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Vivendo e aprendendo! A crise produz consciência

 A crise produz consciência
 
Assustados com a brusca freada da economia e com o desemprego galopante, os consumidores americanos simplesmente pararam de comprar. Por isso, em 2008 o comércio de lá amargou o pior Natal dos últimos 40 anos. Curiosamente, pesquisas recentes detectaram uma mudança no comportamento desse povo – mesmo as pessoas menos afetadas pela recessão passaram a enxergar o consumo de outra forma. Valores como simplicidade, autenticidade e sustentabilidade estão tomando o lugar da ostentação, das novidades descartáveis e das celebridades instantâneas. Produtos mais simples de usar estão ganhando mercado nos Estados Unidos não apenas porque são mais baratos, mas principalmente porque ajudam a descomplicar uma vida que já anda complicada demais.

Em resumo, hoje o anseio dos consumidores vai além de promoções e descontos. Eles querem também se refugiar em locais seguros e proteger as pessoas que amam. Isso significa que coisas como entretenimento doméstico, refeições prontas e semiprontas para comer em casa e lojas de vizinhança passaram a ser mais valorizados. Cuidar do planeta, a nossa grande casa, também ganhou mais importância. O luxo exorbitante está fora de moda e a palavra de ordem é cheap & chic (barato e chique), o que favorece quem vende roupas com design moderno por preços em conta. Porém aquelas pequenas indulgências irresistíveis, bem como produtos para atender às necessidades impostas pelo estilo de vida frenético e conectado das grandes cidades, continuarão na lista de compra dos americanos. Afinal, como alguém consegue viver no século 21, por exemplo, sem um smartphone?

Como disse o consultor de marketing Matt Thornhill: “As pessoas não vão comprar mais coisas. Vão, sim, tirar mais das coisas que compraram”. Mas será que esse raciocínio se aplica também ao Brasil? Eu diria que sim, mas somente em parte. A nova classe média, que constitui a imensa maioria dos nossos consumidores, ainda está no meio do processo de trocar eletrodomésticos antigos por outros mais modernos, de adquirir o primeiro carro, comprar uma casa nova, reformar a existente, colocar um computador na sala e os fi lhos na faculdade. O alto nível de consumo das famílias bra sileiras, observado nos últimos anos, tem pouca relação com desperdício e ostentação. Por outro lado, pesquisas realizadas no nosso país mostram o início da gestação de um novo pensamento, que valoriza educação, relacionamentos, equilíbrio, sustentabilidade e responsabilidade social. Assim como nos EUA, também no Brasil começa a florescer a ideia de olhar menos para o umbigo e mais para a família, os amigos, o prédio e o bairro. Acredito que as difi culdades econômicas que provavelmente enfrentaremos neste início de 2009 apenas reforçarão essa disposição.

 

retirado de http://vidasimples.abril.com.br/edicoes/077/caminhos/conteudo_421351.shtml

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