Don't Worry Be Happy!!!

Informações…

Dizem que vivemos na era da informação, mas já se perguntou que informação é essa?

Ou melhor, o que significa se informar?

Nos conectamos a redes sociais virtuais, grupo de amigos, aos nossos familiares, entre outras formas que vislumbramos como um modo de compartilhar informações, acima de tudo experiências vividas pra não dizer fofoca .

No entanto considero que a maioria de nós tem vivido desconectados de si mesmos!

Digo isso devido ao modo como nos colocamos diante do mundo que projetamos, criamos.

É como se vivêssemos num mundo no qual se observar significa “perda de tempo – coisa de desocupado”.

Dessa forma nos alienamos de si mesmo e nos tornamos presas fáceis diante de discursos articulados para promover a escravidão humana.

Um tipo de escravidão que procura silenciar, cercear a percepção e a reflexão como possíveis elementos transformadores.

Muitos se tornam déspotas, ou covardes emudecidos, ou mesmo aqueles que exercitam o poder para silenciar outras pessoas.

Escolhem a mortificação dos sentidos, da percepção e da reflexão como uma estratégia de dominação, limitação, escravidão.

Tem aqueles que procuram viver uma espécie de hedonismo desvairado, transgressivo na sua essência, mas deformado pela omissão das verdadeiras intenções daquele que vive tal condição.

Só cheiram aquilo que consideram perfumado, ouvem o que lhes é conveniente, olham para aquilo que consideram belo e assim por diante na sua mesmice cotidiana.

Preferem o isolamento e a exclusão do que a liberdade de ir e vir, as experimentações lhe são predeterminadas tal como o cardápio do restaurante preferido.

Vivem enclausuradas em suas próprias convicções e sabem apenas transitar de um “cluster” para outro, pois assim acreditam estarem seguras.

Crêem que ir ao supermercado e escolher o que comer é um ato de liberdade, tal como escolher a cor do carro novo também é um exercício de liberdade, acima de tudo acreditam que o dinheiro lhes proporciona liberdade.

Mas no fundo estão profundamente enraizados numa mentalidade obliterada, condicionada e até perturbada em muitos casos.

Vivemos correndo atrás de resultados e objetivos que muitas vezes nem sabemos claramente o que está nos movendo diante daquela situação.

Nos tornamos desinformados de si mesmos, pois acredito que fomos educados para isso.

Quem foi informado sobre a possibilidade de questionar as próprias escolhas de modo a ir além do que o EGO está desejando momentaneamente?

Nunca ouvi falar disso na escola, nem na faculdade, muito menos na pós-graduação, e olha que “estudei nas melhores universidades de Brasil”.

Nem mesmo minha mãe ou meu pai me informaram sobre isso, pois também nem deviam saber para poder compartilhar.

Cotidianamente sou informado sobre uma porção de burocracias que tenho que cumprir, tal como se fossem metas a serem atingidas.

Essa forma de comunicar é evidentemente eficaz no processo de doutrinação e alienação do humano sobre si mesmo.

Apenas informando um conteúdo, espécie de modulação a qual estamos submetidos, pois de certa forma somos tidos como “máquinas produtivas para o sistema capitalista”.

Quem não se enquadra na categoria “produtivo” é considerado descartável, ou melhor, indesejável ou até repulsivo.

Pois não se subjuga diante da mediocridade produzida pela elaboração e distribuição de informações insignificantes do ponto de vista libertador, transcendental.

Para muitos o que importa é o pragmatismo alienado que faz funcionar as engrenagens da “máquina de moer humanos”.

É assim que me sinto quando sou pressionado a me submeter aos caprichos alheios, ou as regras de um sistema nefasto, excludente e enganador.

Na verdade não é o sistema que é assim, mas sim as pessoas que o criaram e aquelas que estão fazendo com que ele se perpetue de tal forma a manter as estruturas de poder.

Nessa sociedade consumista o sentido do trabalho é obter lucro a todo custo, quer dizer, pagar altos custos.

O trabalho é regido por métricas quantitativas que buscam extenuar o humano num processo produtivo incessante.

Qualidade se tornou um termo apenas para designar “garantia de 3 anos” para os produtos que logo se tornam obsoletos.

Desse ponto de vista as informações distribuídas pelos meios de comunicação de massa são explícitos, trabalhe, produza, compre, consuma.

Mas alguém já se perguntou quais os custos que estamos pagando para viver essa condição escravizada?

Do ponto de vista informativo creio que todos nós já ouvimos falar de alguém que ficou “doente” pelo excesso de trabalho.

Ou devido ao estresse incessante que vivemos cotidianamente em muitos ambientes, nem as crianças estão a salvo disso.

Ligue a televisão ou abra os jornais e encontrará muitas notícias relacionadas ao “trabalho – produção – mercado – capitalismo”.

Estatísticas e mais estatísticas nos informando sobre índices que nem sabemos o que significam, mas muitos consideram relevantes essas informações.

Raramente se vê em algum veículo de comunicação de massa informações sobre possíveis resultados negativos advindos do “capitalismo selvagem – consumismo – trabalho excessivo – alienado, entre outros”.

Esse tipo de informação é desinteressante para a população em geral, é até considerada perigosa por muitos defensores do “status quo”.

Então me pergunto sobre o que significa se informar e compreendo que isso é tão vital quanto respirar, pois a informação tem o poder de formatar nossas mentes, de determinar caminhos e nos impor escolhas.

Portanto observar a si mesmo como uma fonte receptora e emissora de informações, um movimento constante de intercâmbios, isso para mim significa transformações.

Abertura para o diferente como possibilidade de superação das condições limitadas e limitantes.

Refletir e compreender é uma atitude aventureira rumo ao desconhecido muitas vezes.

Mas que para mim representa uma característica essencial do humano, se auto-produzir, educar e transcender-se como um movimento de renovação, abertura, liberdade, criação.

Om Gam Ganapataye Namaha!

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