Don't Worry Be Happy!!!

Despedida de mim mesmo!

Despedida
de mim mesmo!

Estou indo embora, distanciando
cada vez mais de mim mesmo.

Visto que num infinito de
possibilidades tenho escolhido reduzir, minimizar o eu.

Transformando a persona, ora
com suaves movimentos, ora aos trancos e solavancos.

Nas entrelinhas das palavras
urge a necessidade do silêncio como uma redenção.

Pois o discurso, a retórica
nada mais é do que um mero exercício de poder.

Uma necessidade imperativa de
persuasão do outro, para não dizer um aniquilamento.

Diante das divergências que se
manifestam nessa existência tenho exercitado a quietude.

Acreditando que esse caminho
seja o mais sensato, pois nele vivencio a paz.

Aceitar imposições alheias é um
dos exercícios de introspecção mais trabalhosos que já experimentei.

Demanda um esforço sobre
humano objetivando apaziguar a inquietude e o desejo pelo poder.

Poder esse que é tão desejado
pelos humanos, eu mesmo já manifestei intensamente esse desejo.

Mas hoje percebo que esse
desejo cede espaço para outras manifestações, no caso a quietude.

Talvez uma espécie de
resignação, um movimento de auto-fagocitose no qual tudo tem se recriado.

Exercitar o silêncio e a busca
pela quietude são mais econômicos do que a luta pela imposição dos meus desejos.

Não é negação do desejo, mas
espécie de desmontagem das estruturas onde são gerados os mesmos.

Buscando compreender como são
gestados e exercitados no mundo.

Quero dizer com isso que tenho
revirado profundamente minhas entranhas em busca de novas de expressões.

Reconstruindo o ser-no-mundo
objetivando uma existência menos conflituosa, e acima de tudo economizando
energia.

Pois sinto que gasto muita
energia em vão criando desejos e exercitando o poder.

Uma energia que pode ser
direcionada para outras dimensões do humano, justamente num movimento de
libertação.

Libertação dos dogmas, das
necessidades que criamos constantemente e que são como tapa olhos limitando
nossa existência.

Um caminho contemplativo
estando além do desejar, agradecendo muito mais do que cobrando, seja de si mesmo
ou de outrem.

Vivenciando, sintonizado consigo
mesmo e com o universo, numa cadência, reciprocidade e complementaridade.

O guerreiro é aquele que
domina a si mesmo, mas vive na guerra.

Busco mais que domínio sobre
si mesmo, busco compreensão, articulação, renovação e acima de tudo sem guerras.

Nem comigo mesmo,
interiormente, nem com os outros, exteriormente.

Mas sim transformação de uma
existência profana em sagrada.

É óbvio que para muitas
pessoas isso que estou dizendo soa como maluquice, devaneio total.

Mas para quem deseja apaziguar
os tormentos gerados pela mente inquieta e vivenciar a paz é um caminho.

E nada mais trabalhoso do que
realizar o maior sacrifício de todos, morrer para renascer.

Por isso vou me despedindo de
mim mesmo como quem se despede de um amigo que jamais retornará.

Om
Namah Shivaia!!!

 

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