Don't Worry Be Happy!!!

Limitações e equívocos: reconhecendo e compreendendo os condicionamentos.

Limitações e equívocos: reconhecendo e compreendendo os condicionamentos.

 

Mente condicionada é tudo igual, simplesmente repete os comportamentos incessantemente.

Tal como um disco riscado que sempre repete a mesma parte da música.

Percebo em mim essa condição limitada e limitante e busco transforma-la.

Realizando a introspecção encontro em meus pensamentos, ações e desejos, entre outros, os condicionamentos.

É uma árdua tarefa de garimpagem de si mesmo, uma aventura rumo as entranhas da mente e dos sentidos.

Aventura, pois, nos deparamos com o desconhecido, causando estranhamento em certo sentido.

Estranhamento de nós mesmos devido à ignorância em relação aos condicionamentos, comportamentos.

Perceber tal condição já significa uma possibilidade de transformação, uma abertura.

Mas, por si só insuficiente para gerar uma desconstrução das estruturas que sustentam os condicionamentos.

Para que isso aconteça necessitamos de determinação, resolução e desapego acima de tudo.

Pois, os condicionamentos estão enraizados desde a dimensão física, corporal até os níveis mais sutis da mente.

Dessa forma, é como se eles fossem como raízes profundas de uma grande árvore.

No entanto, a ignorância vela sua extensão em profundidade, mostrando apenas as flores ou frutos dessa árvore.

Assim passamos a nossa existência repetindo aquilo que nem reconhecemos onde estão as raízes, as origens.

Uma forma de ilusão que a própria mente cria em relação a ela mesma.

Culminando em vivências repetitivas e muitas vezes monótonas, esvaziada de um sentido mais profundo.

Um grande equivoco que cometemos diz respeito a clausura, a solidificação das nossas verdades.

Conseqüentemente culminando na petrificação dos sentidos, da percepção e do coração.

Talvez isso represente uma forma ilusória de segurança, pois nos mantemos apegados a nós mesmos.

Como se essa fosse a única possibilidade de experimentar a vida, repetitivamente.

Me lembro do Harbans Arora que cantava a música da “Gabriela” para demonstrar como somos repetitivos.

“Eu nasci assim, eu cresci assim, vou morrer assim, Gabriela”.

De certa forma todos temos um pouco de Gabriela, pois insistimos em afirmar nossas convicções incessantemente.

Algumas extremamente nocivas a nós mesmos,e aos outros, mas, acreditamos nelas sem perceber sua nocividade.

Triste de mim que passaria a vida toda cometendo os mesmos equívocos.

No entanto, hoje olho para meu umbigo e percebo o quanto sou repetitivo, condicionado.

Dessa forma, posso pelo menos reconhecer minhas limitações momentâneas.

Considero um passo fundamental para construir outras formas de experienciar a vida.

Buscando algo mais profundo e menos limitado e limitante em meus comportamentos.

Por meio disso, consigo adentrar no obscuro universo da minha mente, e percebo a luz no fim do túnel.

Uma luz que brilha incessantemente em cada um de nós, mas vive obscurecida pela mente condicionada.

 

Om Namah Shivaia!

Deixe uma resposta

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s