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Quais os interesses dos políticos brasileiros? Em prol de MP, base recua na votação do projeto que cria cargos em novas universidades

Em prol de MP, base recua na votação do projeto que cria cargos em novas universidades

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A base aliada do governo na Câmara recuou na votação do projeto de lei que cria 7,8 mil cargos em novas universidades federais e escolas técnicas criadas entre o ano passado e 2008.

Pressionados pela oposição, os governistas decidiram tirar o projeto da pauta para evitar que DEM e PSDB obstruam a votação da MP (medida provisória) 443 –editada pelo governo em meio à crise econômica–, que autoriza os bancos públicos brasileiros, a Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil a adquirirem participações em instituições financeiras no país sem passar por um processo de licitação.

Os governistas convenceram o ministro Fernando Haddad (Educação) a deixar a votação do projeto para depois da análise da MP. A idéia da base aliada é colocar o projeto em pauta antes do final do ano legislativo, em dezembro. Haddad se reuniu nesta quinta-feira com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para discutir a votação do projeto.

O ministro, inicialmente, não havia se convencido do adiamento da votação. Haddad argumenta que o impacto da criação dos cargos já está previsto no orçamento do governo federal antes da crise ter início, por isso vai discutir o assunto com o ministro Paulo Bernardo (Planejamento).

Haddad disse que vai fazer um estudo sobre as fontes de financiamento dos novos cargos, além de um cronograma novo para tentar viabilizar a votação do projeto.

"Os líderes não querem refrear a criação de cargos, mas escalonar tudo por causa da crise. Ficamos de estudar, então vamos conversar com o ministro Paulo Bernardo para redefinir um cronograma novo. Em uma semana vamos trazer um reescalonamento da implantação das vagas e mostrar que há dinheiro no Orçamento para pagar por esses profissionais", afirmou.

Os governistas se comprometeram em dialogar com a oposição, também no Senado, para permitir que o projeto seja votado pelas duas Casas Legislativas depois da MP anti-crise. Haddad disse esperar que o texto seja sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o final deste ano.

"Retiramos da pauta para não atrapalhar a 443 e votamos assim que tiver o acordo. Com a volta do ministro com os dados nas mãos, isso não será difícil", disse o líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE).

A MP 443 deve entrar na pauta de votações da Câmara na próxima terça-feira. Esta semana não houve acordo para votar a medida. Os governistas vão discutir com o ministro Guido Mantega (Fazenda) a votação do texto.

retirado de http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u464857.shtml

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