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Vegeratianismo – Estudo confirma que hortaliças fazem bem para a memória dos idosos

Estudo confirma que hortaliças fazem bem para a memória dos idosos

RENATA LEAL

Até os cientistas ficaram um pouco surpresos com os resultados de um novo estudo publicado na semana passada pela revista científica Neurology, da Academia Americana de Neurologia. Ele sugere que as hortaliças ajudam a retardar a degeneração cognitiva no cérebro de idosos. Isso inclui habilidades de memória, percepção de objetos, raciocínio lógico, compreensão de textos e capacidade de diálogo. Entre os idosos que ingeriram uma média diária equivalente a 2,8 porções de hortaliças, a perda dessas capacidades cognitivas foi 40% menor que entre os que comiam menos de uma porção por dia. Isso equivale a dizer que esse grupo ficou em média cinco anos mais jovem.

A pesquisa foi conduzida com 8.501 voluntários acima de 65 anos no Centro Médico da Universidade Rush, de Chicago, nos Estados Unidos. Entre 1993 e 2002, essas pessoas foram acompanhadas, responderam a questionários e fizeram pelo menos dois testes cognitivos para avaliar a capacidade cerebral, um deles três anos depois do início do estudo e outro após seis anos. Essas avaliações mediram a assiduidade na participação ou na realização de atividades como ler jornais, livros ou revistas, ouvir rádio, fazer palavras cruzadas, jogar cartas, assistir à TV, ir a cultos religiosos ou a museus _ todas reconhecidas como exercícios que estimulam a memória e exercitam o cérebro. Durante a pesquisa, alguns voluntários se mudaram, outros desistiram e uma parcela deles morreu. Mas os 3.718 que sobraram forneceram evidências sobre o valor dos vegetais.

Por que esses produtos da horta podem melhorar o raciocínio e a memória

A resposta, segundo o estudo, pode estar na presença da vitamina E. Ela é uma das substâncias que, de acordo com pesquisas recentes, ajudam a reduzir o envelhecimento dos neurônios no cérebro. A vitamina E faz parte de um grupo de nutrientes, chamados antioxidantes, que ajudam a evitar danos às células. Segundo a coordenadora do estudo, a epidemiologista Martha Clare Morris, da Universidade Rush, a vitamina E é um dos antioxidantes mais potentes para o corpo humano. Isso já foi demonstrado em estudos de laboratório e com animais.
Durante o estudo, as hortaliças de cor verde mostraram ser ainda mais eficientes que as outras. Elas parecem ser mais eficazes para combater a degeneração cognitiva. O estudo também concluiu que variáveis como sexo, raça e nível de educação não influenciaram nos resultados. Mas a idade, sim. Quanto mais velhas as pessoas, maior foi a redução nos índices de perda da memória.

Pesquisas anteriores já mostravam os benefícios do consumo de vegetais no combate a doenças cardiovasculares e ao câncer em indivíduos mais jovens. Até o novo estudo, os cientistas também acreditavam que o consumo de frutas também faria diferença. Mas isso não foi verificado. "Não sabemos exatamente o porquê", afirma Martha. "Uma das razões possíveis para a associação dos vegetais, particularmente os de folhas verdes, e não das frutas, é que elas não são boas fontes de vitamina E."

Outros fatores paralelos na dieta também podem ter influência. Segundo Martha, o consumo de hortaliças geralmente é combinado com o de gorduras saudáveis, como o azeite usado para temperar a salada. Esse tipo de gordura tem relação com a manutenção das habilidades cerebrais. Ingeridas com alimentos ricos em vitamina E essas gorduras facilitam a absorção do nutriente pelo organismo.
O estudo reforça a tese de que existiriam alguns itens da dieta cujos nutrientes especialmente benéficos teriam poderes para reduzir a incidência de determinadas doenças. São os chamados "alimentos funcionais". O desafio seria descobrir a dieta mais indicada para quem tem propensão a algum mal ou precisa compensar alguma deficiência específica.

Os cientistas afirmam que há outros fatores ligados à perda da memória além da alimentação. Assim como os exercícios físicos fazem bem para o corpo, colocar o cérebro para trabalhar é fundamental. Fazer algo fora da rotina estimula partes menos usadas no dia-a-dia. Vale a pena aprender um novo idioma, aprender a tocar um instrumento musical ou até montar um quebra-cabeça. Sem se esquecer, é claro, dos cuidados com a alimentação.

retirado de http://www.sanavita.com.br/padrao.aspx?busca.aspx?p=cinco

 

Uma resposta

  1. jose antonio marques da

    Vegetarianismo sim! A fome no mundo é tão simples de ser resolvida, se todos fossem vegetarianos creio que já sobraria alimentos no mundo.Parabéns por divulgar!Abraços, José antonio.

    fevereiro 28, 2009 às 1:54 am

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