Don't Worry Be Happy!!!

Surpreendendo-se!

Surpreendendo-se!

Incrível, mas as maiores
surpresas têm acontecido em silêncio.

Quando contemplamos nossas
existências em profunda comunhão consigo mesmos nos surpreendemos.

Aquilo que parecia externo a
nós se manifesta internamente, pois ambos se complementam.

Quando “penso e julgo” o que
está acontecendo, por vezes esqueço que eu sou o observador.

E sou parcial nesses momentos,
pois a mente fragmenta a percepção.

E, sendo observador estou
presente, portanto sem possibilidades de imparcialidade.

Pois julgo, critico e penso a
partir de um ou mais pontos de vistas, e nunca isoladamente.

Acima de tudo somos uma rede,
conectados internamente, e mais, conectados externamente também.

Dualidades que se manifestam
incessantemente, ora se opondo, ora se complementando.

Num circuito hermenêutico no
qual construímos significados para aquilo que manifestamos, vivenciamos.

Me surpreendo, pois percebo que
as conexões internas e externas, desvelam o que estava oculto.

Os significados são resultados
do que apreendo no mundo sensível, diretamente, “a coisa mesma”.

Posso me surpreender quando
estou dizendo para outro aquilo que eu mesmo não estou “conseguindo enxergar”.

Tal como quando insistimos em
exemplos que no fundo não estão servindo para nós mesmos.

Mas como bons oradores
externalizamos aquilo que em nós está desconectado, fragmentado ou confuso.

Insistimos para que o outro
“preste atenção” em X ou Y para que aprenda, compreenda a realidade.

Mas nos esquecemos que nós
mesmos vivemos desatentos em muitos momentos.

Reduzindo nossas expressões a
meros autômatos desprovidos de consciência.

Nesse caso, me surpreendo
quando percebo meus próprios automatismos.

Buscando compreende-los e
transformá-los em ações criativas, muito mais do que meras respostas comportamentais.

Utilizando a reflexão como
possibilidade de acesso ao mundo dos comportamentos, e mais, dos significados.

Movimento de introspecção que
se inicia com a percepção, se move pelas reflexões e finaliza no silêncio.

Pois para além de todas as
reflexões vivencio a quietude da complementaridade dos opostos.

Lugar onde as dicotomias,
ambiguidades e dualidades se desfazem, penetrando numa dimensão insondável pela
mente.

Toda essa trajetória se inicia
com a simples observação de si mesmo, basta isso, prestar atenção.

A partir disso um novo universo
se descortinará diante dos próprios olhos, e, surpreenda-se com o que vai ver!

Om
Namah Shivaia!!!

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