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O controle da Sociedade Disciplinar

O controle da Sociedade Disciplinar
Na
sociedade disciplinar, somos marionetes da opressão do poder
estabelecido, que nos manipula politicamente conforme as suas
conveniências. A opressão dessas sociedades foi descrita nas narrativas
literárias de Aldous Huxley e George Orwell

Renato Nunes Bittencourt

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Na sociedade disciplinar, somos
marionetes da opressão do poder estabelecido, que nos manipula
politicamente conforme as suas conveniências. A opressão dessas
sociedades foi descrita nas narrativas literárias de Aldous Huxley e
George Orwell

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Imagem do reality show de grande apelo
popular, Big Brother, uma adaptação inglória da obra de Orwell,
distorcendo o efeito repressor da sociedade de controle sobre a
subjetividade humana

Pensemos numa sociedade na qual todos nós fossemos vigiados
intermitentemente por um grande olhar onisciente, o Panóptico, que não
deixaria escapar nenhum detalhe das nossas ações. Nesse sistema, sequer
existiria o termo ‘privacidade’, pois todas as informações seriam
consideradas de domínio público. O Panóptico representa analogamente a
manifestação social do olhar onisciente de Deus, que conhece de antemão o
íntimo de todas as coisas. Trata-se da manifestação mais pura do
controle exercido pela sociedade disciplinar, regulamentando as ações,
determinando padrões de gosto e modelos de conduta que devem ser
seguidos pela massa social. Os organizadores desse dispositivo
acreditariam que pela instauração desse grande sistema de observação das
ações individuais os grandes problemas sociais seriam banidos
definitivamente do âmbito "civilizado".

A definição do Panóptico como um instrumento direcionado para o
controle das ações individuais fora adotada por Jeremy Bentham, no seu
projeto de inserção dessa cadeia de controle social sobre as
instituições europeias do período incipiente da Revolução Industrial,
como forma de obter o máximo domínio sobre as disposições individuais,
evitando-se a criminalidade e as revoltas contra a ordem estabelecida. A
formulação do Panóptico é um pretenso projeto utópico, cuja instauração
resolveria definitivamente o problema da segurança da sociedade urbana,
exigindo assim a supressão da intimidade de cada indivíduo. Analisado
criticamente, o Panóptico representa uma distopia social, pois o seu
objetivo se realizaria mediante o controle intrínseco do comportamento
humano, gerando em cada indivíduo o florescimento do medo pela ameaça de
punição.

A crítica sobre a natureza opressora do foi retomada
contemporaneamente por Foucault em Vigiar e punir, através da
explicitação dos mecanismos de imposição de poder que se encontram
subjacentes na prática de controle social por meio da observação
contínua dos indivíduos. Esse sistema coercitivo de fiscalização social
pelo olhar se dá nos presídios, nas fábricas, nos espaços religiosos e
nas escolas, preconizando a adequação e submissão incondicional do
indivíduo às regras imperativas estabelecidas, tornando os corpos dóceis
(Vigiar e punir, p. 127). A sociedade de controle exerce a
domesticação dos impulsos singulares humanos, desmobilizando qualquer
projeto de revolta. Para Foucault, ao enfraquecer as resistências
individuais, o poder legal suprime pela raiz toda voz de dissensão
diante das manifestações de arbitrariedade (A verdade e as formas jurídicas, p. 103).

A educação disciplinar do corpo individual é o meio que favorece a
transformação da vida humana em força produtiva canalizada para
objetivos práticos que proporcionam resultados concretos e úteis para a
sua sociedade. O sistema Panóptico coíbe intimamente toda inclinação
destoante das individualidades em relação às normas rigorosamente
impostas, estabelecendo a adoção de comportamentos uniformes aos que se
encontram imersos nessa realidade vigiada. A estrutura do Panóptico,
conforme esclarece Zygmunt Bauman, seria, segundo os critérios
coercitivos da ordem política estabelecida, uma arma eficaz contra a
diferença, a opção e a variedade dos comportamentos e dos valores
(Globalização, p. 58). O controle social gera o nivelamento dos
indivíduos, calando o desenvolvimento criativo das suas singularidades.
Quanto mais medíocre, tanto melhor para a "paz pública".

O elemento mais absurdo desse mecanismo de controle reside na
ideia de que o bem-estar que o indivíduo deseja obter somente pode ser
conquistado através da supressão de sua liberdade pessoal, pois é a
flexibilidade das suas ações que motivam as circunstâncias que
prejudicam a estabilidade social. A aspiração utópica pela estabilidade
social corre o risco de se tornar uma distopia. Como Erich Fromm
expressa em texto que serve de ‘Posfácio’ para 1984, de George Orwell,
as utopias negativas expressam o sentimento de impotência e desesperança
do homem moderno assim como as utopias antigas expressavam o sentimento
de autoconfiança e esperança do homem pós-medieval (p. 369). Pode a
natureza humana ser modificada de tal maneira que o homem esqueça seu
desejo de liberdade, dignidade, integridade; pode o homem esquecer que é
humano? (p. 370).

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Jeremy Bentham (1748-1832), o idealizador do Panóptico

O advento dos grandes regimes totalitários no séc. XX responde de
forma afirmativa tal indagação, e esse problema foi retratado pelas
distopias literárias de Aldous Huxley e George Orwell, que descrevem o
embate entre a aspiração existencial pela liberdade em suas inúmeras
expressões, e o uso desmedido do controle disciplinar da sociedade. Para
Huxley, a organização é indispensável, pois a liberdade só surge e tem
sentido dentro de uma comunidade auto-regulamentada de indivíduos que
colaboram livremente. Porém, mesmo que seja indispensável, a organização
pode também ser fatal. A organização em excesso transforma em autômatos
homens e mulheres, suprimindo o espírito criador e elimina a própria
possibilidade de liberdade (Regresso ao admirável mundo novo, 38-39).

Orwell, por sua vez, em 1984 retrata uma sociedade rigidamente
controlada por câmeras onipresentes que monitoram as ações individuais
da população, reprimindo ações consideradas impróprias para a manutenção
da ordem estabelecida. As relações sexuais entre os indivíduos das
castas superiores são prescritas. A única abertura para a sexualidade
residia na prostituição dos "proletas" que o Partido permitia
tacitamente, pois era uma forma de dar vazão aos impulsos que não eram
adequadamente reprimidos, circunstância similar ao projeto civilizatório
da sociedade cristã, em que o sexo com prostitutas preservava a ordem
familiar. O projeto do Partido era eliminar todo prazer no ato sexual. A
pulsão sexual era perigosa para o Partido, que a utilizava em interesse
próprio (1984, p. 161). Tal dispositivo é um grande mecanismo para a
ampliação do grau de tensão psíquica da massa, que, impedida de gozar e
satisfazer os seus desejos, reprime os seus instintos e se aliena das
suas capacidades transformadoras, tornando-se infeliz e submissa diante
da autoridade de uma ideologia política vazia, que usa palavras de ordem
e da manipulação de informações para concretizar o seu poder
totalitário. "Guerra é paz, liberdade é escravidão, ignorância é força" (1984, p. 14).

 

Para Huxley, em sua propaganda, os ditadores atuais limitam-se,
na maioria das vezes, à repetição, supressão e racionalização –
repetição de estribilhos que devem ser aceitos como verdades, supressão
de fatos que eles pretendem sejam ignorados, desencadeando e
racionalizando paixões que podem ser aplicadas aos interesses do partido
e do Estado (Regresso ao admirável mundo novo, p. 57). Mantendo-se em
constante tensão, a população se deixa controlar por discursos retóricos
de grande impacto afetivo, e os líderes adquirem sobre a massa uma
autoridade paternal. Orwell destacou tal dispositivo em 1984, ao
representar em diversos momentos da narrativa a dedicação diária aos
minutos de ódio contra os inimigos públicos, seções cotidianas em que
havia a catarse de todos os afetos reprimidos. A figura de Goldstein
servia de bode expiatório simbólico para o descarregamento das emoções
odiosas contidas na subjetividade de cada indivíduo. Por outro lado, a
onipresente imagem carismática do "Grande Irmão" servia de amparo
existencial e psicológico para a massa, que lhe devotava sentimentos
análogos ao da devoção religiosa. Orwell, ao elaborar essa visão
angustiante da era do controle individual através do registro onisciente
de todas as ações, enunciou importantes questões sobre o mecanismo
ideológico da sociedade de controle, e de que maneira ela exerceria uma
profunda modificação na forma pela qual o indivíduo constitui a sua
existência.

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Planta da estrutura do Panóptico projetado
por Bentham permitiria a um vigilante observar a todos sem que estes
possam saber se estão sendo observados. Tal dispositivo se aplicaria nos
presídios, nas escolas, nos hospitais, nas fábricas, nos quartéis, em
todas as estruturas sociais seguidoras de rigorosos regimes de
disciplina

A OUTRA VERDADE

Outra circunstância que demonstra o projeto político de se
aproveitar ideologicamente da ignorância das massas consiste no
empobrecimento do vocabulário: a criação da "Novilíngua", em que a
literatura clássica estava a ser retraduzida e adaptada à filosofia do
Partido, e da "Novafala", que visava eliminar todas as palavras
consideradas ambíguas e "excessivas", numa espécie de mecanização dos
discursos, sendo a única no mundo cujo vocabulário encolhe a cada dia, e
sua finalidade é estreitar o âmbito do pensamento (1984, p. 68). Quanto
menor a quantidade de palavras de um vocabulário, menor a possibilidade
discursiva dos indivíduos e, por conseguinte, mais pobre se torna o
campo semântico da coletividade social. "O Grande Irmão está de olho em
você" (1984, p. 12).

Tal palavra de ordem é uma espécie de secularização da crença na
onisciência divina, que conhece todas as nossas ações melhor do que nós
mesmos. Com o desenvolvimento da televisão e o avanço técnico que
possibilitava a recepção e a transmissão simultâneas por intermédio do
mesmo aparelho, a vida privada chegou ao fim. A distopia de 1984
problematiza uma questão crucial para a compreensão do direito legal
pela liberdade de opinião e expressão: torna-se ato criminoso mesmo a
disposição de resistência e contrariedade ao regime ditatorial, ainda
que não haja uma manifestação pública de tal comportamento. Pensar
contra a ideologia do regime é passível de punição, o que na obra de
Orwell recebe o nome de "crime de pensamento", e o perigo mais letal era
se falar algo subversivo enquanto dormia (1984, p. 82).

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O sistema de vigilância de nossa sociedade disciplinar é uma espécie de secularização da tradicional noção de onisciência divina

Quando Winston é torturado pela elite do Partido, há uma situação
paradigmática do modelo de opressão que é imposta pela ideologia
ditatorial: a noção de verdade se modifica de acordo com os interesses
do poder. O’Brien faz um sinal com a mão e indaga a Winston quantos
dedos ele vê, e a resposta, baseada na evidência, é "quatro".
Entretanto, não é essa a resposta que o Partido deseja ouvir, e assim o
protagonista recebe uma nova dose de tortura. A realidade existe apenas
na mente do Partido, que é coletiva e imortal. Tudo o que o Partido
reconhece como verdade é a verdade. É impossível ver a verdade se não
for pelo olhar do Partido. Se o Partido quiser que 2 mais 2 sejam 5,
assim o será. A mensagem transmitida é que, se convir ao ideário da
opressão, mesmo as evidências mais indubitáveis se tornam passiveis de
falsificabilidade. É a dominação total da vida individual, em que o
agir, o pensar e o viver devem ser submetidos aos parâmetros heterônomos
do poder dominante. Só interessa o poder em si, o poder pelo poder, o
poder puro (1984, p. 307-308).

O consumo de drogas e a sexualidade desenfreada são
instrumentos utilizados de forma perspicaz pelos mantenedores dos
regimes autoritários, minando a capacidade política de contestação. A
ingestão de drogas e as práticas do "sexo líquido" são talvez
manifestações modernas da antiga política do "Pão e Circo"

Uma vez que tudo pode ser falsificado, a questão da manipulação
das informações adquire importância primordial para a consolidação da
tirania. Dominada pela ditadura da informação, a população perde a
capacidade de se mobilizar politicamente, agindo conforme a autoridade
moral da publicidade e seus recortes na realidade. Orwell destaca tal
tema em decorrência do uso político da propaganda, e como ela pode mudar
os rumos dos acontecimentos históricos. O maior grau da manipulação dos
fatos em 1984 se ocorre ao se fazer acreditar que a Oceânia estava em
guerra contra a Eurásia, quando em verdade era contra a Lestásia. Tal
procedimento não é um sinal de desorganização política e militar da
ditadura em vigor, mas justamente a capacidade de desestabilizar
radicalmente toda a compreensão das massas acerca da realidade.

A sociedade distópica do controle total sobre a individualidade
transmite, mediante os seus manipulados meios de comunicação, apenas
simulacros informativos para a população, fazendo com que esta creia que
as informações transmitidas são "reais". No Admirável mundo novo,
constatamos uma negação da verdade e a possibilidade de se manipulá-la,
conforme a sentença solene: "a história é uma farsa". A distopia de
Huxley apresenta outra faceta da sociedade de controle/disciplinar, mas
surpreendentemente complementar aos traços terríveis apresentados por
Orwell em 1984; se nesta obra existe a repressão aos impulsos sexuais
com uma finalidade política, na sociedade distópica de Huxley as
práticas sexuais são incentivadas pelo Estado, em preferencial as
casuais, pois todo vínculo duradouro entre os parceiros é compre-endido
como algo tolo e prejudicial. Sexo para procriação é algo perigoso para o
bem-estar social, pois o risco de nascerem crianças biologicamente
indesejáveis é imenso. O sexo é um fim em si mesmo, e deve-se obter o
máximo de relações sexuais, numa espécie de mega hedonismo moralmente
legitimado. "Nunca deixe para amanhã o prazer que pode ter
hoje"(Admirável mundo novo, p. 153).

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Cena do filme V de Vingança, que retrata uma
Inglaterra governada por um regime totalitário controlador do sistema
de informações. A obra enuncia o paradoxo existente entre a efetivação
da estabilidade social à custa das liberdades pessoais dos indivíduos

Poderíamos pensar que tal liberalismo sexual seria exemplo de uma
sociedade progressista, onde cada indivíduo teria a possibilidade de
dar vazão aos seus impulsos libidinais. Porém, o controle social
garantido por tal mecanismo ideológico é tão rigoroso como o descrito em
1984, especificamente pela sutileza em que o domínio sobre a
subjetividade é exercido. Não existe a repressão violenta do estado
policial, mas a população é mantida alienada pela classe dirigente pelo
poderoso estímulo sexual e pelo consumo de soma, um narcótico do prazer
sem efeitos colaterais. Seu efeito mágico é apregoado pelo slogan: "Com
um centímetro cúbico de Soma esvai-se o sentimento lúgubre" (Admirável mundo novo, p. 148).
Nesse mecanismo de libertação dos tormentos existenciais se oculta um
potente mecanismo de controle social. Como argumenta Huxley: "Um ditador
poderia, se assim o desejasse, empreender essa droga para fins
políticos. Poderia evitar a agitação política transformando a química
cerebral dos súditos, e fazer, dessa maneira, que se contentassem com a
sua condição social" (Regresso ao admirável mundo novo, p. 109).

Trata-se de uma sociedade obscurantista que vive à base de
entorpecentes e de uma sexualidade desenfreada como meio de se fugir do
vazio existencial. O excesso de situações prazerosas, proporcionada pelo
Estado, enfraquece a capacidade de resistência dos indivíduos, criando
neles uma dependência psicofisiológica em relação aos recursos
propiciadores de prazer. Toda infelicidade pode ser solucionada pelo ato
sexual e pelo consumo de drogas, e quando a tristeza voltar a aflorar
no ânimo, basta tomar novas doses dos dois "entorpecentes".
Os valores dessa sociedade são inversos aos da conservadora era
vitoriana. O verdadeiro ato imoral é o de se permanecer com o mesmo
parceiro, e não a troca constante de parceiros. A explicação é que os
sentimentos de exclusividade e de família são prejudiciais para a
sociedade, gerando uma estreita canalização dos impulsos e da energia
(Admirável mundo novo p. 79). Cada indivíduo pertence a todos, e essa
ruptura com o milenar modelo familiar exclui da subjetividade a ideia de
apego a um ente querido, gerando então uma ausência de laços duradouros
entre os indivíduos.

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Redação da Rádio Canadá, em Montreal, 1944.
Existe a "verdade" enunciada pelo discurso jornalístico? De que modo a
mídia manipula informações de interesse público em favor da manutenção
da sociedade disciplinar?

Outra situação distópica imaginada por Huxley consiste na
transmissão de informações para as crianças durante o sono (hipnopedia),
em especial a educação moral, que jamais deve ser racional (Admirável
mundo novo p. 60). Para a casta diretora, tal técnica favoreceu a
criação da maior força moralizante e socializante de todos os tempos
(Admirável mundo novo, p. 63). Não há civilização sem estabilidade
social, não há estabilidade social sem estabilidade individual
(Admirável mundo novo, p. 82).
Outro grande ponto em comum que podemos encontrar nas grandes
distopias literárias de Huxley e Orwell consiste na demonização da
leitura e dos livros. No Admirável mundo novo são proibidos os livros,
poesias, textos sagrados. O problema ideológico consiste na antiguidade
de tais obras, e de que maneira elas tratam de um mundo ainda
desorganizado, decadente. Nada é pior para o "bem-estar" social do que a
literatura tradicional, pois esta apresenta um caráter sujo, corruptor
da condição humana e do status quo da elite no poder. A motivação de
repressão aos livros é nítida: a leitura favorece a reflexão, logo, a
politização do indivíduo e sua capacidade de transformar a sociedade,
questionando a arbitrariedade do poder. O projeto iluminista de a
racionalidade conduzir o homem cai por terra na era da insana sociedade
disciplinar, com o seu porvir distópico ameaçando a sanidade de nossa
controlada "paz" social.

Tanto Huxley como Orwell terminam as suas obras descrevendo a
derrota do projeto libertário do homem diante da máquina opressiva da
ordem estabelecida. John, o "Selvagem", se suicida ao constatar
amargamente a perdição desse insano mundo disciplinar, e Winston, que
intimamente odiava o "Grande Irmão" e tudo aquilo que ele representa,
passa a amá-lo após ser "reeducado" pelo Partido. Apesar do desfecho
terrível dessas obras, o que os autores pretendem demonstrar é a ideia
de que toda pretensa "estabilidade social" não substitui a aspiração
humana pela singularidade e pela sua capacidade de viver intensamente
conforme os seus próprios projetos, mesmo que isso resulte na decadência
individual. Com efeito, destruição pior está na vida humana se tornar
fantoche de interesses políticos alheios.

REFERÊNCIAS

BAUMAN, Zygmunt. Globalização – As conseqüências humanas. Trad. de Marcus Penchel. Rio de Janeiro. Jorge Zahar, 1999
BENTHAM, Jeremy. O Panóptico. Trad. Tomas Tadeu da Silva. Belo Horizonte. Ed. Autêntica, 2000
FOUCAULT, Michel. A verdade e as formas jurídicas. Trad. de Eduardo Jardim e Roberto Machado. Rio de Janeiro. Nau Editora, 1999
_________. Vigiar e punir. Trad. de Ligia M. Pondé Vassalo. Petrópolis.
Ed. Vozes, 1984 HUXLEY, Aldous. Admirável mundo novo. Trad. de Lino
Vallandro e Vidal Serrano. Rio de Janeiro. Ed. Globo, 2009
________. Regresso ao admirável mundo novo. Trad. de Eduardo Nunes
Fonseca. Belo Horizonte. Itatiaia, 2000 ORWELL, George. 1984. Trad. de
Alexandre Hubner e Heloisa Jahn. São Paulo. Companhia das Letras, 2009
[Incluído ainda o Posfácio de 1961 de Erich Fromm para a obra.]

Renato Nunes Bittencourt é Doutorando em Filosofia do PPGF-UFRJ/Bolsista do CNPq

Retirado de http://psiquecienciaevida.uol.com.br/ESFI/edicoes/42/artigo160007-5.asp

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