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Ritual do Shivaratri envolve recitação de mantras em sânscrito e oferendas.

Om Namah Shivaia!

Devotos de Shiva festejam deus hindu nesta semana em SP

 

Ritual do Shivaratri envolve recitação de mantras em sânscrito e oferendas.
Uma das principais datas do hinduísmo ganha adeptos em São Paulo.

 

Silvia Ribeiro Do G1, em São Paulo
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Prof. Orlando Alves Instituto Shaivagama Yoga SP.

A celebração ao deus hindu Shiva, uma das festas mais tradicionais da Índia, que ocorre todos os anos entre fevereiro e março, também será seguida por paulistanos. Os devotos já começaram os preparativos para o Shivaratri, ritual pouco conhecido no maior país católico do mundo, que acontece nesta semana.

Em São Paulo, a “noite de Shiva” é comemorada em centros de estudos de hinduísmo e escolas de ioga – Shiva é o criador do ioga e compõe a tríade de deuses indianos ao lado de Brahma (o criador) e Vishnu (o preservador) –, com a participação de alunos e dos chamados shivaístas, os discípulos de Shiva. Os fiéis passam a noite em vigília, recitando mantras em homenagem ao deus e ouvindo a leitura de seus ensinamentos.

“Durante o Shivaratri, as orações têm mais potência. Shiva concede mais bênçãos. O êxtase é saber que as pessoas fazem isso a milênios, e você está lá, fazendo também”, conta o professor de sânscrito Orlando Alves, de 38 anos.

Todos os anos, o shivaísta conduz o ritual no Instituto Shaivagama, voltado aos estudos de sânscrito, antiga língua da Índia, e de filosofia hindu, na Zona Sul da capital. Os seguidores acreditam que cada recitação dos mantras – o mais popular é o “Ohm Nama Shivaya” – tem 100 mil vezes mais força durante o Shivaratri.
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Shiva 

Uma das principais datas do calendário hindu, a festa de Shiva varia conforme cálculos astrológicos e astronômicos. A data é marcada levando em conta o aumento do volume do Rio Sarasvati que provoca o chamado “triveni”, o encontro dos rios sagrados Ganges, Yamuna e Sarasvati.

Neste período, milhões de seguidores de Shiva migram para esse local, ao Norte da Índia. Entre os peregrinos, estão os nagas, ascetas indianos que vivem nus nas montanhas do Himalaia com o corpo coberto de cinzas. “Aparecem para o Shivaratri pessoas de 200 anos que ninguém sabe onde vivem na Índia”, acredita Orlando, que é mestre em filosofia hindu e bacharel em religiões pela Universidade de Rochville, nos Estados Unidos.

O principal dia do Shivaratri, que dura 25 dias na Índia, é o último, a ser comemorado nesta semana em São Paulo. O professor Orlando, que planeja construir em São Paulo um templo para Shiva com arquitetura indiana, vai celebrar a cerimônia na quinta-feira (6) com o ritual do fogo em que os devotos recitam mantras ao redor de uma fogueira. O fogo é um dos símbolos de Shiva.

 Na ocasião, preparam-se oferendas ao deus hindu, como flores, frutas, incensos e até dinheiro. Os discípulos mais avançados oferecem mantras em sânscrito pronunciados com perfeição. O ritual costuma ser dividido em duas partes. No intervalo, é oferecida uma refeição – o ato de servir simboliza desenvolver humildade -, quando os devotos se alimentam após o dia de jejum.

Depois do jantar, de culinária indiana, o Shivaratri se estende até de manhã. Não é preciso ser hindu ou um seguidor para participar da cerimônia. E atenção aos menos experientes: não se deve pedir nada a Shiva. “Pedir para um deus fazer algo é tratá-lo como empregado. Nós somos servos de deus”, explica Orlando, acrescentando que Shiva é onipresente.

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Natarája – A dança de Shiva

 Renovação

Apesar de não ser um shivaísta, o professor de ioga Anderson Allegro, de 44 anos, celebra Shiva em sua escola na Vila Mariana (Zona Sul) e enfatiza aos alunos o aspecto renovador do deus. “A gente comemora o Maha Shivaratri procurando trazer a noção de que há momentos que precisamos abandonar coisas antigas para que algo novo possa acontecer em nossas vidas”, disse ele, que participou do festival na Índia em 2001.

Anderson Allegro explica que Maha Shivaratri significa a “grande noite de Shiva”. Em sua escola, a celebração acontece na quarta-feira (5), um dia antes da festa na Índia. “A grande noite de Shiva acontece no 14º dia da lua escura. A lua especial para Shiva entra no final da tarde do dia 5, às 16h”, relata.

Já o professor de ioga Mohan Deva, de 39 anos, que toca harmônio (instrumentos de teclados e foles acionados por pedais) em uma banda, planeja celebrar o Shivaratri sozinho em sua casa na Mooca, na Zona Leste. Além da recitação dos mantras, seu ritual inclui o banho do Shiva Lingam, símbolo da criação e a mais importante representação de Shiva. “Depois de recitar mantras com pétalas no peito, se inicia o banho do Shiva Lingam com água, leite, iogurte, mel e estrume de vaca, animal sagrado na Índia.”

Retirado de

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL334239-5605,00-DEVOTOS+DE+SHIVA+FESTEJAM+DEUS+HINDU+NESTA+SEMANA+EM+SP.html

Uma resposta

  1. Nana

    Adorei saber do ritual, estava perdida mas acho que agora reencontrei os shivaista!Faço meus mantras sozinha mas sinto a necessidade de saber o que devo fazer no momento de emantrar ao grande deus shiva.Estou feliz por ter encontrado este blog, preciso de melhores indormaçõe spara participar desta comunidade.Namastê com carinho -Silvana

    janeiro 17, 2010 às 7:01 pm

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