Don't Worry Be Happy!!!

O ridículo investimento em educação realizado pelos nossos amados governantes “e viva o LU-LÁ-LÁ” !!!!!

No Ideb, ‘pior’ cidade raspa nota zero; maioria tira menos de 5

Da redação
Em São Paulo

O governo federal divulga nesta quinta (26) os dados e metas do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), indicador criado para orientar o direcionamento de verbas da educação. Para todos os níveis de administração (municipais, estaduais e as próprias escolas), o cumprimento das metas do Ideb implicará o recebimento de mais dinheiro.

  • O Ideb atual e as metas até 2021 (em .xls)
  • Tabela com dados completos da educação no país (em .xls)

    A situação atual do ensino é dramática. Apenas uma minoria de cidades conseguiu obter, nas duas etapas do ensino fundamental proporcionado pelas redes municipais, um Ideb igual ou superior a 5 (a escala vai de zero a dez). Ou seja, praticamente todas — mesmo capitais ricas como São Paulo, Florianópolis e Porto Alegre — estariam reprovadas numa hipotética prova de final de ano.

    O pior Ideb municipal encontrado foi de 0,3 e o melhor, de 6,8. O mecanismo do Ideb faz parte do PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação), anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, na terça (24).

    O IDEB NACIONAL

    Nível do ensino

    Índice atual

    Meta
    de 2021

    1ª a 4ª séries

    3,8

    6,0

    5ª a 8ª séries

    3,5

    5,5

    Ensino
    médio

    3,4

    5,2

    O Ideb atual dos municípios, Estados e do Brasil em geral foi calculado com base em dados de 2005 da Prova Brasil e do Saeb, avaliações conduzidas pelo MEC a cada dois anos. Há metas de Ideb para serem atingidas nas avaliações deste ano, na de 2009, 2011 e assim por diante, até a meta "final", em 2021. Numa escala de zero a dez, o Brasil tem hoje um Ideb médio de 3,8 na primeira fase do ensino fundamental (1ª a 4ª séries), de 3,5 na segunda (5ª a 8ª séries) e 3,4 no ensino médio (antigo colegial).

    As metas para 2021 são de chegar a 6 na 1ª fase do fundamental, 5,5 na 2ª e 5,2 no ensino médio.

    Estados
    As metas do Ideb para os Estados variam de acordo com o patamar em que se encontravam em 2005. O indicador avalia o desempenho das redes estaduais de ensino.

    Por exemplo, da 1ª à 4ª série, Rio Grande do Norte, Piauí e Bahia têm o Ideb mais baixo em 2005: os três partem de 2,6 e devem chegar a 4,8 (RN e PI) e 4,9 (BA) daqui 15 anos.

    Já o Paraná parte de um Ideb de 5, o maior na 1ª fase do fundamental, e deve chegar a 6,9 em 2021.

    Da 5ª à 8ª série, o Estado com o pior Ideb atual é Pernambuco, que atinge 2,4. Em 2021, deve chegar a 4,9. Já São Paulo tem o Ideb mais alto, de 3,6, e em 2021 deverá chegar a 5,8.

    No ensino médio, Piauí e Amazonas partem do índice mais baixo, de 2,3, e precisam atingir um Ideb de 4,1 e 4, respectivamente, daqui a 14 anos.

    O melhor Ideb inicial é o de Santa Catarina, com 3,5. Sua meta é chegar a 5,3 em 2021.

    Municípios
    Os números do Ideb no nível das cidades avaliam as redes municipais, e por isso não há dados para o ensino médio, que é exclusividade dos governos estaduais.

    A cidade com pior Ideb da 1ª à 4ª série é Ramilândia, no Paraná. Ela parte de apenas 0,3 e precisa chegar a 5,4 em 2021. Barra do Chapéu, em São Paulo, tem o melhor Ideb inicial, de 6,8, e deve chegar a 8,1 em 2021.

    Da 5ª à 8ª série, o pior Ideb é de Maiquinique, na Bahia, também de 0,3. Sua meta para 2021 é 4,4. O melhor Ideb é o do município paulista de Porto Ferreira, de 5,9, com meta de 7,4.

    Ou seja: as localidades com pior nível de ensino atual terão de dar um salto de qualidade muito amplo (por exemplo, 5,1 pontos no caso de Ramilândia), enquanto as com Ideb inicial mais alto precisam crescer menos (1,3 ponto no caso de Barra do Chapéu).

  • Lula diz que educação vai acabar com "elite do berço e do sobrenome"

    Da redação
    Em São Paulo*

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou oficialmente, na manhã desta terça (24), em Brasília, o PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação). Em seu discurso, ele disse que o PDE coloca o Brasil no "novo século da educação", e soltou uma frase emblemática: "Este é o século da elite do saber, e não apenas da elite do berço e sobrenome".

    O presidente também disparou uma farpa contra seus antecessores, dizendo que, antes de seu governo, não havia uma visão de conjunto no tratamento da educação.

    Segundo Lula, o Fundeb, fundo da educação básica aprovado no final de 2006 pelo Congresso, é um dos "esteios dos PDE", e vai "aumentar em dez vezes o investimento federal nas áreas mais carentes do ensino."

    Para o PDE, o MEC (Ministério da Educação) terá incremento de R$ 1 bilhão neste ano e, até o final dos próximos quatro anos, R$ 8 bilhões.

    Antes da explanação do ministro da Educação, Fernando Haddad, Lula enumerou pontos que considera importantes dentro do PDE. O primeiro é "abrir a universidade para o povo e tranformar o Brasil no país mais democrático do mundo no acesso da universidade". O PDE, disse Lula, aumenta em 100 mil o número anual de bolsas do Prouni, programa federal que banca o ensino superior de estudantes sem recursos.

    O segundo é ampliar e modernizar o ensino profissionalizante, colocando um escola técnica em todas as cidades-pólo do pais — uma promessa da campanha eleitoral de 2006. Lula chegou a brincar: "Não me arrumem mais cidades-pólo neste país!" Foi uma referência à disputa política entre os vários ministérios de seu governo que elaboraram a lista desses municípios.

    O terceiro ponto é a prioridade ao Nordeste, onde estão 950 dos mil municípios com os mais baixos indicadores na educação. O PDE também tem uma forte presença na infra-estrutura: por exemplo, quer eletrificar 18 mil escolas que hoje não têm luz.

    Perto do final de seu pronunciamento, Lula afirmou: "Preparamos como legado para a juventude um sistema de educação que pode colocar o Brasil em pé de igualdade com qualquer país desenvolvido".

    Participaram também do lançamento os ministros Haddad; Dilma Roussef, da Casa Civil; Guido Mantega, da Fazenda; José Gomes Temporão, da Saúde; Tarso Genro, da Justiça; e Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

    O plano abrange todas as etapas da educação e inclui medidas típicas de um país extremamente carente na área e na infra-estrutura — como garantir luz elétrica em todas as salas de aula (especialmente na zona rural) e fornecer barcos para o transporte escolar em áreas isoladas pelas águas.

    Veja também:

  • Cristovam Buarque diz que PDE é bom, mas insuficiente
  • Educadora da UnB analisa plano da educação
  • Comentarista vê "centralismo" no PDE
  • Rosely Sayão: professores não são ouvidos

    Outra medida do PDE é fixar o piso nacional do magistério em R$ 850, com implantação total até 2010. Representantes de trabalhadores na educação reivindicam mais: querem piso de R$ 1.050 para os docentes do ensino médio.

    O governo também vai apresentar um índice qualitativo para cobrar resultados das administrações, cujas metas e resultados retroativos já devem ser divulgados na quinta (26); além de ampliar o alcance de suas avaliações nacionais impondo uma "provinha" a alunos que nem completaram 8 anos — a idéia é monitorar a qualidade da alfabetização.

    O PDE foi elaborado pela equipe do ministro Fernando Haddad e ajudou a convencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a mantê-lo no cargo, que era cobiçado pela atual ministra do Turismo, Marta Suplicy, com apoio de parte importante do PT.

    A maior parte do PDE estabelece como data final de suas metas o ano de 2010 — o último do atual mandato de Lula.

    O quadro abaixo traz os principais pontos do plano.

    PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO
    Clique em cada item para ver a explicação do MEC

    Índice de qualidade
    A meta será melhorar a nota de cada escola

    Provinha Brasil
    Ler e escrever até os oito anos de idade

    Transporte escolar
    Área rural terá ônibus para levar à escola

    Gosto de Ler
    O português vai ao centro da classe

    Brasil Alfabetizado
    Nordeste será prioridade do programa

    Luz para Todos
    Todas as escolas do país serão eletrificadas

    Piso do magistério
    Valor chegará a
    R$ 850 até 2010

    Formação do professor
    Ensino a distância para docentes do interior

    Ensino superior
    Vagas nas universidades federais vão dobrar

    Inclusão digital
    Todas as escolas terão computadores

    Biblioteca na escola
    Obras literárias para alunos do ensino médio

    Educação profissional
    Novo modelo vai reunir estudo e vocação

    Estágio
    Projeto de Lei estabelece normas

    Proinfância
    Governo financiará creches e pré-escolas

    Salas multifuncionais
    Equipamentos para educação especial

    Pós-doutorado
    Doutores terão apoio para ficar no Brasil

    Censo pela Internet
    Gestores conhecerão detalhes da educação

    Saúde nas escolas
    Alunos serão atendidos na própria escola

    Olhar Brasil
    Crianças com dificuldade visual ganharão óculos

    Mais educação
    Mais tempo passado em classe e na escola

    Educação especial
    Programa acompanha idosos e deficientes

    Professor equivalente
    Contratação em federais vai ficar mais fácil

    Guia de tecnologias
    Práticas para reforçar
    a educação básica

    Grandes educadores
    Coleção de obras será distribuída na escola

    Dinheiro na escola
    Município que cumpre meta tem mais verba

    Acessibilidade
    Atenção a alunos com dificuldade de acesso

    Cidades-pólo
    País terá 150 novas escolas profissionais

    Com informações do MEC

  • *Atualizada às 17h55

    Oito Estados vão gastar menos de R$ 1.000 por aluno este ano

    Da redação
    Em São Paulo

    Foram publicados nesta quarta (25), no Diário Oficial da União, os valores que o poder público deve investir por aluno, este ano, em cada unidade da federação. Os recursos a serem investidos pelos Estados, municípios e Distrito Federal vêm do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

    Oito Estados devem investir, durante o ano todo, apenas R$ 946,29 para cada aluno das séries iniciais do ensino fundamental urbano (antiga 1ª a 4ª série). Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí terão de contar com recursos da União, repassados pelo Fundeb, mesmo para chegar a esse valor, considerado mínimo.

    A complementação do governo federal para esses oito Estados somará R$ 2 bilhões. Desse total, o Maranhão vai receber a maior parcela: R$ 575,4 milhões. O Pará terá R$ 491,9 milhões. Já a Bahia, 391,9 milhões. E o Ceará, R$ 280,7 milhões.

    Os outros quatro Estados vão receber menos de R$ 100 milhões em recursos federais para alcançar o investimento anual de R$ 946,29 por aluno das séries iniciais do ensino fundamental urbano. A Paraíba terá o menor valor de complementação federal: R$ 26,9 milhões.

    Os valores das séries iniciais do ensino fundamental urbano servem de referência para calcular o custo por aluno das outras modalidades de ensino. Eles foram definidos em fevereiro, após reunião entre representantes do Ministério da Educação, secretários estaduais e municipais de educação.

    Pelos coeficientes estabelecidos, o ensino médio urbano, por exemplo, tem de receber 20% a mais do que é investido, em cada Estado, por aluno das séries iniciais do ensino fundamental. Já o investimento dos municípios por aluno em creche deve ser de, no mínimo, 80% do valor de referência. Na pré-escola, o valor é de pelo menos 90%.

    No final das contas, os valores por aluno variam de acordo com o número de matrícula e a receita de cada estado. Enquanto no Maranhão, o valor é de R$ 946,29, no Espírito Santo, por exemplo, é investido por aluno do ensino fundamental urbano R$ 1.989,17.

    Veja abaixo os valores:

    Acre
    R$ 1.699,85

    Alagoas
    R$ 946,29

    Amazonas
    R$ 976,93

    Amapá
    R$ 1.791,38

    Bahia
    R$ 946,29

    Ceará
    R$ 946,29

    Distrito Federal
    R$ 1.820,52

    Espírito Santo
    R$ 1.989,17

    Goiás
    R$ 1.178,83

    Maranhão
    R$ 946,23

    Minas Gerais
    R$ 1.215,94

    Mato Grosso do Sul
    R$ 1.552,37

    Mato Grosso
    R$ 1.218,14

    Pará
    R$ 946,29

    Paraíba
    R$ 946,29

    Pernambuco
    R$ 946,29

    Piauí
    R$ 946,29

    Paraná
    R$ 1.272,83

    Rio de Janeiro
    R$ 1.241,23

    Rio Grande do Norte
    R$ 1.204,06

    Rondônia
    R$ 1.351,87

    Roraima
    R$ 2.242,56

    Rio Grande do Sul
    R$ 1.574,15

    Santa Catarina
    R$ 1.390,77

    Sergipe
    R$ 1.256,74

    São Paulo
    R$ 1.845,75

    Tocantins
    R$ 1.519,02

    Com informações da Agência Brasil

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