Don't Worry Be Happy!!!

Repetição – Ser e/ou ter!

Repetição – Ser e/ou ter!

Questão que permeia a existência
desde que o homem começa a ter consciência e autonomia para realizar escolhas.

No entanto, essa abiguidade,
dualidade se manifesta intensamente em nossas mentes inquietas.

No decorrer da trajetória que
percorri e ainda percorro, percebo intenções alheias sobre essa questão.

Uns, infelizes por ter o que o Ego
deseja, no entanto, vivem um desassossego cotidiano, pois nunca atingem a
realização, a satisfação plena.

Tem carros novos, casas imensas,
dinheiro em aplicações, mas ainda sim se dizem incompletos.

Se equivocam por pensar que o
sucesso, o bem estar material são suficientes para viver na plenitude.

Alguns sem poder realizar os desejos
do Ego vivem largados no mundo como se fossem sombras.

Outros suprimem os desejos como forma
de alcançar a plenitude, erradicando de si os poderes do Ego.

Devo ter vivenciado mesmo que de
forma superficial essas possibilidades, mas em nenhuma delas pude perceber a
paz na sua plenitude.

Hoje, minha existência não mais se
condiciona pelas questões materiais, mesmo porque na trajetória percorrida me
desfiz de quase tudo que acumulei durante o viver.

Vivo com “muito pouco”, mas ainda sim
considero muito, pois ainda possuo “coisas” supérfluas.

Muito, pois no item “coisas” incluo
sentimentos, pensamentos, entre outros, portanto são gerados infinitamente.

E pouco devido a me limitar apenas a
poucos objetos de uso cotidiano, sem muitas necessidades insatisfeitas.

Recebo críticas de todos os lados
como se eu “devesse” obedecer “as regras” e gerar acúmulos como todos buscam.

Para mim nem um extremo, nem outro,
mas sim uma compreensão sobre as limitações geradas pelas escolhas, sejam elas
quais forem.

Cada vez mais me torno convicto de
que o ser humano é uma totalidade indissociável, portanto com infinitas
possibilidades de escolhas.

Dessa forma, as escolhas que fazemos
diariamente denotam os caminhos trilhados, bem como uma trajetória.

A liberdade reside em escolher e ter
consciência das escolhas, bem como os possíveis resultados oriundos delas, o
Karma, ação e reação.

Se libertar das amarras impostas por
modelos sociais, bem como do próprio senso comum é árdua tarefa.

Pessoas alienadas de si mesmas, ou
ocupadas em prover a manutenção de um sistema caótico são maioria.

Os que constroem outras
possibilidades, mesmo estando atrelados ao todo, o sistema, muitas vezes são
vistos como um perigo social, uma ameaça ao statos
quo.

Predominantemente os que optam por
uma vida menos consumista e fora “dos padrões” são taxados de estranhos.

Tal como os alienígenas muitos são
tratados como impostores, invasores e usurpadores dos bens alheios.

No entanto, optar por “não ser mais
um” é uma opção dentre as infinitas que existem para escolhermos.

“Não ser mais um” pode significar uma
existência singular e uma abertura para o diferente, uma novidade.

E toda novidade é vista ou percebida
como um abalo para o que está estático, estabelecido, concretizado,
cristalizado.

Percebamos em nós mesmos como quando
surge um pensamento e/ou sentimento que não estamos habituados.

Olhamos no espelho e nos achamos
estranhos por não nos reconhecermos na própria imagem.

Isto posto, quer dizer que somos
seres em mutação, eterno movimento do vir-a-ser.

E não figuras estáticas, congeladas
ou sem possibilidades de transformações.

Portanto, as transformações são
necessárias para nossa evolução, realização.

Não apenas no nível material, pois
isso não garante felicidade, apenas acesso aos bens de consumo.

E, andando por aí já conversei com
muita gente que possui a vida material “estável”, no entanto inexiste a paz e a
felicidade em muitos desses seres humanos.

Muitos deles se dizem em busca da
espiritualidade, mas perguntado sobre tal significado reina o silêncio.

O que isso quer dizer?

Para mim somos todos buscadores,
menos aqueles que encontraram um caminho digno de realização.

E já me deparei com diversas
filosofias, religiões, seitas, entre outros.

Sinceramente poucas vezes conheci
pessoas que realmente estivem num profundo processo de transformações em busca
da realização além dos aspectos materiais.

Pessoas manifestando compreensão,
aceitação, humildade e acima de tudo a paz são raras.

Dessa forma, o que tenho percebido
muitas vezes não passa de um discurso vazio, ou melhor, tudo parece virar um
jargão.

O “Eu” já me iludiu diversas vezes
sobre essa questão, pois somos capazes de criar a autoilusão.

E, assim, continuamos limitados,
centrados no próprio umbigo

Mas achando e acreditando que fazer caridade
é sinônimo de espiritualidade.

Deve ser porque faz parte das oito
virtudes impostas pela “Santa Igreja”.

Fazendo com que garantamos o nosso
“lugarzinho no céu”.

Como diz uma ladainha da Capoeira
Angola: “O muito sem Deus é nada e o pouco com Deus é tudo”!

Infeliz aquele que pauta suas
relações, sejam elas quais forem, apenas pela dimensão material da existência
humana.

A maioria das pessoas sabe disso, no
entanto insistem em afirmar tais escolhas, potencializando os resultados
negativos.

O pior são aqueles que desrespeitam
as escolhas alheias querendo impor seus “modos de pensar e viver”.

Uns dizem que eu tenho que ser
“assim”, outros dizem que devo ser “assado”….blá…blá…blá…

Nem assim, nem assado, vivo as
escolhas que faço cotidianamente.

Uns invejam, outros, criticam e
outros ainda admiram, portanto há simplesmente julgamento de valor.

Agradeço de coração as pessoas que me
apóiam, são compreensivas, e, acima de tudo estão ao meu lado nos momentos
difíceis.

As chamo de amigos(as), pois possuímos
vínculos que extrapolam os desejos do Ego.

O resto é torcida, por vezes contra,
por vezes a favor, mas sempre tendenciosas conforme a situação.

 

A paz reina no Ser.

Sem ter que prestar contas de quem
sou.

Apenas Ser!

Que assim seja!

 

Om Namah Shivaia!

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