Don't Worry Be Happy!!!

A tristeza! Mas ela não é minha, apenas flui…

A tristeza! Mas ela não é minha, apenas flui…

Sinto a tristeza em meu corpo, minha mente, mas não sou ela, e, ela não me pertence.

Apenas flui como um rio que passa pelas margens.

Como quem contempla a correnteza desse rio, observo a tristeza transpassar por mim.

Sinto vontade de chorar, mas as lagrimas custam a sair, devo estar ficando ressequido.

De tantas amarguras que já vivi sinto que chorar é apenas uma expressão sensível, emocional, sentimental.

Percebo meu semblante destituído de sorriso, por dentro a estagnação está presente, acomodado.

Não há sofrimento, apenas um momento de contemplação profunda, imersão total em mim mesmo.

Algo como quem adentra num túnel escuro e não conhece o caminho, mas se sente seguro, pois sabe que existe saída.

É apenas uma questão de paciência, pois caminhando sempre alcançamos nossos objetivos, aqui a saída.

Nesse trajeto, contemplo a escuridão como um cego guiado pelos outros sentidos despertos.

No fundo os sentidos apenas captam as informações internas e externas, mas não são meus guias.

Apenas estão presentes como a correnteza está presente no rio, carregando suas águas rumo ao oceano.

Sou humano e por isso dotado desses sentidos, da percepção sensorial, mas não me identifico.

Pois, senão, cavaria uma imensa cova para deitar e ser tomado pelo sofrimento gerado pelo EGO frustrado.

Tomo como lição todos os acontecimentos gerados pela minha mente, como quem aprende uma lição de vida.

Cada vez mais aprendo a fruir, contemplar, sem identificações, sem ressentimentos, ou negativismos quaisquer.

Apenas observando o eterno ir e vir gerado pelas ilusões criadas por mim mesmo, o EGO.

Nada de apego, isto tudo não me pertence, sou apenas o veículo pelo qual essas energias fluem.

Portanto, como observador sinto uma imensa gratidão por estar aprendendo algo sobre a existência humana.

Uma existência marcada por conflitos, dualidades, ambigüidades, sofrimentos, equívocos, entre outros.

Mas, também, uma existência dotada de felicidade, paz, amizade, alegria, cooperação, superação e AMOR, entre outros.

Prefiro estes do que aqueles, e contemplo ambos como quem assiste um filme.

Hora se emociona, outrora critica, em outra, questiona, e mais a frente apenas observa.

Idas e vindas geradas pela mente que apreende a realidade por meio dos sentidos.

Confesso me surpreender com esse movimento incessante, mas tenho aprendido a superá-los.

Por meio da meditação e orações tenho suplantado meus instintos animais.

Minha condição humana decaída, negativa, pessimista, egoísta, entre outras.

Nada fácil, o maior desafio de todos que já vivi, experimentei.

Faço escolhas nem um pouco usuais, e por isso pago caro por elas.

Pago com meu suor, minhas lagrimas, mas também com meus sorrisos encantadores, minha alegria contagiante.

Algo tão radical que me surpreende a cada dia, a cada superação, culminado em transformações profundas.

Por isso percebo que muitas pessoas não conseguem reconhecer em mim uma identidade fixa.

Pois não possuo identidade, sou apenas transmutações, fruição da energia cósmica que se expande no infinito universo.

Pois, sinto que minha carne se desfaz, meus pensamentos se desfazem, meus sentimentos idem.

Toda minha personalidade desmorona, não me reconheço no espelho como uma imagem fixa, imutável, pelo contrário.

Com esse movimento tenho gerado outras possibilidades existenciais.

Totalmente desenraiza dos aspectos que me consomem, me escravizam, me reduzem a uma condição limitada e limitante.

Com tantos tombos aprendi a me equilibrar e manter-me intacto sem ferimentos mais graves.

As vezes apenas pequenas escoriações que o vento leva com a mais suave brisa.

Cada respiração é uma vitória, uma conquista que exerce em mim um intenso fascínio, admiração pela existência, pelo viver.

Agradeço de coração os momentos vividos e compartilhados com outras pessoas.

A felicidade só é real quando compartilhada!

Nesse momento a felicidade está presente, e aquele sentimento que existiu no início desse texto já se desfez, se foi.

Na verdade estou rindo, pois viver é um presente divino!

Om Namah Shivaia!

2 Respostas

  1. Maria Luiza da

    Lindo testo amigo.Parabens.

    julho 2, 2009 às 2:28 am

  2. Lucianna

    adorei o texto…bjoossss

    julho 2, 2009 às 8:44 pm

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