pesquisadores do Centro Médico de Pesquisa Avançada em Yoga e Neurofisiologia, na Índia, descobriram que praticar meditação cíclica duas vezes ao dia melhora a qualidade objetiva e subjetiva do sono na noite seguinte. Meditação cíclica é uma técnica que combina posturas de yoga intercaladas com repouso. • 2010: em junho, um grupo da Universidade do Estado da Flórida publicou estudo mostrando que o treinamento mental reduz significativamente o estresse e a supressão do pensamento e aumenta a recuperação fisiológica de alterações relacionadas ao alcoolismo. Dessa maneira, a meditação atinge os principais mecanismos ligados à dependência alcoólica e pode ser um tratamento alternativo para prevenir recaídas entre os mais vulneráveis. • 2010: um grupo ligado ao BHI, liderado por Marlene Samuelson, provou que mulheres brancas submetidas a um programa de 2,5 horas semanais de práticas mente/corpo durante 12 semanas tiveram uma significativa redução na frequência de 12 queixas cotidianas, como dor de cabeça, confusão visual, tontura, náusea, prisão de ventre, diarréia, dor abdominal, dor nas costas, dor no peito, papitações, insônia e fadiga. • 2010: em dezembro, um grupo da Universidade de Montreal descobriu por que quem medita sente menos dor. Essas pessoas têm a capacidade de desligar algumas áreas cerebrais responsáveis pela sensação da dor, mesmo experimentando-a. Dois grupos, um de controle outro de pessoas que meditavam, fora submetidos a estímulos de dor. Os que meditavam tiveram respostas menores para a dor, bem como um funcionamento menor das áreas do cérebro responsáveis pela cognição, emoção e memória. Eles sentiam dor, mas cortavam o processo rapidamente, refreando a interpretação que o cérebro tinha desse estímulo. • 2010: em dezembro, um grupo do Centro de Dependência e Saúde Mental (CAMH), no Canadá, publicou um estudo provando que a meditação tem o mesmo efeito protetor que os remédios contra recaídas em pessoas com depressão. • 2010: estudo da Universidade da Pennsylvania mostrou melhora na função neuropsicológica e aumentos significativos no fluxo sangüíneo cerebral em indivíduos com perda de memória submetidos a um programa de meditação de oito semanas. • 2011: ao passo que a meditação faz diminuir a densidade de massa cinzenta da amígdala, ela aumenta a densidade de uma região do cérebro chamada hipocampo, responsável pelo aprendizado e memória, e associada ao bem-estar, compaixão e introspecção. Foi o que descobriu um grupo do Hospital Geral de Massachussets, que publicou o estudo em janeiro na Psychiatry Research: Neuroimaging. • 2011: pesquisadores da Universidade da Cidade de Nova York publicaram em fevereiro um trabalho que mostra a meditação pode ser útil na redução da ansiedade. Os participantes relataram que se sentiram mais calmos, relaxados, equilibrados e centrados após um mês de prática. Retirado de http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI222969-15257,00.html |
Poeta sufi – Mevlana Celaddiin-i Rumi
I died as a mineral and became a plant,
I died as plant and rose to animal,
I died as animal and I was Man.
Why should I fear? When was I less by dying?
Yet once more I shall die as Man, to soar
With angels bless’d; but even from angelhood
I must pass on: all except God doth perish.
When I have sacrificed my angel-soul,
I shall become what no mind e’er conceived.
Oh, let me not exist! for Non-existence
Proclaims in organ tones,
To Him we shall return.
Retirado de http://en.wikipedia.org/wiki/Rumi
Charaka Samhita – Sobre a alimentação
Making an Offering: One should offer regularly wholesome food and drinks to “antaragni”;( internal fire) with due consideration to quantity and time. One who offers oblation to an external fire as well as the food oblations to the internal fire, as well as right conduct, doesn’t get sick.
The best foods to be taken regularly through life:
rice, pulses, rock salt, fruits, barley, rain water, milk, ghee, honey.
Charaka Samhita – Su27#345-347
One should not eat foods out of either attachment or ignorance; rather he should eat the wholesome food after examination, because the body is a product of food.”
Charaka Samhita – Su28#41
Results of Wholesome Food:
endows the body with development, strength, luster, and happy life, and provides energy to the body tissues.
Su28#3
Wholesome and unwholesome food produce good and bad effects respectively.
Su28#5
Benefits of proper food:
Food and drinks with desirable smell, taste and touch and having been taken according to prescribed method is IS SAID AS VITAL STRENGTH by the experts This was deduced on the basis of observing their results directly. The reason is because the condition of internal fire depends on food and drinks for it’s fuel. Food and drinks produce energy in mind, constitution of dhatus, strength, complexion and clarity of sense organs, if properly taken. Otherwise they become harmful.
Su27#3
One taking wholesome food with controlled self lives healthy for 1036 nights (100 years) liked by the good men.
Su27#348
Food is the vital breath of living beings and that is why people rush to the food. Complexion, cheerfulness, good voice, life, imagination, happiness, contentment, corpulence, strength, intellect– all these are dependent on food.
The worldly activities done for livelihood, the vedic ones for attainment of heaven and those for emancipation also depend on food.
Su27#349-350
Volume of food to eat:
Fill stomach 1/3 with solid food, 1/3 with liquid food, leaving 1/3 “for the doshas” [in other words, leaving 1/3 empty space in the stomach]
Vi2#3
Eat according to capacity of Agni/digestion.; Whatever quantity gets digested in time without disturbing the normalcy should be regarded as the proper measure.
Su5#4
Character of food taken in inappropriate quantity:
Insufficient:
causing loss of strength, complexion, and development, unsaturation, upward movement of vayu, harm to life-span, virility and immunity, damage to body, mind, intellect and sense-organs, inflicting “sara” [damaging sara -tissue essence], carrying inauspiciousness and causing disorders.
Vi2#7
Excessive:
When one eats solid food up to the saturation point [feeling ‘full’] and then drinks “liquids up to the same” [equal portion as the solid foods], the 3 doshas which normally reside in the stomach are pressed too much by the excess quantity of food. Thus the 3 doshas get vitiated simultaneously. These vitiated doshas enter into [/mix with] the food and get located in a “portion of the belly”. From here they may cause the following symptoms: distention of the abdomen, or sudden dosha elimination via vomiting or diarrhea. V produces colic pain, hardness in belly, body-ache, dryness ofmouth, fainting, giddiness, irregularity of digestion, stiffness in side, back and waist, constriction and spasm in blood vessels. P produces fever, diarrhea, internal heat, thirst, narcosis, giddiness and delirium. K produces vomiting, anorexia, indigestion, fever with cold, lassitude and heaviness in body.
Vi2#7
Retirado de http://www.ayurveda-berkeley.com/Ayurveda_Books_Ayurvedic_Articles_Correspondence/Ayurvedic_Sutras_Ayurveda_Sanskrit_Books/Ayurvedic-Sanskrit-Writings/Charaka%27s-Carak-Samhita-Sanscrit-Sutra-Ayurveda/Charaka-Samhita-2003-rev2_Vol_I.pdf
Charaka Samhita – Origem do sofrimento
All caused is (source of) misery, dependent and non-eternal. That is not concerned with the self but only a wrong notion of mine-ness arises until the true knowledge emerges. But hereafter with it’s help knowing that “I am not this (body)” “this (body) is not mine”, the knower of truth transcends all.
Charaka Samhita – Sa1#152-153
O poder da meditação – A técnica ganha espaço em instituições renomadas e prova ser eficaz contra um leque cada vez maior de doenças. Entre elas, a depressão, males cardíacos e até Aids
O poder da meditação
A técnica ganha
espaço em instituições renomadas e prova ser eficaz contra um leque cada
vez maior de doenças. Entre elas, a depressão, males cardíacos e até
Aids
Cilene Pereira e Maíra Magro
Assista a seguir entrevista com a bióloga e Dra. em Psicobiologia Elisa Kozasa Ela chegou ao Ocidente como mais um item da A inclusão da prática no rol de tratamentos FELICIDADE Em Campinas, no interior de São Paulo, 20 “Meditadores têm habilidade singular para cultivar emoções positivas” Outra experiência interessante no Brasil é o O Hospital Albert Einstein, em São Paulo, O movimento que se observa atualmente com a A profusão de pesquisas que apontam algumas ALÍVIO CONTRA O CÂNCER A prática faz com que os pacientes Na publicação “Psychological Science”, há
lista de atrações exóticas do Oriente. Hoje, está se transformando em
um dos mais respeitados recursos terapêuticos usados pela medicina que
conhecemos. Está se falando aqui da meditação, uma prática milenar cujo
principal objetivo é limpar a mente dos milhares de pensamentos
desnecessários que por ela passam a cada minuto, ajudando o indivíduo a
se concentrar no momento presente. É por essa razão que um de seus
benefícios é o de ajudar as pessoas a lidar com sentimentos como a
ansiedade. Mas o que se tem visto, de acordo com as numerosas pesquisas
científicas a respeito da técnica, é que a meditação se firma cada vez
mais como uma espécie de remédio – acessível e sem efeitos colaterais –
indicado para um leque já amplo de enfermidades: da depressão ao
controle da dor, da artrite reumatoide aos efeitos colaterais do câncer.
da medicina ocidental é um fenômeno mundial. Nos Estados Unidos, por
exemplo, ela figura entre as opções de centros renomados como o Memorial
Sloan-Kettering Cancer Center, um dos centros de referência do planeta
no tratamento da doença. Também está disponível na Clínica Mayo, outro
respeitado serviço de saúde. No Brasil, o método começa a ganhar espaço,
boa parte dele assegurado pela Política de Práticas Integrativas e
Complementares do SUS, implementada em 2006 pelo Ministério da Saúde.
Ela incentiva o uso, pela rede pública, de uma série de práticas não
convencionais – como a medicina tradicional chinesa, a acupuntura e a
fitoterapia – para auxiliar no processo de cura. “Nessas diretrizes, a
meditação está prevista como parte integrante da medicina chinesa”,
explica a médica sanitarista Carmem De Simoni, coordenadora do programa.

A atriz Cláudia Ohana, 46
anos, aderiu ao método há dez anos. Foi uma das formas que escolheu para
diminuir a ansiedade, que lhe provoca irritação e dor de estômago.
“Depois de uma semana de prática, fico mais tranquila e paciente.” Para
ela, a técnica diminui o stress causado pelo excesso de trabalho e pela
vida na cidade grande. “É praticamente uma pílula de felicidade”, afirma
postos de saúde oferecem treinamentos de meditação gratuitos à
população. Em São Carlos, também no interior paulista, alguns postos
públicos de atendimento começarão a ofertar este ano sessões usando uma
técnica conhecida como atenção plena (Mindfulness-Based Stress
Reduction, ou MBSR, em inglês), desenvolvida pelo Centro Médico da
Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos. É baseada em
exercícios de respiração e consciência corporal que ajudam o indivíduo a
focar as percepções no momento presente. “Queremos incluir a prática em
30 unidades de saúde”, diz Marcelo Demarzo, chefe do Departamento de
Medicina da Universidade Federal de São Carlos.
Eileen Luders, pesquisadora da Universidade da Califórnia
uso do método em escolas da rede estadual do ensino médio do Rio de
Janeiro. Trata-se de uma iniciativa da Fundação David Lynch, criada pelo
cineasta americano, com o objetivo de reduzir a violência nos colégios
por meio da prática. Um projeto piloto com cerca de 750 crianças e
adolescentes de 10 a 18 anos mostrou que ela contribui para o aumento da
concentração e da criatividade. “Muitas relataram ainda benefícios como
redução de crises de dor de cabeça”, diz Joan Roura, representante da
entidade no Brasil.
decidiu oferecer a prática tanto para pacientes quanto para
funcionários, depois de testá-la por dois anos no setor de oncologia.
“Nos pacientes em tratamento contra o câncer, notamos uma diminuição na
ansiedade e maior disposição para enfrentar a doença”, afirma o médico
Paulo de Tarso Lima. Ele é responsável pelo serviço de medicina
integrativa no hospital, que promove a adoção de terapias complementares
– entre elas, a meditação – para auxiliar no tratamento convencional.
meditação é o mesmo experimentado pela acupuntura cerca de dez anos
atrás. Da mesma forma que o método das agulhas, ela conquista o respeito
da medicina tradicional porque tem passado nas provas de eficácia
realizadas de acordo com a ciência ocidental. Isso quer dizer que, aos
olhos dos pesquisadores, foi despida de qualquer caráter esotérico,
mostrando-se, ao contrário, um recurso possível a todos – ninguém
precisa ser guru indiano para praticá-lo – e de fato capaz de promover
no organismo mudanças fisiológicas importantes.
PREVENÇÃO
Em São Paulo, idosos usam o método como auxílio contra a hipertensão
dessas alterações é grande. Os resultados mais impressionantes vêm dos
estudos que se propõem a investigar seus efeitos no cérebro. Um exemplo é
o trabalho realizado na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos,
e publicado na revista científica “NeuroImage”. Após compararem o
cérebro de 22 meditadores com o de 22 pessoas que nunca meditaram, eles
descobriram que os praticantes possuem algumas estruturas cerebrais
maiores do que as dos não praticantes. Especificamente, hipocampo,
tálamo e córtex orbitofrontal. As duas primeiras estão envolvidas no
processamento das emoções. E a terceira região, no raciocínio. “Sabemos
que as pessoas que meditam têm uma habilidade singular para cultivar
emoções positivas”, disse à ISTOÉ Eileen Luders, do Laboratório de
Neuroimagem da universidade. “As diferenças observadas na anatomia
cerebral desses indivíduos nos deram uma pista da razão desse fenômeno.”
sintam menos náuseas após a quimioterapia
outro trabalho interessante. Pesquisadores da Universidade George Mason
constataram que a prática proporciona uma melhora significativa na
memória visual. Normalmente, uma imagem é armazenada integralmente no
cérebro por pouquíssimo tempo. Mas o estudo verificou que monges,
habituados a meditar todos os dias, conseguem guardá-las – com riqueza
de detalhes – até 30 minutos depois de praticar. “Isso significa que a
meditação melhora muito este tipo de memória, mesmo após um certo
período”, disse à ISTOÉ Maria Kozhenikov, autora do experimento. Essa
habilidade transforma a técnica em um potencial instrumento para
complementar o tratamento de doenças que prejudiquem a memória, como o
mal de Alzheimer.
No Instituto do Cérebro do CONTROLE EM CENA Na área da oncologia, há várias evidências Outra frente de pesquisas tenta decifrar DESCANSO GARANTIDO O segredo que possibilita efeitos dessa Permeando todos esses processos, porém, FORÇA EXTRA Dependentes químicos que meditam ficam A ciência registrou ainda mais um impacto Uma das mais intrigantes abordagens de SEM EFEITO COLATERAL No Brasil, o interesse por esse tema, A experiência bem-sucedida incentivou
Hospital Albert Einstein, aqui no Brasil, pela técnica de ressonância
magnética foram fotografados os cérebros de 100 voluntários, antes e
depois de um retiro de uma semana para práticas diárias. “Na análise de
uma primeira amostra, observamos que as áreas ligadas à atenção, como o
córtex pré-frontal e o cíngulo anterior, ficaram mais ativadas após o
treinamento”, afirma a bióloga Elisa Kozasa, responsável pela pesquisa.
As regiões cerebrais eram observadas enquanto os voluntários realizavam
testes para medir o quanto estavam atentos. “Houve uma tendência de
maior número de acertos e mais velocidade nas respostas após a
meditação”, explica a pesquisadora Elisa.

O ator paulista Maurício Souza
Lima, 43 anos, sofreu episódios frequentes de síndrome do pânico por
mais de cinco anos. Chegou a tomar antidepressivos e tranquilizantes,
mas não conseguia se livrar do distúrbio. Depois que a taquicardia e os
tremores o atingiram em pleno palco, durante uma apresentação, há dez
meses, ele buscou apoio na meditação transcendental. “Nunca mais tive
uma crise”
científicas de eficácia. Tome-se como exemplo o estudo feito na
Universidade de Brasília pelo psiquiatra Juarez Iório Castellar. Ele
investiga os efeitos do método em 80 pacientes com histórico de câncer
de mama. Castellar pediu às participantes que preenchessem questionários
para medir a qualidade de vida. Por meio da coleta de amostras de
sangue e saliva antes e depois dos exercícios meditativos, ele também
está acompanhando variações hormonais que indicam a situação da doença.
“Um dos dados que já verificamos é que a meditação reduziu os efeitos
colaterais da quimioterapia, como náuseas, vômitos, insônia e
inapetência”, afirma.
seu impacto nas doenças mentais. Novamente, as conclusões são bem
animadoras. Na Universidade de Exeter, na Inglaterra, o pesquisador
Willem Kuyken verificou que o método é uma opção concreta para auxiliar
no controle da depressão a longo prazo. Depois de 15 meses comparando a
evolução de pacientes que meditavam e tomavam remédios com a apresentada
por aqueles que apenas usavam os antidepressivos, o cientista constatou
que crises mais sérias ocorreram em 47% dos meditadores, enquanto entre
os outros o índice foi de 60%. Na Universidade George Washington, nos
Estados Unidos, a técnica provou-se uma aliada no tratamento de crianças
com transtorno de hiperatividade e déficit de atenção. “Houve redução
de 50% dos sintomas após três meses de prática”, disse à ISTOÉ Sarina
Grosswald, coordenadora da pesquisa. Há ainda evidências de benefícios
na luta contra transtornos alimentares como bulimia e dependência de
drogas. “A meditação relaxa os dependentes e os torna mais fortes para
resistir à vontade de consumir drogas”, explicou à ISTOÉ Elias Dakwar,
do Instituto de Psiquiatria do Columbia-Presbyterian Medical Center, em
Nova York, instituição que passou a usar o método recentemente.

Há apenas três meses, o médico
cearense Lúcio Guimarães Xavier, 37 anos, começou a meditar duas vezes
ao dia, durante 20 minutos. Ele já nota uma melhora na sensação de
bem-estar, na capacidade de concentração e na qualidade do sono.
“Costumava ter insônia e hoje durmo muito bem.” Ele também se
surpreendeu com o desaparecimento de um tremor nas mãos, que tinha desde
criança
magnitude nestes tipos de patologias é o fato de a meditação ensinar o
indivíduo a viver o presente, sem antecipar medos e sofrimentos. “E como
o ato de pensar é ‘desligado’, a mente transcende seu estado ocupado e
experimenta um profundo silêncio”, explica Sarina Grosswald. “O corpo,
por sua vez, fica totalmente relaxado.” É este o mecanismo que também
explica parte do seu poder contra a dor. “O método ajuda os pacientes a
perceberem a dor e a deixá-la ir embora, sem se prender a ela”, disse à
ISTOÉ Paula Goolkasian, da Universidade da Carolina do Norte, nos
Estados Unidos. Ela faz parte de uma equipe que estuda intensamente a
relação entre dor e meditação e é autora de alguns artigos científicos a
respeito do tema.
está a redução do stress proporcionada pelo método – e os benefícios
advindos disso. O controle da tensão implica mudanças importantes na
química cerebral, entre elas a diminuição da produção do cortisol.
Liberado em situações de stress, o hormônio tem consequências danosas.
Uma delas é a elevação da pressão arterial. Portanto, quanto menor sua
concentração, mais baixas são as chances de hipertensão. E como a
meditação diminui o stress, acaba reduzindo, indiretamente, a pressão.
Este mecanismo explica por que a técnica contribui para a prevenção de
doenças cardiovasculares, como o infarto e o acidente vascular cerebral,
causadas, entre outras coisas, por uma pressão arterial acima dos
níveis recomendados. Um estudo recente realizado na Universidade de
Wisconsin, nos Estados Unidos, deu uma ideia desse potencial. Durante
nove anos, os cientistas acompanharam 201 homens e mulheres com média de
59 anos de idade. Parte foi orientada a meditar todos os dias e o
restante recebeu recomendação para mudar hábitos. Os meditadores tiveram
47% menos chance de morrer de um problema cardiovascular em comparação
com os outros. Com base nesse resultado, o coordenador da pesquisa,
Robert Schneider, considera que a descoberta equivale ao encontro de uma
nova classe de “remédios” para evitar essas enfermidades. “Nesse caso, a
medicação é derivada dos próprios mecanismos de cura do corpo e de sua
farmácia interna”, disse à ISTOÉ.
mais fortes para resistir ao apelo das drogas
positivo da redução do stress promovida pelo método: o auxílio contra a
Aids.A doença caracteriza-se pelo ataque do vírus HIV aos linfócitos
CD-4 (células que integram o sistema de defesa do corpo). Por causa
disso, o corpo fica mais vulnerável a infecções, podendo sucumbir a
elas. Mas é sabido que outro inimigo dos exércitos de defesa é o stress:
o hormônio cortisol enfraquece seu funcionamento. Por isso, diminuir a
tensão é uma maneira de evitar que isso aconteça. Na Universidade da
Califórnia, nos Estados Unidos, os cientistas testaram a força da
meditação para controlar o stress em pacientes com Aids e constataram
que, também aqui, ela funciona. Eles selecionaram 48 pessoas
soropositivas, divididas em dois grupos: um meditou e o outro, não. Após
oito semanas, os que a praticaram não apresentavam perda de CD-4, ao
contrário dos outros participantes. Isso revela que a meditação reduziu o
stress. Dessa maneira, contribuiu para preservar o sistema imunológico
dos pacientes, ajudando a retardar o avanço do HIV.
pesquisa é a que estuda a relação entre o método e o envelhecimento
precoce. Os pesquisadores começaram a fazer essa associação a partir da
certeza do vínculo entre o stress – ele de novo – e a ocorrência de uma
deterioração celular acentuada. Partindo desse raciocínio, eles querem
saber se a meditação também teria efeito indireto nesse mecanismo, já
que atua sobre o stress. Cientistas da Universidade da Califórnia estão
investigando se a redução do stress causada pela meditação poderia
provocar um efeito benéfico sobre os telômeros – espécie de capa
protetora das extremidades dos cromossomos cujo comprimento está
associado ao grau de envelhecimento celular. Quanto mais comprido, menor
o índice de desgaste. E um dos fatores de desgaste dos telômeros é o
stress. Portanto, quanto menos stress, mais preservadas essas
estruturas.

Diagnosticada com um câncer no
intestino em 2005, a bióloga pernambucana Marta Gomes Rodrigues, 59
anos, teve de se submeter a diversas sessões de quimioterapia. Com a
reincidência da doença pela quarta vez, ela decidiu aliar ao tratamento a
prática da meditação. “Os efeitos colaterais dos medicamentos
diminuíram e as náuseas acabaram”, diz
especificamente, também cresce. O médico José Antônio Esper Curiati, do
Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, por exemplo,
coordena grupos de meditação para idosos “Estou medindo os efeitos da
prática em aspectos como memória, humor e qualidade do sono”, diz. No
Centro de Estudos do Envelhecimento da Universidade Federal de São
Paulo, o médico Fernando Bignardi é outro que acompanha os reflexos em
indivíduos na terceira idade. “O que notamos de mais imediato é uma
mudança na condição emocional”, relata. “Depois há uma melhora no sono,
nas condições metabólicas e, finalmente, alterações clínicas que levam à
melhora de doenças como hipertensão e diabetes.”
Bignardi a desenvolver uma pesquisa mais ampla. A instituição acompanha a
saúde de 1,5 mil idosos para verificar a relação entre estilo de vida,
personalidade, cognição e doenças. A intenção agora é analisar como a
prática meditativa interfere nessa equação – inclusive na incidência de
doenças neurodegenerativas como o mal de Alzheimer. A médica Edith
Horibe, presidente da Academia Brasileira de Medicina
Antienvelhecimento, já indica a meditação para seus pacientes. “Sem
dúvida, ela permite uma vida mais longa e com saúde”, afirma. “E a
técnica não exige mudanças no estilo de vida”, completa Kleber Tani,
diretor da seção carioca da Sociedade Internacional de Meditação.
Retirado de: http://www.istoe.com.br/reportagens/paginar/51821_O+PODER+DA+MEDITACAO+PARTE+1/2
A fundamentação Oriental da Filosofa ocidental – Na Antiguidade ou em tempos mais recentes, muitos filósofos ocidentais contruíram seus sistemas de pensamento baseadis em ideias vidas do Oriente
ocidental
Na Antiguidade ou em tempos mais
recentes, muitos filósofos ocidentais contruíram seus sistemas de
pensamento baseadis em ideias vidas do Oriente
Por Alexey Dodsworth
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Não é nada incomum – ao contrário, é extremamente
corriqueiro – que nos deparemos com o termo "filosofia" sendo
utilizado dentro de um sentido que foge completamente ao
acadêmico. Falamos em "filosofia de vida" como forma de referência
às nossas crenças particulares, às coisas que acreditamos como sendo
certas ou erradas. Dizemos frases tais quais "a minha filosofia de
vida", ou "segundo a filosofia da minha avó" e mal nos apercebemos do
fato de que, mesmo quando dizemos detestar as abstrações da Filosofia,
isso ainda assim é um tipo de pensamento filosófico. Olhando por este
lado, é natural considerar que a maioria dos seres humanos em várias
culturas pensa, reflete, pondera e chama a todos estes procedimentos
de "Filosofia".
Academicamente falando, a coisa é um tanto diferente. Em
primeiro lugar, ninguém se torna filósofo por se formar numa
faculdade, por mais bem reputada que ela seja e por melhores que sejam
as notas no histórico escolar. São raros os indivíduos que construíram
um pensamento criterioso e original e que podem ser reconhecidos
academicamente como sendo "filósofos". Ou seja: quando falamos em
"filosofia de vida", não estamos nos referindo ao pensar
criterioso que constitui o procedimento filosófico. Afinal, nem
sempre a tal "filosofia de vida" deriva de um pensamento criterioso,
podendo ser mera repetição de um hábito mental ou emocional que
nada tem de amor à verdade. Pode ser apenas um condicionamento
que nada tem de reflexivo.
Alexey Dodsworth
é bacharel em Filosofa pela USJT, graduando em
Astronomia pela USP e membro da MENSA
![]() |
| Alexandre, o Grande, no templo de Jerusalém. O rei da Macedônia teria enviado Pirro de Elias, pai do ceticismo, à Índia para que estudasse com os sábios indianos e trouxesse a doutrina destes para o Ocidente |
Deste modo, há o emprego do termo num sentido coloquial e o
emprego do mesmo termo num sentido acadêmico.
Vemos também a palavra "filosofia" ser continuamente utilizada em
outro contexto, em que seria mais válido, stricto sensu,
falarmos em "Teosofia". Há uma substancial diferença entre uma coisa e
outra, muito embora não caiba aqui um juízo de valor que estabeleça a
Filosofia como sendo superior à Teosofia, ou vice-versa. Estabelecer a
diferença não envolve criar uma competição que vise a aferir o que é
melhor ou pior, vale salientar. Ao contrário: estabelecer a diferença é
uma forma de valorizar o que cada saber tem a oferecer.
FILOSOFIA E TEOSOFIA
Aristóteles, em sua Metafísica, afirma que Tales de
Mileto e seus discípulos foram os primeiros filósofos. Isso não
significa que antes de Tales ninguém refletisse ou ponderasse, e não
significa que não houvesse uma literatura rica em mensagens de sabedoria
antes dos gregos. Obras clássicas e muito mais antigas do que a Bíblia,
como os Vedas (livros sagrados da Índia) estão repletas de
mensagens de sabedoria às quais muitos se referem como sendo "Filosofia
oriental". Todavia, há uma imensa diferença entre as verdades reveladas à
nossa disposição oferecidas pela Bíblia, pelos Vedas ou pelo
Alcorão e a obra filosófica que nos foi legada por Platão, Espinosa,
Deleuze ou Kant. No caso dos ditos livros sagrados, o saber disponível
ali foi supostamente revelado por Deus, utilizando agentes humanos como
escribas, constituindo, portanto, obras teosóficas (do grego theos,
"Deus" e sophos, "sabedoria", ou "sabedoria divina").
Totalmente diferente é o legado do pensamento de Kant, ou de David Hume,
do próprio Aristóteles, etc. Nenhum desses homens alega ter recebido
uma visão divina. Seus escritos derivam de suas próprias mentes, das
reflexões que teceram a partir do confronto com o mundo circundante ou
mesmo do confronto com obras filosóficas passadas. A isso chamaríamos de
Filosofia: o pensar criterioso que surge como o resultado de um
trabalho da mente humana. E, por mais criterioso que seja este pensar
humano, ele se submete a contestações. O mesmo não se dá com o saber
proveniente da Teosofia, mesmo que ela seja milenar como a oferecida
pelos Vedas. Relacionar-se com os Vedas exige entrega
total, é um ato de fé em que não cabem questionamentos da mente humana,
considerada por demais falível. Seria preciso – segundo o pensamento
védico – um ato de total confiança e entrega para que Deus se revelasse
e, com ele, toda a Verdade com "V maiúsculo". Note-se que tal condição
não é nada diferente daquela preconizada por Santo Agostinho que, muito
depois dos Vedas, evoca a mesma entrega incondicional às
verdades bíblicas.
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| Krishna com Radha.São três os principais deuses hindus: Vishnu, Shiva e Brahma. Krishna é considerado a oitava encarnação de Vishnu, deus responsável pela manutenção do universo |
Assumindo tal distinção como válida, nota-se a incoerência de
chamar os Vedas de "obra capital da Filosofia hindu".
Referir-se aos Vedas como "Filosofia oriental" seria
diminuí-lo, já que ele se trata de uma suposta revelação divina. E se
considerarmos que tal revelação seja possível, como dizer que se trata
de mera Filosofia algo que foi revelado por Deus em pessoa? Mais
adequado seria se nos referíssemos aos Vedas como um livro
teosófico, por se tratar da sabedoria de Deus.
A Filosofia, ao contrário, pertence ao terreno da mera e bela
humanidade. Para alguns adeptos da crença em Deus, a Filosofia seria
efetivamente algo menor, consistiria no exercício mental de humanos
falíveis em busca da verdade. A Teosofia, em contrapartida,
pretende revelar uma verdade que já foi encontrada. Mas, para
um descrente, obras como os Vedas ou a Bíblia seriam
interessantes apenas a partir de um ponto de vista cultural, não
consistiriam a verdade revelada, mas tão somente uma interpretação
cultural da verdade, verticalmente estabelecida (ou seja, pelos
sacerdotes de uma época).
Ainda no terreno das diferenças entre a Filosofia e a Teosofia,
podemos dizer que Kant é perfeitamente passível de contestação. Não
faltam obras que contradizem Aristóteles. Não é nada difícil demonstrar
que Aristóteles estava VIDAerrado em pelo menos um dos seus pensamentos
ao achar que os planetas eram globos de éter. Mas como contestar a lei
da reencarnação, onipresente em toda obra tradicional da cultura do
Oriente? Se a lei da reencarnação surge como uma verdade revelada, tal
verdade é indemonstrável, não importa quanta retórica utilizemos para
sugerir que é "óbvio e evidente" que nossas almas transmigram de um
corpo para outro. Se Espinosa afirma em sua obra filosófica que "quanto
mais intenso é o amor, mais intenso será o ódio quando o amor acabar",
isso é passível de discussão, confirmação ou mesmo contestação com
exemplos. Espinosa não é Deus, nem pretende sê-lo.
|
"A crença forte só prova a sua força, não a verdade
daquilo em que se crê" NIETZSCHE |
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Mas se assumirmos como verdadeira (e não como metáfora) a
afirmação presente no Vedanta Sutra (obra suplementar dos Vedas)
de que aquilo que vemos como sendo a Lua é apenas o aspecto ilusório de
um planeta habitado por semideuses da cultura indiana, cuja verdadeira
visão está obliterada aos olhos mortais, não há como discutir tal coisa.
Podemos apontar todos os telescópios da Terra para a Lua e
fotografarmos um deserto árido, e ainda assim nos depararemos com o
argumento do seguidor do Vedanta que nos dirá: o deserto é uma
ilusão. A Lua é um planeta habitado. A crença numa verdade revelada é
superior a toda e qualquer evidência. Entretanto, quem considerar isso
como uma tolice supersticiosa há de lembrar que o Ocidente também produz
suas (muitas) verdades reveladas: a maioria de nós crê piamente que um
determinado homem nasceu de uma mulher que não fez sexo, sendo ele
também capaz de metamorfosear a água em vinho, andar sobre as águas e
ressuscitar os mortos. Nenhuma dessas capacidades é demonstrável e,
assim, que diferença faz se uma cultura crê que existam deuses habitando
a Lua ou um deus que tenha caminhado entre nós?
|
"Um grão de Filosofia dispõe ao ateísmo; muita Filosofia
reconduz à religião" PLATÃO |
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![]() |
| Alcorão, livro sagrado do islamismo. O saber contido nos livros religiosos é supostamente uma revelação divina, ao contrário do saber filosófico, produto do raciocínio humano |
O fato é que, a despeito de alguns gostarem disso e outros nem
tanto, o pensamento mítico jamais nos abandonou nem no Oriente, nem no
"científico" Ocidente. Alguns filósofos, em especial, deram grande
atenção e valor ao pensamento mítico, considerado não como "inferior" ao
racional pensamento filosófico, mas como outra forma de pensar.
Destaquemos dois desses filósofos: Nietzsche e Schopenhauer. Este foi
especialmente dedicado a uma abordagem filosófica do que surge como
verdade revelada no pensamento indiano. Em verdade, podemos afirmar que
Schopenhauer foi o primeiro filósofo ocidental a revelar abertura em
relação às ideias da espiritualidade oriental, com espetacular atenção
dada ao Budismo e ao Hinduísmo. E tal abertura foi, muito provavelmente,
uma das razões para a falta de valorização em relação à sua obra, já
que o meio acadêmico ocidental sempre demonstrou certo preconceito em
relação aos conhecimentos do Oriente. De fato, Schopenhauer foi
ostracizado em vida por conta de suas afinidades orientalistas.
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| Telescópio espacial Hubble. Verdades reveladas fogem a qualquer contestação lógica. A Ciência, com telescópios que investigam o céu e obtêm evidências, nada vale diante da crença. |
Sustentando a tese fenomenista, Schopenhauer argumenta que toda a
realidade em torno de nós não passa de representação mental, contudo,
tão convincente que cremos nela com toda força. Os Vedas – obra
que era do profundo conhecimento de Schopenhauer – dizem exatamente a
mesma coisa: o que chamamos de realidade nada mais é do que uma ilusão
da mente. Schopenhauer pergunta: "(…) existe um critério seguro para
distinguir sonho e realidade?". A esta questão, o próprio filósofo dá
sua resposta, alegando que de nada adianta aferirmos à realidade um grau
maior de vivacidade do que ao sonho, posto que quando sonhamos tudo
aquilo é extremamente real. Deste modo, para Schopenhauer seria
totalmente impossível afirmar com certeza que a realidade é tão real
quanto se diz. O verdadeiro aspecto das coisas estaria além do alcance
de nossa mente limitada. Em sua obra mais famosa, intitulada O mundo
como vontade e representação, Schopenhauer denuncia: espaço, tempo
e os princípios da causa e efeito condicionam todo conhecimento e,
deste modo, jamais nenhum filósofo conhecerá a Verdade, mas tão somente
aspectos e representações desta.
RELEITURA DOS VEDAS
A tese de Schopenhauer se trata de uma releitura da tese
fundamental dos Vedas: tudo o que sabemos sobre o mundo e o
universo é apenas ilusão, fantasia. Todo e qualquer conhecimento é uma
construção mental que justifica a si mesma e, deste modo, até a Ciência
positivista seria apenas um sistema de crenças que só é mais persuasivo
por ser o sistema dominante e vencedor. Muitos anos depois, o filósofo
das Ciências Paul Feyerabend fez a mesma denúncia em sua obra capital Contra
o método, ao afirmar que a Ciência é apenas uma interpretação
válida da realidade, e não a interpretação única. Todas as nossas mais
profundas convicções seriam sempre subjetivas e qualquer desejo de
objetividade seria pura pretensão autoilusória, até mesmo no campo
científico, ainda que tudo nos pareça muitíssimo real.
![]() |
Vedas é o nome que recebem os quatro textos escritos em sânscrito que formam a base do extenso sistema de escrituras sagradas do hinduísmo. Contêm, por exemplo, hinos, orações, mágicas e rituais. Como mais antiga literatura de qualquer língua indo-europeia, é importante no estudo dessa linguística e da história antiga indiana. |
Saber disso nos ajuda a viver? Algumas pessoas, a partir de tais
reflexões, podem afundar no mais crônico niilismo, tornando-se
indiferentes à vida, uma vez que ela não passaria de ilusão. Muitas
outras mergulham em profunda religiosidade, partindo do pressuposto de
que se a Filosofia não passa de uma criadora de representações
ilusórias, os livros tradicionais das religiões antigas (a Teosofia)
contêm a verdade revelada que só pode ser alcançada a partir do caminho
devocional – a fé em sua acepção mais pura. E para tantas outras, ainda
que tudo seja ilusório, devemos viver a partir dos limites legítimos de
nossa compreensão, e um "salto de fé" não garante absolutamente nada,
podendo ser tão ilusório quanto qualquer coisa. E, assim sendo, ainda
que a Ciência seja limitada, ela pelo menos é algo que temos como
"nosso". Cada um de nós se identificará com uma trilha mais do que
outra, e talvez até mesmo com outras não aventadas neste parágrafo.
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Schopenhauer
(1788-1860), filósofo alemão, encontrou afinidades com a espiritualidade oriental, promovendo ideias presentes nas Vedas, textos sagrados do hinduísmo |
A INFLUÊNCIA ORIENTAL
Schopenhauer foi o primeiro filósofo ocidental a admitir
abertamente ter bebido da fonte da sabedoria oriental. Mas terá sido um
caso único? Ao que tudo indica, não.
Embora o conjunto das mais famosas correntes orientais do
pensamento tenda realmente para as verdades reveladas próprias da
Teosofia, diversos estudiosos defendem que a Filosofia grega bebeu
diretamente da fonte do pensamento oriental. Esta ideia ganhou
intensidade no século XIX, e dois dos principais entusiastas da suposta
interação entre estas duas culturas foram Karl Wilhelm Friedrich von
Schlegel (1772-1829) e Georg Friedrich Creuzer (1771-1858). Ambos
identificaram tamanho número de coincidências entre as sabedorias
oriental e ocidental que não havia como deixar de pensar numa provável
influência principalmente de chineses e indianos em alguns dos mais
famosos filósofos da história – o próprio Platão estaria entre os
"influenciados".
É preciso, neste ponto, que assumamos uma postura crítica e
prudente. O excesso de empolgação e de simpatia pela cultura oriental
faz muitas pessoas verem ligações que não existem, forçando
interligações onde simplesmente não há. Em contrapartida, uma postura
preconceituosa e xenofóbica em relação às culturas orientais, tidas
erroneamente como "supersticiosas" também não conduz a um melhor
entendimento dos fatos. Ambas as posturas, por serem extremas, se
equivocam. Os gregos não foram simples copistas da sabedoria oriental,
mas também não há como negar completamente a influência direta da Índia,
por exemplo, sobre algumas correntes filosóficas ocidentais.
Tomemos o caso do ceticismo pirrônico como exemplo ilustrativo. A
influência direta de pensadores indianos sobre Pirro de Elis, pai do
ceticismo, é amplamente documentada, trata-se de fato notório. Pirro não
inventou nada de novo. Ele, na verdade, transportou para o Ocidente um
sistema filosófico que estudou por dez anos quando morou na Índia, a
pedido do próprio Alexandre Magno. Este fato histórico tende a soar
chocante para aqueles que, por puro desconhecimento da história da
Índia, pensam naquele país como sendo um lugar atrasado e supersticioso.
Imaginar que justo o ceticismo nasceu na Índia pode parecer obra de
ficção – mas não é. Para melhor compreendermos como isso se deu, é
importante explicar alguns pontos fundamentais da cultura indiana, assim
como aspectos da sua história.
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CONCEITOS Um dos conceitos mais apregoados no ceticismo De acordo com Timon, discípulo de Pirro, a epoché |

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Lázaro sai de
sua tumba, por Juan de Flandes.Milagres bíblicos são exemplos de verdades reveladas. Elas estão ligadas a crenças e não carecem de demonstração de possibilidade |
Mesmo na época de Pirro, a população indiana se dividia em cinco
grupos: os brâmanes, pertencentes a uma classe elevada, tidos
como os sábios; os kchatryas, ou guerreiros; os vaisyas,
comerciantes; os sudras, ou servos; e havia também os dalits,
o grupo dos intocáveis, impuros ou párias, na verdade nascidos sem
casta alguma e a quem se reservavam os trabalhos ditos "imundos", como
coletar lixo e cuidar de cadáveres. Ainda hoje existem dalits
na Índia, alguns inclusive vêm ao Brasil tentar vida nova e encontram
grande dificuldade de adaptação, por não estarem acostumados a serem
tratados como iguais por outros seres humanos.
Mas eis que alguns brâmanes se rebelaram contra este
sistema de castas – fato deveras interessante, uma vez que num dos raros
momentos da história da humanidade quem se rebela não são os
inferiores, e sim os pertencentes a uma classe tida como "superior",
rejeitando este tipo de divisão entre as pessoas. Rompendo com este
paradigma sociológico, alguns dos venerados sábios hindus abdicaram de
todo o luxo e adoração que recebiam para vagar pela Índia como ascetas,
vivendo como mendigos e meditando totalmente nus ao relento, sob frio e
calor intensos. Ao conhecê-los, Alexandre Magno chamou-os de
gimnosofistas, termo que em grego significa "sábios do corpo".
Discordando totalmente da ideia de predestinação e de que os homens
nasceram para viver em castas preestabelecidas, os gimnosofistas também
consideravam os deuses hindus como oriundos da imaginação humana, e não
como entes reais.
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| Brahma, uma das principais divindades do hinduísmo. Seus quatro filhos teriam originado as quatro castas sociais indianas |
Entre os gimnosofistas, merece especial destaque aquele que se
tornou o mais famoso de todos: Siddhartha Gautama, mais conhecido como
"Buda", no século VI a.C.. Gautama era um príncipe, filho do rei
Suddhodana. Ao vislumbrar a miséria que havia fora do palácio, por volta
dos 29 anos de idade, Gautama abdicou da vida principesca e se uniu aos
gimnosofistas, a fim de buscar a sabedoria. Durante seis anos, Gautama
viveu como um gimnosofista: seminu, jejuando e meditando, aplicando ao
máximo a extrema disciplina que caracterizava este grupo de ex-brâmanes.
Certo dia, porém, Gautama disse ter encontrado a iluminação ao meditar
debaixo de uma figueira e passou a ser chamado de "Buda" (do sânscrito
"o iluminado"). Tornando-se um poderoso e influente guia espiritual,
Gautama abandonou os gimnosofistas e em torno dele foi criada uma das
mais tradicionais religiões do mundo. Note-se que, ao dizer ter
descoberto a verdade, Gautama rompeu não apenas fisicamente com os
gimnosofistas, mas também se desligou da proposta do grupo. A ideia de
uma verdade universal estava totalmente em desacordo com a linha de
pensamento dos ex-brâmanes, céticos que eram. Em verdade, não havia um
grupo homogêneo que pudéssemos chamar de "gimnosofistas". O que havia
era uma série de tribos específicas que possuíam traços similares – eram
ex-brâmanes, não veneravam deuses, etc. Entre esses grupos, alguns se
destacam como sendo muitíssimo similares às correntes filosóficas gregas
que surgiram depois: os purana kashyapa, por exemplo,
defendiam que a matéria era composta por partículas muito pequenas e
sustentavam a existência do vácuo, muito antes de Demócrito. Os lokayata
eram assumidamente ateus, e negavam veementemente a existência de
deuses. E os amaravikhepika são justamente a fonte de onde
muito provavelmente Pirro bebeu para criar seu famoso ceticismo. Para os
amaravikhepika, não é possível afirmar nem negar absolutamente
nada, pois a verdade não pode ser conhecida, nem mesmo pelo uso dos
nossos sentidos, que são enganadores. Por sermos escravos de nossas
crenças, o ato de duvidar seria libertador. A dúvida contínua e
sistemática seria a única forma honesta de vivermos. Imperturbáveis, os amaravikhepika
estavam tão convencidos de que a realidade era uma ilusão que não se
rendiam à dor, ao frio ou ao calor, tampouco à fome ou à sede. Os
faquires até hoje se valem de técnicas e de uma disciplina que vêm desta
herança metodológico-meditativa criada pelos gimnosofistas.
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"Há muitas razões para duvidar e uma só para crer" CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE |

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Um faquir em
Benares, foto de Herbert Ponting (1907). Gimnosofistas, sábios hindus que se rebelaram contra as castas, formaram grupos, entre eles, os amaravikhepika, que consideravam a realidade uma ilusão – foi de onde Pirro provavelmente tirou subsídios para criar o ceticismo. Eles não se abalavam com dor, frio ou fome e suas técnicas são utilizadas até hoje pelos faquires |
A documentação histórica da influência oriental na construção do
ceticismo pirrônico é feita por Diógenes Laércio, ao reportar que Pirro
de Elis estudou por dez anos com os sábios indianos enquanto viajava
pela Índia com Alexandre Magno. Ao retornar à Grécia, Pirro passou a ter
um estilo de vida condizente com o de seus mestres gimnosofistas, e era
tido como tão sábio e disciplinado que conquistou o amor dos
atenienses, assim como deles recebeu uma oferta de cidadania. Note-se
que, em profunda afinidade com os hábitos dos gimnosofistas, Pirro nada
escreveu – a palavra escrita era considerada apenas uma forma de criar
novos livros carregados de "pretensão da verdade". Deste modo, a
doutrina cético-pirrônica é conhecida pelos escritos de um pupilo de
Pirro, chamado "Timon, o silógrafo".
Esses sábios indianos tinham comportamento iconoclástico e não se
impressionavam com autoridade alguma. Conta-se que Alexandre Magno,
impressionado com a sabedoria desses gimnosofistas, lhes propôs uma vida
cheia de regalias na Grécia. Totalmente desinteressados, os
gimnosofistas chegaram a ser ameaçados por Alexandre, e demonstraram
absoluto desprezo diante da possibilidade da morte, chegando a escrever
como resposta: "(…) tu, chamado Alexandre, podes remover nossos corpos
de um lugar para outro, mas não podes forçar nossas mentes a fazer o
que não estão dispostas a fazer, não mais do que podes tu fazer falar às
pedras e às árvores. Um grande incêndio causa dor ardente em corpos
vivos e os destrói; nós, porém, estamos acima disso, pois somos
queimados vivos e não ligamos. Nenhum rei ou príncipe pode nos
chantagear a fazer o que não nos determinamos a fazer. Tampouco somos
como os filósofos da Grécia, que estudaram palavras em vez de atitudes, a
fim de angariarem para si nome e reputação. (…) Gozamos de uma
bem-aventurada liberdade na virtude." Restou a Alexandre, enfim,
concordar com a utilização de Pirro de Elis como aprendiz dos
gimnosofistas como forma de transportar a doutrina desses homens para o
Ocidente. Terá sido este um caso único? Muitos pesquisadores apostam
numa influência oriental sobre Sócrates e Platão, mas nada foi tão bem
documentado e descrito como o caso do ceticismo de Pirro de Elis. O
resto é apenas especulação. E embora muito se especule -
fantasiosamente, em grande parte das vezes – para a maioria dos
estudiosos da cultura oriental é fato incontestável que a Filosofia deve
muito de seu saber às fontes misteriosas, míticas e notáveis do Oriente
antigo.
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| O sonho de Elijahs, de Philippe De Champaigne. Schopenhauer, assim como os Vedas (textos sagrados do hinduísmo), afirma que a realidade é uma ilusão, uma representação criada pela mente. A realidade não teria maior vivacidade do que o sonho |
Para Radha Vitória, que escolheu o caminho da fé e da
devoção, com gratidão pelos conhecimentos generosamente partilhados e
contidos neste artigo.
Retirado de http://portalcienciaevida.uol.com.br/ESFI/Edicoes/39/artigo152430-1.asp
Festival indiano dedicado a adoração de Shiva!
When is Shivaratri?
February 12, Friday
Auspicious
festival of Mahashivaratri falls on the 13th or the 14th night of the
new moon during Krishna Paksha in the Hindu month of Phalgun.
The Sanskrit term, Krishna Paksha means the period of waning moon or the
dark fortnight and Phalguna corresponds to the month of February – March
in English Calendar. Shivaratri Festival is celebrated on a moonless
night.
According to Hindu mythology, Shivaratri or ‘Shiva’s Great Night’
symbolizes the wedding day of Lord Shiva and Parvati. Many however,
believe, Shivaratri is the night when Lord Shiva performed the Tandava
Nritya - the dance of primordial creation, preservation and
destruction. Celebrating the festival in a customary manner, devotees
give a ritual bath to the Lingam with the panchagavya - milk,
sour milk, urine, butter and dung. Celebrations of Shivaratri Festival
mainly take place at night. Devotees of Lord Shiva throng Shiva temples
across the country and spend ‘the Night of Lord Shiva’ by
chanting verses and hymns in praise of the Lord. The festival holds
special meaning for the ladies. They pray to Goddess Parvati also called
‘Gaura’, the giver of ‘suhag’ for good husbands, marital bliss and a
long and prosperous married life.
retirado de http://www.mahashivratri.org/when-is-shivaratri.html
Praticar yoga reduz inflamações e melhor a saúde do coração
Yoga Reduces Inflammation and Improves Heart Health
Monday, February 01, 2010 by: Steve G. Jones, M.Ed., citizen journalist
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(NaturalNews) Many people choose to practice yoga for the relaxation
and flexibility benefits it brings. Yoga is a low impact form of
exercise that strengthens muscles, increases balance, improves
flexibility, and reduces stress with various poses and breathing
exercises. Recent studies show that there are actual physical benefits
of incorporating yoga into one’s life. People who regularly practice
yoga reduce compounds in the blood that contribute to inflammation.
Yoga has also been shown to increase heart rate variability (HRV) which
is a sign of good heart health.
Yoga is an ancient practice that
combines physical poses and breathing exercises. The physical, mental,
and spiritual benefits of yoga are numerous. Yoga improves circulation
and respiration and can increase metabolism and energy. The mental
benefits of yoga include relief from stress, anxiety reduction, and
increased self-confidence. Many people practice yoga for the spiritual
benefits and the connection it brings to the mind, body, and spirit.
A
recent study conducted at Ohio State University included 50 female
participants. Half of the women were yoga novices who had practiced
yoga for fewer than 12 sessions and the other women were considered
experts who had practiced yoga twice a week for 2 years. Blood samples
were drawn at various times during the study when the women were asked
to perform yoga and light treadmill walking and during a stress test.
The
blood samples showed that women who did not regularly practice yoga had
41% higher levels of pro-inflammatory cytokine IL-6. This is a
substance that increases inflammation in the body. Inflammation plays a
major role in age-related diseases including heart disease and
diabetes. This study shows that practicing yoga can help people fight
illnesses as they age by reducing their levels of cytokine IL-6.
Another
study shows that yoga increases heart rate variability. A high HRV is a
sign of a healthy heart. The study assessed 42 men who were yoga
novices and 42 men who were yoga experts. Those who regularly practiced
yoga showed strengthening of parasympathetic control or control of
heart rate indicating a healthier heart.
These studies show that
there are numerous health benefits of practicing yoga on a regular
basis. Yoga reduces the levels of cytokine IL-6, thus reducing
inflammation in the body. Regular yoga sessions also increase heart
rate variability which promotes heart health. By incorporating yoga
into one’s life just 2 times a week, people can realize many physical,
mental, and spiritual benefits.
Sources
Inderscience
Publishers (2009, November 25). Yoga boosts heart health, new research
finds. ScienceDaily. Retrieved January 22, 2010, from http://www.sciencedaily.com /releases/2009/11/091109121216.htm
Ohio
State University (2010, January 14). Yoga reduces cytokine levels known
to promote inflammation, study shows. ScienceDaily. Retrieved January
22, 2010, from http://www.sciencedaily.com /releases/2010/01/100111122643.htm
Roberts, S. The benefits of yoga. Retrieved January 22, 2010, from http://www.yogamovement.com/resourc…
retirado de http://www.naturalnews.com/028063_yoga_inflammation.html
Meditação reduz mortes causadas por doenças do coração!
Meditation Reduces Heart Disease Deaths
(NaturalNews) The Medical College of Wisconsin in conjunction with
Maharishi University in Iowa funded a study about the effects of
transcendental meditation on health. Researchers discovered that over
the course of nine years, the group assigned to meditate saw a 47
percent reduction in strokes, heart attacks and deaths.
Two
groups of African-Americans were assigned either to meditate or to make
certain lifestyle changes. The group told to meditate was instructed to
do so twice a day for 20 minutes. The other group was given instruction
on traditional methods to reduce the risk of heart disease. After nine years, 20 incidences of stroke, heart attack, or death occurred in the meditation group while 31 incidences occurred in the health education group.
Dr.
Robert Schneider, lead author of the study and the director of the
Centre for Natural Medicine and Prevention at Maharishi University,
stated that the meditation group experienced an overall reduction in
blood pressure as well as a significant reduction in psychological
stress. Supporters of transcendental meditation claim that the study proves the long-term positive effects of the practice on those who participate in it.
Researchers noted, however, that among those in the health education group, very few followed the instructions and made any sort of significant changes in their lifestyles. Such lifestyle changes
may have proven more effective if group participants would have
followed the instructions in the same way as those in the meditation
group did. For this reason, the study does not accurately capture the
positive benefits of lifestyle changes apart from meditation.
Because
transcendental meditation involves spiritual practices that conflict
with the beliefs of various other faiths, some may wish to pursue other
avenues of achieving better health and preventing the onset of heart disease without violating their convictions.
CoQ10, omega-3 essential fatty acids (EFAs), vitamin C, B vitamins,
and vitamin D are a few of the many vitamins and nutrients that work to
maintain heart health. Blueberries are an excellent source of
pterostilebene, a compound identified by the U.S Department of
Agriculture (USDA) to help prevent heart disease and type-2 diabetes.
Resveratrol, another powerful antioxidant found in the skins of both grapes and blueberries
has received a lot of attention recently for its powerful effects in
bolstering cardiovascular health. A Harvard Medical School study showed
that high doses of resveratrol given to obese mice allowed them to live long, healthy lives despite eating diets high in fat.
Sources for this story include: http://news.bbc.co.uk/2/hi/health/8… http://www.healthylivingnyc.com/art…
retirado de http://www.naturalnews.com/027798_meditation_heart_disease.html
Meditação utilizada como tratamento de incontinência urinária
Meditation Treats Bladder Control, Incontinence without Drugs
Friday, May 08, 2009 by: S. L. Baker, features writer
Key concepts: Incontinence, Bladder control and Meditation
The research findings, just published in the latest issue of the Journal of Urology conclude cognitive therapy which incorporates meditation-based deep breathing, relaxation and visualization is an effective management strategy for the strong and uncontrollable need to urinate frequently dubbed “urge incontinence”. That’s especially good news for women, who experience this kind of incontinence more often than men.
"The mind-body connection has proven to be particularly valuable for women suffering from incontinence,” said study investigator Aaron Michelfelder, MD, vice chair of Loyola’s division of family medicine and department of family medicine associate professor, in a statement to the media. "Cognitive therapy is effective with these women, because they are motivated to make a change and regain control over their body."
The research team studied 10 patients with an average age of 62. All had been diagnosed with overactive bladder (OAB), the sudden and unstoppable need to urinate. The research subjects listened to an audio recording with a series of relaxation and visualization exercises at home twice each day for two weeks. By tracking the number of times they accidentally passed urine daily before and after participating in the meditation-based therapy, the majority of research subjects were able to clearly see a dramatic improvement in symptoms. In fact, the number of weekly incontinence episodes decreased from almost 40 to 12.
This effective and natural treatment could be literally life-changing for many people with bladder control problems. The FDA’s Office of Women’s Health points out incontinence is far more than simply an inconvenience. It can cause rashes, skin infections and sores, difficulty sleeping, depression, low self-esteem and reduced social and sexual activity.
“Before entering this clinical trial, I saturated seven to eight pads a day and was afraid to leave home as a result,” research participant Anna Raisor, 53, revealed in the media statement. “Today, I am 98 percent free of leakage. The therapy has allowed me to successfully recognize the link between my brain and bladder to manage my incontinence and remain virtually accident-free."
Causes of incontinence include infections and tumors. But the most common cause is weakening of the pelvic floor muscles in women. "Nearly one in four women suffers from a pelvic floor disorder, which includes incontinence," Loyola study investigator Mary Pat FitzGerald, MD, urogynecologist, said in the media statement. "Cognitive therapy may play a vital role in a comprehensive approach to treating this disorder."
What’s more, another natural therapy – Kegel exercises that involve tightening and holding pelvic muscles, relaxing , and repeating the process several times a day – have been shown repeatedly to help women with incontinence. For example, a study published in the medical journal European Urology concluded “incontinence of both stress type and with an urge component can be alleviated in most of the women with PFE (pelvic floor exercises).
Currently, women with bladder control problems are often prescribed medications. Although heavily advertised and promoted, many of these drugs have shown little efficacy but they’ve produced a long list of potentially dangerous side effects. For example, Ditropan ( sold as the generic oxybutynin) has been associated with severe memory impairment, difficulty swallowing, retention of urine, blurred vision, constipation, drowsiness and confusion . The newer incontinence drug Enablex (darifenacin), in a class of medications called anticholinergics, can cause dry mouth, constipation, indigestion, blurred vision, decreased sweating leading to severe heat prostration, and abdominal pain.
For more information:
http://www.loyolamedicine.org/News/…
http://findarticles.com/p/articles/…
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/…
Praticar Yoga ajuda na recuperação do estresse pós traumático
Utilize Yoga to Help Heal Posttraumatic Stress Disorder
Tuesday, May 05, 2009 by: Sheryl Walters, citizen journalist
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Practitioners of Yoga claim that it aids them in feeling grounded and in the present, gaining awareness of their bodies and the strength of their bodies, feeling calmer, and being in control of their thoughts. Bessel van der Kolk, a psychiatry professor at Boston University School of Medicine was involved in a recent study published in the Annals of the New York Academy of Sciences. This study showed that Yoga can aid in
PTSD recovery. In this study a group of female patients suffering from PTSD were taught Hatha Yoga in eight sessions while another group of female patients underwent eight sessions of group therapy. Those who finished the Yoga training showed a substantial improvement in symptoms such as "the frequency of intrusive thoughts and the severity of jangled nerves" in comparison to those who underwent group therapy. Van der Kolk had the following to say about the relationship which Yoga can play on aiding PTSD suffers, "The memory of the trauma is imprinted on the human organism. I don’t think you can overcome it unless you learn to have a friendly relationship with your body."One of the benefits of Yoga practice is that it can aid in toning down maladaptive nervous system arousal which helps in reducing perceived stress. Because of this effect Yoga could be helpful especially in patients suffering from PTSD. One randomized study followed a group of disabled Australian Vietnam
veterans who were diagnosed with severe PTSD. A group of patients underwent a five day course which taught them "breathing techniques, yoga asanas, education about stress reduction, and guided meditation" and a control group received no education. By six weeks into the study the group that had received the education on yoga had decreased from moderate to severe PTSD scores to mild to moderate PTSD scores while the control group scores remained the same. Recently the United States Army has committed to spend $4 million dollars in research to find ways to aid veterans suffering from PTSD. This research will including looking into such things as "spiritual ministry, transcendental meditation, [and] Yoga" and "bioenergies such as Qi gong, Reiki, [and] distant healing."Yoga appears to be a natural and safe way for people suffering from PTSD and other stress and anxiety related disorders to help reduce symptoms allowing them to live more normal lives.
(1)
http://www.yogajournal.com/health/2532(2) https://www.health.harvard.edu/newsletters/…
(3) http://www.veteranstoday.com/module…
About the author
Sheryl is a kinesiologist, nutritionist and holistic practitioner.
Her website www.younglivingguide.com provides the latest research on preventing disease, looking naturally gorgeous, and feeling emotionally and physically fabulous.
And her latest website www.raiselibido.com offers a vast quantity of information on how to increase sex drive and enjoy a vibrant sex life.
retirado de http://www.naturalnews.com/026201.html
Yoga trás benefícios para mulheres com câncer de mama
Yoga Benefits Women with Breast Cancer
Friday, February 27, 2009 by: Sherry Baker, Health Sciences Editor
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Wake Forest University School of Medicine scientists conducted a randomized study of 44 women, all with breast cancer; 34% were actively undergoing cancer treatment such as chemotherapy while the rest of the majority had already completed therapy. Half took a ten week program of 75 minute Restorative Yoga (RY) classes and half were in the waitlist control group. RY is a gentle type of yoga similar to other forms of yoga classes that gently moves the spine in all directions. Blankets, cushions, bolsters, and any other needed props provide support that results in deep relaxation with minimal physical exertion, allowing people at virtually any level of health to practice yoga more easily.
The women in both groups completed a questionnaire to assess the quality of their lives at the beginning and end of the ten week program. According to the Wake Forest research team, the results showed that the women who had been given the RY classes experienced significantly more benefits than the control group (who were later all invited to participate in identical RY classes).
Specifically, the yoga group was found to have improvements in mental health including depression, positive emotions, and spirituality (defined as feeling calm and peaceful) compared to the control group. In fact, the scientists found that women who started the yoga classes with higher negative emotions and lower emotional well-being experienced the most benefits from the gentle yoga exercises compared to the control group. In addition, while women in the control group did not report a change in their fatigue levels, the women taking yoga classes demonstrated a significant improvement in fatigue symptoms.
"Evidence from systematic reviews of randomized trials is quite strong that mind-body therapies improve mood, quality of life, and treatment-related symptoms in people with cancer. Yoga is one mind-body therapy that is widely available and involves relatively reasonable costs," Suzanne Danhauer, Ph.D., who headed the Wake Forest University School of Medicine research team, said in a statement to the media. "Given the high levels of stress and distress that many women with breast cancer experience, the opportunity to experience feeling more peaceful and calm in the midst of breast cancer is a significant benefit."
About the author
Sherry Baker is a widely published writer whose work has appeared in Newsweek, Health, the Atlanta Journal and Constitution, Yoga Journal, Optometry, Atlanta, Arthritis Today, Natural Healing Newsletter, OMNI, UCLA’s "Healthy Years" newsletter, Mount Sinai School of Medicine’s "Focus on Health Aging" newsletter, the Cleveland Clinic’s "Men’s Health Advisor" newsletter and many others.
Explorando diversos benefícios físicos e mentais proporcionados pelo Yoga
Explore the Many Physical and Mental Benefits of Yoga
Sunday, February 08, 2009 by: Jo Hartley, citizen journalist
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Some of the physical benefits include:
-Improved flexibility
-Improved joint mobility
-Muscle building, toning, and strengthening
-Posture correction
-Spine strengthening
-Lessening back pain
-Improving muscular-skeletal conditions
-Increasing strength and stamina
-Improving balance
-Stimulating the endocrine system
-Improving digestion and elimination
-Increasing circulation
-Improving heart conditions
-Improving breathing disorders
-Boosting the immune system
-Decreasing cholesterol and glucose levels
-Facilitating weight loss
Some mental benefits include:
-Increasing body awareness
-Relieving stress
-Relaxing the body by relieving muscle strain
-Sharpening concentration
-Freeing the spirit
Recent studies have shown that yoga can also be instrumental in relieving symptoms connected to:
-Arthritis
-Arteriosclerosis
-Chronic fatigue
-Diabetes
-AIDS
-Asthma
-Obesity
-Accelerated aging
Yoga has been touted as a nearly perfect fitness routine that is effective for almost anyone of any age and fitness level. Even children can benefit from learning yoga. If children learn yoga while they are young it will enable them to retain their natural flexibility as they age. Older people can greatly benefit from yoga exercises because it can enable them to increase their mobility and it may also help alleviate symptoms associated with arthritis and poor circulation.
Yoga helps develop balance and coordination. It is an invigorating activity that stretches and tones muscles and joints and directs blood and oxygen to internal organs, glands, and nerves. Learning yoga develops self-discipline and will improve concentration and memory. Yoga is different from conventional forms of exercise because the focus is on quality of movement instead of quantity.
Consistent yoga will quiet the mind, refresh the body and enable overall peace and happiness.
Yoga involves motion without incurring strain or imbalances within the body. When yoga is done correctly there are no negative effects whatsoever and it can be quite demanding and strenuous. It is not an aerobic exercise but it involves almost every muscle and challenges the body very effectively.
Limbs act as free weights and resistance is created by moving the body’s center of gravity. This strength building activity creates endurance when the yoga poses are able to be held for longer periods of time as one progresses in skill and strength.
Yoga is also a good exercise choice during pregnancy. Yoga is beneficial for both the expectant mother and the unborn baby. Yoga can help with common pregnancy discomforts like backaches and yoga has also been shown to make labor shorter and easier.
Yoga is a good addition to other sports activities because most sports are contingent upon muscle strength and stamina. Yoga is effective for helping one’s body and mind to function better together. A flexible body will be less prone to being injured. Yoga postures are the different positions that are held while coordinating breathing with stretching and strengthening. Practicing yoga will complement and enhance other activities such as running, bicycling, and strength training in particular because the postures involved in yoga work all of the major muscle groups. Not only does yoga improve all of the major and minor muscle groups, but it also helps to send oxygen to all of the cells in the body because of the conscious deep breathing and sustained stretching and contraction of the various muscle groups.
With a little time and effort, the positive effects of yoga will not only improve one’s health, but also every area of one’s life will become evident and abundant. Yoga works by making one feel good, strong, and peaceful.
About the author
Wife, Mother of 8, and Grandmother of 2
Jo is a 41 year old home educator who has always gravitated toward a natural approach to life. She enjoys learning as much as possible about just about anything!
http://loftymatters.com – Current Events
http://winemaiden.com – Simply Abundant Living
Vive estressado(a)? Pratique Yoga! Respiração ajuda a acalmar o sistema nervoso e tranqüilizar a mente estressada
Respiração ajuda a acalmar o sistema nervoso e tranqüilizar a mente estressada
LIDAR COM O ESTRESSE
A resposta é a ioga "Ioga é serenidade." Bhagavad Gita (400-300 A.C.), índia.
Um espaço sagrado Crie seu próprio espaço pessoal para a meditação e a prática dos ássanas. Faça dele um lugar onde você possa se "desligar". De preferência perto de uma janela, para refletir sobre a natureza.
Faça um altar Coloque uma vela, flores ou uma imagem inspiradora sobre uma mesa baixa em seu espaço sagrado.
Símbolo de meditação Escolha um símbolo espiritual para meditar. Uma borboleta, por exemplo, indica a capacidade da alma de transcender dificuldades, ou a luz de uma vela pode representar a energia positiva.
O corvo da monção Swami Satyananda Saraswati enfatiza a importância dos símbolos de meditação através da história de um corvo que dormia em uma árvore durante uma tempestade de monção. Durante a noite, a árvore é arrancada do chão e levada pelo rio até o mar. Ao acordar sobre um galho que flutuava, o corvo não vê terra. Ele voa para os quatro pontos cadeais, e não encontra terra. O corvo percebe que precisa descansar e voltar para seu galho. Recuperado, ele sai à procura de terra novamente, mas desta vez volta para o galho entre os vôos. Aquele se torna seu lugar de descanso e ponto de referência até encontrar terra. Na meditação – e no estresse – um símbolo proporciona um refúgio semelhante de referência enquanto você explora a mente.
Mantra tranqüilo Quando se sentir esgotado, sente-se com a coluna reta e entoe o bija mantra SOM (pronuncia-se "soum") para acalmar o sistema nervoso.
Calmante iogue "Hoje, mais do que em qualquer outro momento da história da humanidade, as pessoas do Ocidente estão enfrentando estresses e tensões que estão além do seu controle. [] A ioga, mais antiga ciência da vida, pode ensiná-lo a controlar o estresse – não apenas no nível físico, mas também mental e espiritualmente." Swami Vishnu Devananda (1927-93), Índia.
Conheça seu sistema nervoso Quando você está calmo, seu sistema nervoso parassimpático está sob controle, e os sistemas do corpo, como respiração, digestão e eliminação, trabalham tranqüilamente. Sob estresse, seu sistema nervoso parassimpático assume o comando e a resposta "lute ou fuja" se impõe, levando a sintomas como respiração curta e coração acelerado.
Estenda a esteira A prática dos ássanas nos momentos de estresse estimula o sistema nervoso parassimpático a anular a resposta "lute ou fuja" e restaura a tranqüilidade.
Equilibre o estresse Um pouco de estresse pode fortalecer o sistema imunológico, desde que compensado por um período de descanso adequado – auto-reflexão e, de preferência, meditação. Quando estiver estressado, faça meditação diária para manter o equilíbrio.
Ioga inestimável É nos momentos de maior estresse que você mais precisa da ioga. No entanto, é neles que fica mais difícil começar a prática. Saiba que não é o único a ter essa dificuldade, por isso obrigue-se a uma sessão de 10 minutos.
Deixe a ioga ajudar "A ioga é a destruidora da dor." Bhagavad Gita (400-300 A.C.), Índia.
Mudra Ganesha O deus elefante hindu Ganesha tem o poder de dispersar obstáculos materiais e espirituais. Muitos iogues apelam para ele para resolver problemas. Ao pedir ajuda, coloque as costas da mão esquerda na frente do coração com os dedos encurvados. Coloque a mão direita na frente da esquerda, com a palma virada para o coração, encaixando os dedos encurvados na mão esquerda. Expirando, puxe as mãos, tentando separá-las e criando tensão no peito e nos braços. Inspire e libere a tensão. Repita 6 vezes. Depois coloque as mãos no peito para sentir a nova força interior. Troque as mãos e repita.
Reconheça os ciclos de estresse Os iogues acreditam que tudo na natureza – incluindo nós – se move em ciclos. Quando seu corpo está estressado, não lute contra isso, pois leva a mais estresse. Evite ássanas extenuantes e faça mais meditação.
Exercício de tensão-relaxamento Se estiver tenso, deite-se de costas em um lugar calmo por 5 minutos. Inspirando, flexione os pés, aperte as coxas e tensione as nádegas. Solte enquanto expira. Depois inspire e tensione braços e mãos, erguendo os ombros na direção das orelhas. Solte enquanto expira. Por fim, tensione todo o corpo, incluindo o rosto, e segure a respiração. Expire como se estivesse esvaziando um balão antes de se virar e ficar em pé lentamente. Depois tome um copo de água.
Guarde no interior Ao sentar-se ou deitar-se para relaxar depois do exercício de tensão-relaxamento, feche os olhos e conduza a mente para uma lembrança especial – como uma viagem de férias. Mergulhe nas sensações reconfortantes que esses pensamentos evocam e guarde essa energia.
Espelho da mente Para Patañjali, a repiração irregular é o principal responsável pela desarmonia psicológica.
Respiração lenta, profunda A boa respiração é fundamental para a boa saúde. Por isso, nos momentos de estresse, faça a respiração longa e regular. Isso o trará para o presente, livre do estresse passado ou futuro.
Reequilibrar a respiração Para acalmar o sistema nervoso e tranqüilizar a mente estressada, sente-se confortavelmente com as mãos em jnana mudra: as pontas dos polegares e dos indicadores se tocam. Depois pratique a respiração alternada.
Respire 12 vezes (6 em cada lado).
Diminua o ritmo Vá devagar em períodos estressantes: mergulhe na leitura de um livro quando estiver indo para o trabalho.
VIVA LENTAMENTE "Todos os problemas da humanidade são causados por uma única coisa, que é a incapacidade de sentar-se calmamente em uma sala." Blaise Pascal (1623-62), França.
Aprenda com a tartaruga Na fábula de Esopo "A Lebre e a tartaruga", a lebre sai
na frente, mas sua mente está dispersa e, como um trabalhador estressado, esquece
o que precisa fazer. A tartaruga, calma e metodicamente, segue pelo caminho, chegando ao destino antes da lebre – e com energia para continuar! A tartaruga simboliza o valor do olhar para dentro e da diminuição do ritmo em momentos estressantes.
UM MODO DE VIVER "A ioga é o supremo segredo da vida." Bhagavad Gita (400-300 A.C.), Índia.
Valorize a introspecção Para sobreviver a um dia estressante, é importante criar um tempo para que você mergulhe em si próprio com pratyahara, ou abstração dos sentidos – o quinto dos oito estágios da ioga. Estimule isso praticando flexões à frente como a postura da pinça. Você se sentirá mais relaxado.
retirado de http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u463945.shtml
Os benefícios da meditação para aqueles que sofrem de fadiga crônica e fibromialgia
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Meditation Benefits for Those with Chronic Fatigue and FibromyalgiaSunday, November 16, 2008 by: Sheryl Walters (see all articles by this author) Key concepts: Meditation, Chronic fatigue and Depression |
What Is Meditation?
Meditation is an ancient practice used by many cultures as a way of experiencing a deep spiritual connection, such as a connection to God, inner peace, or a freeing from the struggles of the material world. Its roots have been in the East, but the West has also used meditation techniques like prayer and Celtic nature ceremonies.
There are many different types of meditation, such as following the breath, visualization, repeating a mantra, sound meditation, and mindfulness meditation. Meditation allows a person to take a break from the endless chattering of the mind and the worries and stress of everyday life. It engenders a feeling of relaxation and peace, whilst producing mental clarity and alertness. Meditation helps you to let thoughts or feeling that arise to pass without reaction. The wandering attention is gently brought back to the meditation. Studies show that you don’t need to believe in a religion or even spirituality to benefit from meditation. Nor does it seem to matter what technique is used. The main criterion is to practice it regularly.
What Are The Benefits Of Meditation?
Mental/Emotional Benefits:
More even moods, fewer mood swings.
Releasing Depression
Less anxiety
Increased energy and vitality
Improved memory and cognitive function
A sense of peace and calm
Less Stress
Physical benefits of Meditation:
Lowered blood pressure
Reduced heart rate
More balanced nervous system
Better Sleep
May help balance the immune system to help the body resist disease and heal
Less physical stress and a more balanced the autonomic nervous system (which is what governs the stress response in the body.)
How Does Meditation Help People With FM and CFS?
Research has shown time and again that meditation can help people who suffer from chronic pain. It is also one of the most ancient, proven methods relieving stress.
Recently, meditation has been shown to reduce symptoms of FM and CFS. It is one of the most ancient systems for reducing stress, which is a key feature of these conditions. Stress exacerbates CFS and FM, as well as causing more of it, creating a vicious circle. Lowering stress in some way is important for sufferers, and meditation is free and doesn’t require leaving the house or depending on others (unless you want to take a class, which is helpful, especially in the beginning). It also doesn’t require special equipment or clothing, and there are no side effects.
Meditation has also been shown to improve sleep patterns and increase energy. Furthermore, research has continually shown that it reduces pain levels. It can enhance the body’s ability to heal itself, and improve overall quality of life.
Physically, it can lower the level of cortisol in the body, which is a stress hormone. Mentally, it helps you to get your mind off of worries, pain, stress, and illness. It allows you to cultivate a focus on something completely unrelated to your life, your pain, or your illness.
Meditation is not a cure for FM or CFS; it is an ancient tool for relieving symptoms as well as taking control of your illness.
What Are The Downfalls of Meditation?
•Meditation is a simple exercise that is incredibly difficult to actually put into practice. Even for the healthiest people with few worries and anxieties, the mind is constantly flitting from one thought to the next. It takes discipline to remain still and not react to the thoughts, feelings, and stimulants of the world.
However, the benefits of taking this time to be disciplined are many. For people with CFS and FM, taking a break from their mind and illness is incredibly powerful. The best thing to do is to just book the time in everyday and see what happens without being desperate or judgmental of the results.
•It takes 20 minutes of daily practice which can be difficult to squeeze in.
However, if you see that the long term benefits are going to give improved sleep, more energy, and less pain, 20 minutes is probably worth is.
•Some doctors are concerned that people will think mediation is a cure for their illness and be disappointed.
Any good meditation teacher will tell you that meditation is not a cure for any illness or problem. It is a long term strategy that has proven useful to many people for centuries to improve their overall wellbeing.
What Is The Research?
One study, conducted in 1993, tested the effects of daily meditation on 77 Fibromyalgia patients. 51% of participants reported moderate to significant improvement in their symptoms.
In 1998, researchers studied the effects of meditation on FM. They found that meditative practices lessened the aches, sleeplessness, muscle pain, and depression experienced by people with this condition.
Another 1998 study revealed that people with CFS who used mind/body medicine practices such as meditation tripled their chances of improvement over a one year period, compared people with CFS who did not take engage in these practices.
About the author
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