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Cuidando da nossa saúde com muito carinho, dedicação, atenção e principalmente conhecimento sobre medicina! Em prova de medicina em SP, formandos tiram “vermelha” em pediatria e ginecologia

Em prova de medicina em SP, formandos tiram "vermelha" em pediatria e ginecologia

Bruno Aragaki e
Mariana Tramontina
Em São Paulo
  • Prova para médicos recém-formados deveria ser obrigatória? Opine

    Na reta final da gravidez, a futura mãe ganha dois quilos em uma semana, o que pode ser sinal de retenção de água e problema na placenta. O caso é considerado básico, mas 93% dos formandos em medicina que fizeram o exame do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) este ano não souberam indicar qual o tratamento adequado.

    Participaram da prova 679 estudantes –30% dos que se formarão em São Paulo neste final de 2008. A média destes alunos no ramo de obstetrícia foi 53,9, numa escala que vai até 100. Para o Conselho, a nota mínima aceitável é 60.

    O desempenho abaixo do esperado se repetiu em pediatria e ginecologia. As médias de acertos estiveram próximas da metade: 51,32 e 52%, respectivamente.

    "São áreas de especialidade, mas as perguntas são básicas. Não estou selecionando um pediatra ou um ginecologista, e sim um médico. Ele precisa saber diagnosticar e tomar as primeiras condutas", diz Bráulio Luna Filho, coordenador do exame no Cremesp.

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    Em clínica médica, considerada a essência da medicina, a nota média dos formandos e recém-formados que fizeram a prova também ficou abaixo dos 60% de acertos: eles responderam corretamente 56,7% da prova. "Essa é a base do médico. Mais da metade não soube dizer quando se deve suspeitar de uma tuberculose. Com essa falta de formação, eles colocam a vida de outros em risco", avalia Luna.

    Em contrapartida, o conhecimento dos estudantes em ética vai bem: 74,1% de acertos na prova. Como resultado, 61% dos participantes foram reprovados no exame, mas poderão exercer a medicina normalmente, já que a prova é facultativa.

    "Se fosse obrigatória, o resultado seria ainda pior. Geralmente, quem se inscreve para provas opcionais são os alunos mais aplicados", conta Luna.

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