Don't Worry Be Happy!!!

Um kg de sal!



Um
kg de sal!

 

Ouvi recentemente
que para se construir um relacionamento afetivo duradouro “temos que comer um
Kg de sal juntos”, pois assim estaríamos experimentando uma “prova de fogo”,
atestando a veracidade do desejo e fortalecendo a inter-relação. No entanto,
comer um Kg de sal pode representar apenas o petisco de entrada, pois o que se
configura nas inter-relações humanas é uma espécie de egocentrismo limitando as
formas de expressão.

Faça o que quiser,
no entanto, o outro sempre vai encontrar/construir uma forma de retaliamento, de
“imperfeição”, pelo menos essa tem sido as minhas experiências, vivências, há
sempre algo que está faltando e dificilmente a percepção de complementaridade e
satisfação plena está presente, e quando está dura apenas alguns efêmeros
instantes, tal como um “gozo momentâneo”.

Fico me
perguntando de onde vem tanta insatisfação no humano, e quando pergunto a
alteridade o que buscam em suas existências, a resposta pode ser generalizada
da seguinte forma: “Sou feliz, mas não 100%, por isso busco algo que me
complemente, algo que me preencha, que complete”.

Dessa resposta
minhas reflexões dizem: “O que é 100% de felicidade?, ou, como alguém pode
medir, quantificar, felicidade em termos de porcentagem? As pessoas se sentem
fragmentadas, incompletas, insatisfeitas, como se algo externo a elas fosse
necessário para lhes preencher, algo que elas não possuem e desejam possuir,
tal como um objeto do desejo, uma conquista, um Amor ideal, a tampa da panela,
o complemento perfeito”!

Para mim isso tem
se revelado como uma profunda ilusão, uma limitação que cega-nos, impedindo-nos
de perceber nossa completude, nossa inteireza, além disso, o aspecto divino que
habita todo ser vivente, pois somos fruto do mesmo criador. Percebendo, além
disso, que o que está fora, externo a nós é o que está sendo gerado pelas
percepções sensoriais, pelo mental, e que a necessidade de preenchimento é uma
meta inatingível se buscado no exterior, pois somos uma totalidade
indissolúvel, o Ser na sua plenitude, mas que por via do pensamento e do
sensorial vivem estraçalhados em pedaços que incessantemente tentamos unir para
formar uma coesão.

O universo, a
realidade, é originada na consciência no seu aspecto mais profundo, transcendental.
Somos seres imanentes e transcendentes, portanto, formados de materialidade,
energia (sentimentos e pensamentos) e outras dimensões (Amor – consciência),
entre outros. Reduzir um infinito de possibilidades a rotulações,
classificações, emoções, sentimentos, entre outros, são procedimentos que
executamos diariamente por via sensorial e mental, e, dessa forma, a realidade
que é inapreensível na sua essência se torna o cognoscível, congelado, o que o
sentidos e a mente podem apreender, captar, entender e compreender, deixando de
fora todo um universo de possibilidades, pois nosso aparato psíquico é limitado
e limitante, e muitos de nós vivemos apegados a eles como única possibilidade
de existir! Nessa dimensão a realidade se cristaliza num único ou poucos pontos,
se configurando como crenças, sentimentos e conhecimentos, entre outros.

Exercito o
desapego de mim mesmo, das convicções mais enraizadas na minha percepção
sensorial, da mente, configurando um exercício constante de contemplação de Si
e dos outros. O movimento de “esvaziamento” de Si é algo necessário e
constante, pois vivemos “cheios” disso ou daquilo, sejam aspectos positivos ou negativos
(na maioria das pessoas o que tem prevalecido são esses últimos)! O receio e
medo das transformações “do Eu – personalidade” têm cedido espaço cada vez mais
para vivenciar experiências sublimes, incondicionais e sagradas, numa
perspectiva que extrapola o Ego, evidenciando um profundo processo de criação,
manutenção e dissolução, tal como manifestado em todo o universo!

Ultimamente tenho
vivido as pegadinhas que a mente tem gerado…. A mente se apega crendo nelas,
até que elas se mostram como ilusões geradas por mim, impossíveis de ir além,
então tudo se desfaz retornando ao incondicionado, contemplo-as e agradeço!

Nessa jornada sei
que ainda vou comer muitos kg de sal para atingir a meta final… NÓS, nem eu
nem você, mas o que está além, Deus, Deusa, AMOR!!!

 

Om Namah Shivaia!

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