Don't Worry Be Happy!!!

Eu e a paciência – parte I

Eu e a paciência – Parte I.

 

 

Hoje a paciência é minha amiga.

É uma grande virtude vivencia-la no cotidiano.

Posso dizer que aprimora-la exige um exercício diário.

É cansativo e consome muita energia no começo, mas com o exercício constante fica mais fácil.

É como um artesão que esculpi sua obra de arte a partir da matéria bruta.

A paciência exige uma lapidação, um trabalho árduo e incessante.

Faço dela a regra para um bom viver, pois, sem ela seria impossível suportar o cotidiano.

No fundo, todos os dias brinco comigo mesmo e isso me faz um ser mais tolerante.

Se eu levasse a vida a sério com certeza precisaria de muito mais paciência.

O mundo me consumiria rapidamente e eu enlouqueceria.

Nascemos sem saber o significado de ser paciente.

Desde a primeira respiração nos é exigido paciência, pois ainda não estamos acostumados com o ar.

A necessidade de conforto e alimento nos faz chorar e isso pode deixar muita gente impaciente.

Sair do paraíso uterino para o mundo caótico é uma brusca transformação.

Pode levar uma eternidade o aprendizado sobre ser paciente numa vida tão breve.

Minha consciência (memória) diz que tudo começou quando eu era bem pequenino, uma criancinha.

Lembro-me da ansiedade e impaciência quando viajávamos em família.

Tudo parecia demorar uma eternidade.

Os momentos que passávamos dentro do carro pareciam infindáveis.

O destino parecia nunca chegar.

Havia uma espera, uma espécie de contagem regressiva muito antes da partida.

Tiveram situações nas quais se passaram meses de espera e angustia por antecipação.

Essa impaciência é perceptível na Emmanuella.

Ela se parece comigo, também, ela é minha filha.

Ser pai exige muita paciência com as pimpolhas.

Elas são pequenos seres que compreendem o mundo diferentemente de nós adultos.

A Ariadne que também é filha chora quase todas as noites e isso exige muita paciência.

Às vezes ela chora porque está com fome, outras nem imagino o motivo, se é que tem algum.

Os bebês devem chorar por ser da sua própria natureza, pois eles ainda não falam.

Chorar é comunicar-se com os pais e com o mundo.

Mas, nem todos são pacientes como “deveriam” ser.

Tem gente que perde a cabeça facilmente, pois são extremamente impacientes.

O mundo é estranho e as pessoas são mais ainda.

O ocidental moderno é pura paranóia.

Vive cercado por fantasmas criados pela razão desmedida.

Freud tinha razão quando dizia que todos temos algum tipo de neurose.

Acho isso tudo muito engraçado, desde criança eu era assim, inquieto e até esquisito.

Por curiosidade um dia desses consultei o pai dos burros para saber o significado de esquisito.

Dei muitas risadas enquanto lia, pois realmente eu nunca fui uma pessoa convencional, normótica.

Talvez maluco como muitos me rotulam, pois não sigo padrões de comportamentos.

Esse mundo é muito louco, pois impera a estupidez e a insensatez para além dos limites humanos.

Em mim há quase sempre um desejo profundo de rir, rir muito de toda a vida.

Mas muitas vezes quando minha paciência é insuficiente eu choro.

 

escrito em 2004

 

Om Namah Shivaia!

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