Don't Worry Be Happy!!!

Uma carta de despedida para os meus sentidos!

Uma carta de despedida.

Meus sentidos!

 

Visão turva.

Olhar atônito.

Audição confusa.

Zunido no ouvido.

A flor da pele.

Coração contraído.

Músculos enrijecidos.

Dores diversas.

Sinestesia abalada.

 Corpo em transformação.

Mente estupefata.

Pensamentos desconexos.

Torpes total.

Sinto-me embriagado.

A beira de um colapso.

Centro no mantra!

Transformação integral!

 

                Assim posso descrever meu corpo, sentidos e mente nesse momento em que necessito determinação, atenção, introspecção para romper com os condicionamentos que construí com o envolvimento (agora finalizado por você) que construímos. Sucumbir ao seu pedido de entrega me possibilitou construir uma série de ligações que agora estamos rompendo, ou melhor, transformando. A identificação dos sentidos, nos fez UNO em diversos momentos, e, isso está incrustado em nossas percepções, corpos e mentes, formando uma totalidade que agora nos colocamos a fragmentar, ou melhor, desconstruir.

                Se existe um sentido para isso tudo que está acontecendo entre nós eu o desconheço, pois, na minha compreensão as dualidades, ambigüidades, contradições, entre outros, são peculiaridades dos seres humanos, portanto não sendo considerado “argumento” para nossa separação. Por isso percebi que não ainda ficar nas superficialidades do cotidiano para elaborar “explicações” sobre nossas diferenças.

                Prefiro me surpreender com as igualdades compartilhadas, os detalhes que fazem a diferença, na verdade que representam as igualdades, os encontros, o compartilhar ocorridos entre nós. Isso só é possível se contemplarmos nossas existências a partir de uma perspectiva holística, buscando compreender nossas relações como complementares, integrativas, mesmo com nossas individualidades, idiossincrasias. Existe um “nós” que está além de nossos egoísmos, individualismos, construímos a partir do convívio cotidiano.

                Mesmo afetado pelos sentidos (hora positivos, hora negativos), minhas percepções se situam além das dualidades e minha mente constrói a harmonia entre os opostos que se integram. Foram muitos aprendizados compartilhados, os assuntos conversados e as controvérsias constantes, mas isso tudo está no todo, não existe apenas fragmentos, ou momentos distintos, estamos conectados por uma totalidade de acontecimentos que vivemos em parceria, as vezes em competição. Desse ponto de vista nossas relações são perfeitas, pois as compreendo num amplo e infinito universo de possibilidades. Nós escolhemos os caminhos que tomamos, nós decidimos nos beijar naquele momento, naquele lugar, optamos pela entrega “sem resistências”, deitar no seu colo e contemplar o sossego de um momento de paz, entrega, felicidade, compartilhamos caminhadas de mãos dadas, vivemos alguns perrenges e situações cheias de obstáculos, contemplamos o por do sol, o céu, as estrelas, os animais, as flores, os insetos, a vida como um todo, brincamos como crianças que estão descobrindo o mundo delicioso, rimos das coisas mais banais, sem graça as vezes, fomos parceiros em diversas situações, carinhosos um com o outro, nos enfrentamos no “gamão” (você me ensinou e eu ganhei de mars – o discípulo sempre supera o mestre…), fizemos infinitas “reuniões” nas quais cada vez mais compreendíamos a profundidade das nossas relações, compartilhamos aquele “abraço”, grande, fraterno, amigo, singelo, surpreendente abraço que a cada dia nos surpreendia com o poder envolvido em nossos encontros, com as possibilidades de realização mais profunda, na qual as palavras foram desnecessárias, apenas contemplação dos olhares numa ato profundo e convicto de realização, devoção e entrega. Poderia passar uma tarde descrevendo com palavras o que compartilhamos, mas está tudo em nós, necessitamos apenas perceber e olhar para dentro de si para encontrarmos a totalidade de nossas vidas.

                Prostrei-me diante de ti como um ato de fé e devoção. Cada vez agradeci profundamente a possibilidade do encontro, da troca, sempre buscando superar nossas limitações momentâneas. Desvelava em meu ser as profundezas que eu mesmo ocultará em outros momentos, encontrava em mim o que subjaz os mais profundos sentimentos, pensamentos. Mergulhei rumo ao desconhecido em busca da “luz no fim do túnel”, pois é tendência da nossa mente obscurecer a existência.

                Terminamos, estamos desconstruindo algo que nos dedicamos e construímos juntos de cabeça erguida e com a certeza de que o AMAR é possível e nos transforma.

                Sou grato de coração pela amizade, pelos singelos momentos, pelo profundo aprendizado que compartilhamos e pelo ultimo abraço e sorriso compartilhados naquela esquina.

                Compreendo que vivemos juntos uma grande descoberta sobre o AMAR, um tipo de entrega incondicional que só vivenciamos quando nossos EGOS entram em harmonia, sintonia.       

                Em mim busco o silêncio total, crio a paz e contemplo minha existência!

                Assim, sigo meu caminho e compreendo minha mais profunda essência!

 

                Om Namah Shivaia!

 

 

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