Don't Worry Be Happy!!!

Um breve comentário sobre dois tipos de cobardia humana.

Um breve comentário sobre dois tipos de cobardia humana.

 

A cobardia humana é uma característica dos pobres de espírito.

Representa uma espécie de fraqueza do corpo, um distúrbio.

Aqueles que manifestam essa qualidade costumam racionalizar em demasia.

Constroem verdades nas quais justificam sua falta de arrojo.

São moralistas por natureza, quer dizer, excessos da cultura.

Apegam-se as mesquinharias do humano e defendem-se com elas.

Muitos humanos acreditam em dogmas e verdades absolutas.

Sujeitos que não se arriscam em direção a uma vivência harmônica entre os opostos.

Excluem ou denigrem a beleza contida na manifestação do dualismo.

Procuram esconder-se entre manifestações idealizadas, platônicas.

Renegam as múltiplas possibilidades de viver, são maniqueístas.

Muitos possuem um ponto de vista estático, imutável.

São pecadores por essência e rancorosos por opção ou cultura.

Hoje dou risada, mas ontem chorei, pois tentei me esconder e fui cobarde.

Como um covarde quis me apegar à vida, as paixões, entre outros apegos.

Aprendi que acima de tudo o que vale é viver, respirar.

As construções do eu são sempre peremptórias.

O covarde não transita, habita.

Está sempre há procura de subterfúgios para justificar sua ausência.

Dentre uma infinidade de possibilidades existem dois tipos de cobardia que me afetam hoje.

Um deles diz respeito a certas atitudes tomadas por pessoas que oprimem pelo uso da chantagem.

Quando não convencem pela razão (dialética) exercem a chantagem afetiva, psicológica.

São como animais peçonhentos que podem atacar a qualquer momento.

Geralmente vivem acuadas e retraídas num mundo virtualmente confortável.

São presas fácies e acabam sofrendo com o próprio veneno.

Querem exercer o poder aos gritos e pontapés, pois lhes falta diplomacia.

O outro tipo remete uma imagem sólida, mas é tão frágil quanto um bebê.

Exerce um fascínio pelas múltiplas possibilidades latentes de ser.

Mas, se esquiva de todo e qualquer compromisso com a ruptura do estereotipo.

Esconde-se por detrás de uma excessiva racionalidade.

Defende-se do mundo criando uma imagem de superioridade.

Na hora mais necessária estão ausentes ocupadas consigo mesmas, egoístas.

São altamente sedutoras e exercem uma atração fatal.

Parecem despojadas de medo, mas se apegam a qualquer coisa em momentos extremos.

A instabilidade lhes causa angustia.

Constroem fortalezas mentais como subterfúgio e alternativa ao caos.

Ambas espécies costumam lançar palavras como se fossem armas letais.

A impaciência é marca registrada, pois são imediatistas.

Possuem o desejo de dominar pela imposição de valores morais.

Confesso ter vivido e disso resultam minhas palavras.

Hoje posso discernir melhor que antes a hipocrisia humana.

Mas, sou ambíguo e imperfeito e por isso desvelo esses sentidos só agora.

Foi preciso sofrer e iludir-se para identificar toda essa cobardia em mim mesmo.

Acima de tudo, a cobardia é característica marcante dos que se acham superiores.

Creio que ser humilde atenue a covardia, pois minimiza a prepotência.

E a coragem seja o antônimo da covardia.

Ser corajoso pode significar lançar-se no mundo, arriscar-se.

A vida é um tanto breve e a cobardia em demasia não vale a pena, apenas limita.

Momentaneamente me desprendo dos medos e me lanço ao desconhecido com essas palavras.

 

Escrito em 2002

 

Om Namah Shivaia!

 

 

 

 

 

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