Don't Worry Be Happy!!!

Entre o “pashu” e a manifestação divina do AMOR

Entre o “pashu” e a manifestação divina do AMOR

 

Pashu pode ser compreendido como aquele ser que acima de tudo manifesta sua animalidade.

Ser bruto, destituído de sensibilidades, ou qualquer outra forma de percepção sutil.

 Vive cegado pelos desejos do Ego numa dimensão limitada e é regido pelos instintos.

No nível da percepção sensorial é condicionado pelos prazeres efêmeros.

Está sempre buscando a satisfação desses prazeres, independente das condições existenciais.

Vê o outro como um objeto destinado a realizar suas vontades.

Num nível mais elevado pode ser considerado um escravo dos sentidos, o hedonista.

Vivendo numa eterna rede de insatisfações, uma incessante roda viva.

Para esses seres o AMOR pode se resumir na satisfação das necessidades, dos desejos, do Ego.

O sexo é uma forma de externar, desperdiçar suas energias primordiais.

Quando muito demonstram algum carinho superficial no ato de sedução, cortejo.

Desperdiçam a vida ejaculando incessantemente.

Crêem num certo poder derivado dessa prática, ou na verdade desconhecem outras possibilidades.

Mas, no fundo, o que fazem é desperdiçar a energia vital que habita nossos corpos, tanto material como sutil.

Nesse ato, muitas vezes nem percebem a outra pessoa como uma parceira, mas sim como um objeto.

Revelando uma total cegueira sobre as infinitas possibilidades de encontros entre dois seres divinos.

No fundo esse ato anula toda e qualquer possibilidade de transcendência.

Confesso que em certos momentos da minha existência vivi tais condicionamentos e me faço de exemplo.

Hoje percebo o quanto fui limitado, condicionado e escravizado.

Habitar um corpo é como um passeio de montanha russa, tem seus altos e baixos, acelerações e desacelerações.

Muitas vezes nos vemos no loop da montanha russa, num profundo momento de torpes, chegando a perder os sentidos.

Esses momentos podem ser transformadores quando estamos abertos para outras possibilidades.

E, de certa forma, todos vivenciamos esses momentos cruciais em nossas existências.

Em minha trajetória percebo desde que me conheço por gente algo mais profundo que pretende se revelar.

Como se fosse uma necessidade embutida, escondida nas entranhas do meu Ser.

E, em cada ato, escolha, vivência e pensamento, o embotamento foi sendo desvencilhado.

Revelando algo cada vez mais profundo que vivencio cotidianamente.

Percebo as amarras que limitam expressões sensíveis que possibilitam desvelar a divindade que habita em nós.

E, nos diversos encontros e desencontros que tive com o feminino, aprendi algo transformador.

Acima de tudo aprendi sobre o desapego, necessidade básica para superar egoísmo.

Ninguém é dono de ninguém, estamos aqui para conviver, compartilhar, se doar incondicionalmente.

Essa, talvez, seja a tarefa mais árdua, desconstruir os condicionamentos, se tornar livre.

Ser livre não significa cada dia estar com uma pessoa, mas sim livre dos medos, duvidas, inseguranças, entre outros.

Ainda num nível sensorial aprendi a contemplar o corpo feminino como uma obra de arte divina.

Buscando sempre uma expansão dos sentidos, da mente e num nível mais profundo da consciência.

Nesses idas e vindas conheci a anatomia feminina detalhadamente, como um grande apreciador, devoto.

O toque, o carinho, a entrega possibilitam aprendizados e conhecimentos sem igual.

Descortinando alguns segredos que revelaram seres mais que sensíveis, divinos.

Nos encontros entre os corpos, as bocas, a pele, infinitas sensações afloram, e os sentimentos são estonteantes.

Nos olhares encontrei a calma e a tranqüilidade de seres em plena sintonia, harmonia, companhia.

Compartilhando muito mais do que simples sentimentos afetivos, tesão, ou qualquer outra percepção sensorial.

Contemplação de estados emocionais sublimes, encantadores.

De corpos e mentes interligados por breves instantes, superação das ambigüidades e dualidades.

Num sentido mais profundo uma interconexão transcendendo as individualidades.

Uma espécie de comunhão, fusão, devoção, formando uma totalidade, um único Ser.

Experiência mística ressaltando a divindade que habita em nós.

Sou infinitamente grato ao feminino!

 

SRISHIVA SHIVA SHAKTYAIKYA RUPINI LALITANBIKA

Om Namah Shivaia!

Uma resposta

  1. Ana

    oi Luiz, Namaste! MARVILHOSOOO esse texto!!! Para mim, ser feminino que sou, essa abordagem é real e acolhedora. É como se fosse um abraço na alma do Universo!!! Adoreiii! Paz profunda para ti!

    maio 6, 2009 às 4:25 pm

Deixe uma resposta

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s