Don't Worry Be Happy!!!

As divagações do meu ser (fugindo de mim).

As divagações do meu ser (fugindo de mim).

 

As divagações do meu ser são muitas.

Confesso ficar atordoado às vezes.

Sem rumo nem direção certa.

Meu ser habita diversas possibilidades, infinitas.

Às vezes estreitas e ralas.

São as celas que me confino.

Meu corpo é inquieto, mas também é solidão.

Enfim, tudo que faço distrai ocupando-me.

Saio de mim mesmo e habito outro ser.

Infinitamente me perco no mundo.

Vivo um instante a cada segundo.

Recordo minhas dádivas enobrecendo meu ego, ilusão.

Confesso certas magoas, mas também alegrias.

No dia-a-dia tudo se transforma, infinito é o redescobrir.

Ser é tão fácil e não ser é também.

Humano, talvez humano!

Embriagado de vida sigo meu destino.

Escolho entre tantos caminhos, me perco, me acho e me perco novamente.

Euforia, tristeza e um sorriso são meus bens-viver.

Prefiro o caos ao invés de monotonia.

Mas a serenidade é necessária.

A discórdia reina, sinto-me repulsivo.

Todo devir se desfaz, me transformo em animal.

Reinam os sentidos primordiais.

Transcendendo o real imediato as aparências se desfazem.

No fundo de todas as coisas entoa o som primordial.

A imagem se refaz, presente, passado e futuro.

Quem me dirá o que é verdade.

Ninguém imagina que o obvio está em todo o viver.

Mas acima de tudo a incoerência reina suprema.

Quero ser tudo e ser nada ao mesmo tempo, pura ambigüidade.

Desejo a vida, mas sinto a morte ao meu lado, finitude!

A cada instante o ar rarefeito é respirado.

Assim posso dizer que o pessimismo toma conta de mim.

O fim está contido em cada começo.

A alegria reina entre os mortais e me distraio com ela.

Queremos enxergar o paraíso eterno, inexistente, ausente na dimensão física.

Necessitamos de conforto e um pouco de tranqüilidade.

Mas acima de tudo guerrear contra as misérias do viver!

Prefiro não ser, ou será que já sou?

Quem se atreverá a dizer?

Sou humano, um imperfeito humano?

Humano infinitamente humano.

Sou humano, perfeitamente e divinamente humano.

Não sou um Deus, nem imagem e semelhança se fizeram dele ou de mim.

Humano demasiadamente humano, simplesmente humano!

 

Escrito em julho de 2005

 

Om Namah Shivaia!

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