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Lidar com “vampiros da vida real” exige mais do que crucifixos, alho e água benta

Lidar com "vampiros da vida real"
exige mais do que crucifixos, alho e água benta

FERNANDA JUNQUEIRA
Colaboração para o UOL

  • Divulgação

    Robert Pattinson e Kristen Stewart nos papéis de Edward e
    Bella no filme "Crepúsculo"

Devido ao sucesso da série "Crepúsculo", da escritora Stephenie
Meyer, nunca se ouviu tanto falar em vampiros. Vários outros livros
surgiram após o fenômeno editorial, e as charmosas e fictícias criaturas
das trevas estão em alta entre o público jovem. Na vida real, porém,
elas sugam energia, em vez de sangue, e estão longe de ter o ar sexy e
misterioso de Edward Cullen, interpretado por Robert Pattinson no
cinema. Os vampiros “de verdade” assumem diversas formas conhecidas:
podem ser aquela colega de trabalho invejosa, o chefe opressor ou a
amiga que adora bancar a vítima. Lidar com elas exige muito mais do que
crucifixo, água benta ou alho: requer jogo de cintura, maturidade e
paciência. “Os vampiros emocionais solicitam grande demanda emocional,
necessitando de diversas formas de atenção daqueles que os cercam. Em
geral são pessoas inseguras, que não conseguem atingir um contato
satisfatório com elas mesmas. Daí, acabam projetando suas dificuldades
em outra pessoa”, explica a psiquiatra Renata Camacho, especialista em
saúde mental da mulher. Para o psicólogo canadense Albert J. Bernstein,
autor de “Vampiros Emocionais” (Ed. Campus), eles sempre colocam suas
necessidades à frente das alheias e acreditam que as normas se aplicam
aos outros, nunca a eles.

 Existem relações que podem ser extremamente parasitárias – um sinal
típico da existência da "vampirização emocional". Isso acontece quando a
pessoa se alimenta de você sugando toda a sua energia física e/ou
emocional. Quando estamos diante dessas pessoas, nos sentimos exaustos
fisicamente, sonolentos, fracos ou agitados. Existem muitas
características que podem ser associadas aos vampiros emocionais. Uma
delas é o narcisismo, em que a pessoa está voltada apenas para ela
mesma, ignorando os sentimentos ou as necessidades do outro.

 Tipos básicos

 Segundo a psicóloga Sâmia Simurro, vice-presidente de projetos da
Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), existem três tipos
básicos de vampiros emocionais. “O primeiro inclui as pessoas que tendem
a se posicionar como vítimas por serem extremamente carentes e ‘sugam’
toda a sua energia emocional”, explica. A pessoa que sempre se faz de
vítima manipula a outra e chama sua atenção. É importante estar atento a
este tipo de personalidade, que sempre se coloca no papel de coitada e
utiliza deste meio para conseguir tudo o que quer. O segundo, para
Sâmia, reúne aquelas pessoas altamente críticas e condenatórias, que
apontam a todo o momento as falhas alheias. “Elas também tiram o seu
brilho e a inibem o tempo todo. Você sempre se sente inadequado diante
delas. E, por último, existem aquelas pessoas que têm a necessidade de
serem sempre o centro das atenções, criando situações de drama em que
você não consegue se posicionar”, explica. Para Sâmia, todos esses
comportamentos são originados a partir de experiências negativas. Essas
pessoas, em geral, sentem-se vazias e buscam em você reconhecimento,
atenção e aprovação para preencher suas vidas.

 A secretária Ana Paula Lopes, 25 anos, de São Paulo, enfrenta uma
“vampirização” muito comum: tem uma amiga que nunca telefona ou manda
e-mails perguntando como ela está. E quando se encontram, a amiga
egocêntrica faz com que a conversa gire somente em torno dela. “A maior
dificuldade no processo da comunicação é ouvir. A dificuldade destas
pessoas não é só ouvir os outros, mas também ouvir a si mesma. Uma das
estratégias para interromper o falar sem parar é, por exemplo, fazer
algo fora do padrão daquele momento, como olhar o relógio, pegar o
celular, tossir, se levantar (se estiver sentada), algo que quebre o
ritmo”, recomenda o consultor Eduardo Shinyashiki, diretor da Sociedade
Cre Ser Treinamentos e autor de “Viva Como Você Quer Viver” (Editora
Gente).

 Egocentrismo

 Para a psicóloga Marilda Lipp, presidente do Centro Psicológico do
Controle do Estresse, com sede em Campinas (SP), muitas vezes as pessoas
“vampirescas” não percebem o efeito negativo de seu comportamento nos
outros porque são egocêntricas, voltadas para si mesmas, com pouco
interesse verdadeiro no que não lhe diz respeito. “Este egocentrismo
pode ser devido a um traço de personalidade, uma disfunção psicológica,
ou pode ser algo totalmente temporário que ocorre em momentos de
estresse e crise”, explica. “No estresse emocional, a pessoa está sempre
voltada para si mesma, pois necessita fazer um esforço grande para
preservar sua sobrevivência. O egocentrismo é uma característica da
pessoa estressada que, sem energia para nada mais do que se manter
funcionando na vida, acaba deprimindo e cansando as pessoas ao seu
redor. Mas, deve-se lembrar de que, no caso do estresse excessivo, uma
vez que a crise passe, há um retorno ao funcionamento normal”, completa.

 Erro alheio

 Outro tipo de vampiro comum é aquele que se preocupa mais com a vida
alheia do que a própria. “Ele pergunta tudo, quer saber tudo, e depois
também critica tudo. Pode-se chamar este sugador de ‘especulador
crítico’. O interesse dessas pessoas não é real, buscam apenas
informações que possam comprovar o quanto os outros erram ou são
incompetentes em uma tentativa de se sentirem melhor quanto aos seus
próprios defeitos”, diz Marilda Lipp. A crítica é uma forma de fazer com
que o outro se sinta inferior, e sempre que nos sentimos inferiores,
sentimos também depressão. Como a palavra diz, “depressão” é o oposto de
“ação”. Fica-se depressivo, inativo, apático na depressão porque a
energia foi desviada.

 Abuso da boa vontade

 Há, ainda, quem costuma jogar as cobranças que recebeu nas costas dos
outros. Para lidar com gente assim, é necessário estabelecer limites:
aprender a dizer não e limitar a interação com essa pessoa, para não
permitir que uma relação invasiva possa potencializar os problemas que
tem com esse tipo de relacionamento. Em muitas situações, essa pessoa
não quer assumir responsabilidades e utiliza a boa vontade dos outros
para que realizem o que , na verdade, seria tarefa dela.

Retirado de http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultnot/2010/03/14/lidar-com-vampiros-da-vida-real-exige-mais-do-que-crucifixos-alho-e-agua-benta.jhtm

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