Don't Worry Be Happy!!!

O que eu sou senão aquilo que estou refletindo!?

Já se observou e percebeu que nós refletimos aquilo que estamos gerando, formando internamente.

Um dia está radiante de felicidade por ter conquistado algo, no outro depressivo por conta de alguma perda.

Um dia agradece por receber um aceno de bom dia de um desconhecido.

No outro dia explode de raiva por ciúmes ou inveja de alguém.

Esses são pequenos exemplos de nossos humores variando tal como varia a luminosidade do dia para noite.

Múltiplas possibilidades em cada um de nós, pois todos estamos sujeitos a essas alterações.

Mesmo a maior das teimosias, ela sempre tem seu fim, nem que seja juntamente com a morte.

Ciclos que se repetem com certa frequência em nossas existências.

Pois estamos alienados de si mesmos, nem sabemos o que sentimos ou pensamos.

Achamos que pensamos e sentimos quase sempre num modo automático, no qual ilusoriamente estão ausentes as possibilidades de escolhas.

Estamos vivendo tão bitolados nas mentiras, falsidades e ilusões que criamos que tem se tornado quase impossível se libertar dessa condição, limitada e limitante.

Tenho percebido que a mente tem uma tendência de construir justificativas para toda e qualquer escolha.

Anteriormente pensava que isso era discernimento, mas hoje digo que muitas vezes é apenas mais uma alienação, entre tantas outras.

Justificar para mim estabelece relações de causa e efeito entre o que sinto, penso e vivo.

Que de alguma forma servem para eu simplesmente aceitar as escolhas como algo nem sempre escolhido, mas dado a priori.

Uma espécie de destino ao qual estou submetido ou uma justificativa para manter a “zona de conforto”.

Zona de conforto é aquela região fictícia onde todos nós procuramos nos instalar para manter certas condições de existência.

Cada um de nós constrói sua zona de conforto, mas ultimamente alguns modelos ou padrões tem se repetido.

Quando isso acontece e estou alerta percebendo as artimanhas que eu mesmo arranjei procuro me distanciar de mim mesmo.

Sou estranho a mim mesmo, dessa forma vou além dos fatos e das evidências momentâneas

Nessa trajetória mergulho nas entranhas daquilo que estou gerando.

Dessa forma, contemplo a mim mesmo como um ato de criação, o criador e a criatura instituídos no mesmo Ser.

Mas acima de tudo tenho percebido, compreendido e vivido que o Ser é indefinível, infinito em suas múltiplas possibilidades.

Multiplicidade, diversidade, complementaridade, unicidade, unidade, união.

Portanto aquilo que estou refletindo é uma criação momentânea destinada a se transformar.

Desse ponto de vista a realidade é uma emanação criada por mim.

Externamente são múltiplas realidades, a que eu criei, a que você criou a que os outros criaram.

Inter-subjetividades, entrelaçamentos, experiências compartilhadas, o coletivo, o social construído a partir de múltiplos pontos de vistas.

O mundo e a existência como verdadeiras obras de arte, reflexos daquilo que estou criando.

Om Gam Ganapataye Namaha!

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