Don't Worry Be Happy!!!

A felicidade é uma farsa!

A felicidade é uma farsa!

Confesso ficar espantado com essa percepção, mas fico feliz por acontecer.

Considero uma farsa, ou, ilusão, a felicidade derivada da realização dos desejos originados no Ego.

Nunca estaremos plenamente satisfeitos devido ao infinito potencial de geração desses desejos.

Por sua vez, a cultura materialista é excludente e castrativa, pois nos impõe o desejo por conquistas como regra do viver.

Ao construirmos as teias de desejos limitamos as possibilidades de vivenciar a felicidade.

Excludente devido à valorização excessiva da dimensão material em detrimento a outras possibilidades.

Castrativa, pois nos impõe modos de ser “estandarte”, ou máscaras pré-fabricadas, limitando a criatividade.

Ao mesmo tempo o sistema capitalista nos impõe limites sobre o que podemos ou não fazer.

Ou melhor, o que é aceito ou não por determinada cultura, no caso a materialista, consumista.

Portanto, não podemos ser o que desejamos devido às imposições

No entanto, vende-se liberdade nos supermercados, lojas de departamento, ou mesmo nas concessionárias de automóveis.

Triste ilusão, ou farsa arquitetada pelos detentores do poder desse sistema chamado capitalista.

A liberdade é um ideal (burguês) desde a origem desse sistema de trocas.

Mas, liberdade condicionada à possibiíidade de “ter” acesso ao mundo materialista, consumista.

Do contrario a liberdade é apenas ilusão, bem como a tal felicidade condicionada ao “ter”.

E, mesmo a felicidade nas relações interpessoais está condicionada as trocas.

Pois, nós humanos temos a tendência de querer sempre o que não temos.

Aqui também o “ter” é uma constante, uma forma de sobreposição ao outro.

Tenho o poder de decidir quando e como vou me doar para os outros.

Escolho de acordo com “meus” interesses quem serão os “privilegiados” para receber o que tenho para trocar.

O viver se tornou um escambo, um mercado de pulgas no qual vivemos barganhando algo em troca.

Deve ser a tal carência que afeta nossas emoções, sentimentos, pensamentos, nos tornando escravos.

Escravos das relações doentias, visando sempre alguns benefícios em relação aos outros.

Tenho me vigiado constantemente para poder superar tal condicionamento.

Me esforço para construir outras formas de relacionamentos, árdua tarefa.

Exercício de compreensão e abdicação dos próprios desejos.

Hoje percebo a necessidade de fortalecer a mente e romper com vínculos doentios que criei ao longo dessa existência.

Desfazer, desconstruir as verdades que tem me guiado, ou melhor, adiado o encontro comigo mesmo.

Abri mão de muitas coisas para conquistar outras, assim são as escolhas.

Atire a primeira pedra aquela (e) que “nunca” desejou algo em troca ao doar algo de si para os outros!

Om Namah Shivaia!

3 Respostas

  1. Juliana

    "Fazer o bem sem olhar a quem." Tarefa árdua no "mundinho" que criamos em que Ter é mais importante que Ser! Adoro seus textos. Namastê🙂 Abraço.

    junho 23, 2009 às 12:48 pm

  2. TEL.

    Luiz Fabiano:É uma alegria quando encontramos mais um que passou a perceber que a felicidade não existe na vida da matéria. "Tudo passa, passa o bem e passa o mal. E, por isso, onde todos estão de passagem, não pode haver felicidade. Por o povo não compreender a vida, é que muitas vezres se desgosta dela. Não pensa como a vida é. Se pensasse o que a vida é diria: – É verdade, passam se os dias, as noites e tudo passa, como nós também passamos, por não sermos deste mundo. E quem pensa no que o mundo é e no que todos no mundo são, chegará à conclusão de que no mundo, quanto menos preocupações tiverem, melhor é para vocês mesmos. Sim, porque de nada adiantam as preocupações de uns passageiros, que são todos que habitam o mundo; pois todos são passageiros e estão de passagem, como tudo no mundo de passagem está. Razão pela qual deverão reduzir-se, ao mínimo, as preocupações, encarando a vida como passageira, de acordo com o que ela é. Quem se preocupa com aquilo que não é seu está se iludindo, tomando o tempo de si mesmo, se amofinando, se aborrecendo, com coisas e causas perdidas. A vida não é vossa e muito menos os seus pertencees, a vida é apenas uma passagem insignificante. Para que, então, levar a vida inteira a imaginar, se tudo é em vão, se tudo é perdido!? Sim, porque os viventes devem se preocupar somente com as coisas úteis a si mesmo. Por os viventes não pensarem como a vida pede que seja, é que o sofrimento aniquila, cada vez mais, todos aqueles que pensam terem chegado neste mundo para durar sempre. Ninguém pensa na morte e, muito menos, quer morrer. E, por isso, ficam lutando aí para vencer sempre e a vitória nunca alcançam! São vencidos pela ordem natural das coisas, pela extinção dos seres, que na Terra nascem para o conhecimento de si mesmo.Portanto, tudo é passageiro, todos são passageiro e, por isso, não adianta bolar. Bolar pra quê? Bolar quer dizer, pensar nisto, pensar naquilo ou naquilo outro; que o vivente, desde que esteja certo do porque vive e do porque está vivendo, é quanto chega para ter um ponto de tranquilidade muito grande."Convido sua pessoa a visitar o blog de minha responsabilidade, onde encontrará o caminho para respostas a todas as questões levantadas pela humanidade, por essa humanidade, de um modo geral, ainda não se conhecer racionalmente.Um grande e sincero abraço Amigo!

    junho 23, 2009 às 5:25 pm

  3. Valdir

    É minha gente. Tudo passa neste Mundo de transformações. Contudo, os pensadores se punham a pensar que o pensamento seria uma Fase eterna eque nunca iria passar a peteca para uma outra evolução superior a esta.Os indícios do enfraquecimento do pensamento são muito visíveis, não?Saudações e congratulo-me pelo assunto fértil e oportuno.Valdir

    junho 24, 2009 às 9:42 pm

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