Don't Worry Be Happy!!!

O que as pessoas esperam de mim!

O que as pessoas esperam de mim!

As vezes me pergunto o motivo pelo qual temos a tendência a esperar, ter expectativas em relação ao outro.

Ao mesmo tempo o outro sempre espera algo de mim, talvez seja uma busca por trocas.

Confesso ficar confuso quando reflito sobre está questão.

Pois, não encontro outra resposta além do Ego para justificar tais acontecimentos.

Como já foi refletido anteriormente o Ego nada mais é do que a eterna insatisfação dos seres humanos.

Uma busca incessante por novas experiências, na maioria das vezes não ultrapassando o nível sensorial.

Portanto, chego numa compreensão que somos insaciáveis, pois sempre vamos gerar novos desejos, ou não.

Como a maioria das relações que estabelecemos ao longo da nossa existência sempre envolvem trocas, vivemos insatisfeitos.

Pois, as relações com os outros nunca poderão nos satisfazer por completo, e, se o fizer logo estaremos desejando algo inédito.

Me parece uma armadilha pensar dessa forma, mas, acredito que de alguma forma seja assim que aconteça.

Estranho eu no meio disso tudo, pois, nem sempre sei se desejo, e, se desejo, qual é?

Relações de troca podem gerar infelicidade, pois possuem um potencial para gerar frustrações.

E, muitos de nós vivem frustrados por não ter os desejos satisfeitos pelos outros.

Triste ilusão sentir e pensar dessa forma, pois acabamos reduzindo as relações às práticas de escambo.

Vemos no outro a possibilidade de extrair ou obter algo, seja material, sentimental, emocional ou não.

Como se o outro me completasse em algo, uma eterna percepção de falta, ou falha em mim que alguém pode sanar.

Novamente nos equivocamos, pois somos uma unidade indissolúvel, e, portanto, completos.

Dessa forma, cada ser humano possui suas idiossincrasias, expressando sua existência de forma única e sem igual.

Nesse contexto, podemos compartilhar experiências com nossos pares, realizando a inter-subjetividade.

Mas, cada um no seu micro universo, expressando sua corporeidade, seus afetos e desafetos, entre outros.

Sem esperar do outro uma correspondência análoga ao que estamos expressando, ou pior uma cópia de nós mesmos.

O mais fascinante é perceber que entre os opostos há complementaridade, integração e a possibilidade de superação.

Que nas divergências há também convergências, mesmo que não estejam aparentes, dependendo da nossa percepção.

Estar aberto para o outro significa aceita-lo na sua inteireza, unicidade indissolúvel e inquestionável.

A beleza das relações humanas está nas intersecções, nas entre linhas, nos interditos, ou melhor, nas redes que formamos.

Infelizmente ou felizmente não somos aquilo que os outros esperam ou desejam que sejamos.

Nem eu sou aquilo o que eu desejo ser, mas sim uma intersecção entre todos esses desejos.

No fundo isso diz respeito apenas a constituição da nossa personalidade, pois o verdadeiro Ser está além disso tudo.

Não se reduz a formas, conceitos, rótulos, desejos, pensamentos, sentimentos, emoções, entre outros.

Om Namah Shivaia!

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