Don't Worry Be Happy!!!

Os infinitos desejos do EGO

Os infinitos desejos do EGO

 

Desejo, sempre desejo algo que não possuo.

Mas o que possuo senão minha existência?

Na verdade nem a minha existência possuo, é apenas ilusão.

Confesso ficar atordoado com tantos desejos do EGO.

Incessantemente insiste em obter algo, ou mesmo experienciar uma novidade.

Talvez simplesmente utilizar o aparato sensorial em busca de um prazer efêmero.

Momentâneo como tudo na roda do eterno vir-a-ser.

Buscamos experiências sensoriais, pois nos identificamos com elas.

E assim seguimos um tortuoso e infindável caminho desejando algo novo.

Ou, talvez, não, simplesmente replicar uma experiência já vivida.

Replicar sensações, reproduzir emoções, um eterno retorno.

Vem-me a imagem do Marley (cachorro) correndo atrás do próprio rabo, hilário.

O EGO é como um saco sem fundos, um buraco negro que suga nossas energias.

Somos consumidos paulatinamente, pois nunca estamos plenamente satisfeitos.

Ou, quando nos satisfazemos logo em seguida surgem outros desejos.

Aprendo com isso que os desejos fazem parte da mente que mente.

E por esse motivo simplesmente não os levo a sério, as vezes até desdenho deles.

Fico rindo sozinho quando me surpreendo desejando as futilidades desse mundo.

O mundo é “meu”, sou eu quem construo, portanto me pertence.

Fico feliz por isso, pois sei que mundo só é mundo quando eu o construo.

E como desdenho dos meus desejos, desdenho do mundo.

Mas quando o mundo é dos “outros” aí surgem os conflitos de EGO.

Semelhante a briga de galo, alguém sempre saí na pior, é esfolado.

Mas sei também que os EGOS se complementam ao invés de competirem.

As possibilidades de criação aumentam exponencialmente quando se unem.

Sim, nosso EGO também pode criar desejos salutares, não é apenas entulho.

Mas isso exige uma lapidação, um fino toque da percepção.

É árduo trabalho de transformação dos mesquinhos desejos em algo sublime.

Nesse contexto, a alteridade se faz necessária, diria até vital.

Pois só assim deixamos de centrar o universo em nosso próprio umbigo.

Descobrimos no outro um complemento, uma possibilidade de comunhão.

Isso é um aprendizado originado da convivência diária.

E só acontece quando estamos abertos, ou melhor, nos entregamos, sem resistências.

É louvável quando percebemos a possibilidade de compartilhar.

Criamos um mundo no qual o “meu” EGO não é mais absoluto.

Podemos até se abster das auto-ilusões, transformando a realidade.

Nessas idas e vindas contemplo e saboreio a diversidade de experiências.

Mas sei que todas elas são apenas momentâneas, singulares e nunca mais vão se repetir.

Agradeço por aprender com elas e poder perceber minhas próprias limitações.

Assim compreendo que a realidade suprema está além dos desejos do EGO.

Transcendo, me liberto das amarras e da escravidão que eu mesmo construí.

Percebo que a unicidade está além das dualidades e busco a comunhão com o todo.

O supremo valor da introspecção reside na possibilidade de superar as ambigüidades.

O EGO está aqui na minha personalidade, mas não possuí o controle.

Procuro realizar nas ações cotidianas as escolhas por um EGO menos devorador.

Contemplo-o como uma obra de arte, uma criação divina.

 

Om Namah Shivaia!

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